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Desculpas esfarrapadas

Esfinge, em 11.06.19

Na época que terminou ouvimos, durante uma grande parte dela, que os jogadores do Sporting apresentavam sub-rendimento porque estavam cansados. Muitos jogos, dizia-se e repetia-se. Cansados. Pouco tempo para recuperar. Este não é um discurso novo. Jorge Jesus também gostava muito dele, usou-o várias vezes (juntamente com o vento ou o relvado).

De tantas vezes se repetir esta afirmação, pouco faltou alguém admitir à boca cheia que ser-se eliminado das competições europeias até era bom. Os outros conseguiam, porque tinham plantéis mais fundos, e o esforço era dividido por todos.

Ninguém contestou este argumento, que foi passando pelos pingos da chuva.

No entanto, nunca fiquei muito convencido.

Hoje decidi ir verificar se é verdade.

image.jpg

Esta época e apenas jogadores de campo (por motivos óbvios): Bruno Fernandes, 3.905 minutos; Sebastian Coates, 3.600 minutos; Marcos Acuña, 3.196 minutos; Gudelj, 2.687 minutos (um fenómeno, investir tantos minutos num jogador que não só não é nosso como não acrescenta nada ao jogo).

Então vejamos uma amostragem: Cristiano Ronaldo, 3.978 minutos; Lionel Messi, 3.907 minutos; Bernardo Silva, 4.119 minutos. Aparentemente, no Sporting, só Bruno Fernandes tem capacidade para jogar entre os melhores.

Mas estes dois nem sequer são dos jogadores com mais minutos, dei uma espreitadela ao campeão europeu: Van Dijk, que vimos esta semana com especial atenção, 5.035 minutos; Andrew Robertson, 4.588 minutos; Wijnaldum, 4.247 minutos; Salah, 4.500 minutos; Sadio Mané, 4.508 minutos.

Virgil-van-Dijk-Liverpool-F365.jpg

Resulta evidente que, a maior parte dos jogadores do Sporting não joga uma quantidade de minutos acima da média. Se alguma coisa, até jogam muito abaixo da média de outras (grandes) equipas.

Portanto, as conclusões são por de mais evidentes. Ou o argumento é uma mentira para justificar resultados maus, ou o argumento é verdade – e se assim for, a preparação física é medíocre. Seja como for, serve para não se olhar para a verdade e é indigno da grandeza que o Sporting tem.

A única coisa que espero, é que não o voltem a usar. 

publicado às 15:15

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35 comentários

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De Rui Gomes a 11.06.2019 às 15:44

Caro Esfinge,

Vai-me desculpar, mas não concordo com várias considerações que adiantou e até acho que os parâmetros da análise que apresenta são muito limitados.

Primeiro, acho injusto levantar acusações do género atendendo às circunstâncias excepcionais desta época do Sporting, tendo iniciado a fase oficial com um plantel muito limitado.

A fazer comparações com outra equipa - e pasma que recorra ao Liverpool para esse fim - devia analisar o plantel completo e não apenas 3/4 dos principais jogadores.

Acontece, por mera casualidade, que o Sporting realizou mais jogos (54) do que o campeão europeu Liverpool (53). Os minutos foram portanto jogados por alguém e não apenas os jogadores que citou.

De seguida, não tenho memória do factor "cansaço" ter sido abusado como justificação para quaisquer insuficiências da equipa. O que é factual - e não tive tempo de lhe apresentar as respectivas estatísticas - é que houve fases da época com excesso de jogos num período muito curto. Para um plantel tão limitado como o do Sporting, só pode ser um factor muito pertinente.

Vou ficar por aqui, embora tenha outros argumentos válidos que poderia apresentar, como, por exemplo, o sistema de jogo de treinadores, alguns dos quais exigem muito mais esforço físico da equipa do que outros.
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De Esfinge a 11.06.2019 às 16:05

As limitações do início eram um dado à partida.

Comparar-me com equipas que façam menos jogos, não serviria para nada. O Liverpool fez o mesmo número de jogos sem diminuir a intensidade competitiva. Antes pelo contrário, lutou até ao final pelo campeonato (e num campeonato em que há uma percentagem mais elevada de jogos com dificuldade e exigência competitiva superior) e foi campeão europeu. E eu só citei os jogadores com mais minutos (podendo juntar-se o Ristovski). Todos os outros tiveram significativamente menos minutos - e no Liverpool também citei os jogadores com mais minutos.

"Acha que jogámos muitos jogos? [ri-se para o jornalista] Se fizéssemos o 3-0 as coisas podiam tornar-se mais fáceis, mas as coisas saíram ao contrário, tivemos de lutar até ao fim e os jogadores já estavam mais cansados. Felizmente, temos alguns dias para descansar e preparar o próximo jogo." 19/01/2019

"É uma questão física para o todo o plantel, pois jogamos muitos jogos. Todos sabem que à vezes temos de mudar, para manter a frescura do plantel. Hoje foi o Luiz Phellype e não o Bas Dost. Pode acontecer outra vez no futuro. Estava cansado e acho que estava na hora. Talvez esteja bem para o próximo jogo." 23/01/2019

"Há jogadores com lesões, cansaço, porque jogam muitas vezes sem parar. Para nós, descansar é bom, temos um calendário muito preenchido. " 08/03/2019

"Muito feliz com a exibição, depois do jogo de quarta-feira, terceiro jogo da semana. Um bom resultado e uma boa exibição durante 70 minutos. Nos últimos 20 minutos estávamos completamente sem energia." 07/04/2019

Quanto ao sistema de jogo, não pode usar um esquema que exige mais dos jogadores e depois queixar-se dele.
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De Fernando Batitsta a 11.06.2019 às 16:15

Um treinador não se pode queixar de ter jogadores cansados e depois mesmo em jogos de menos exigência manter sempre os mesmos.

Ou é uma falsa desculpa ou os suplentes não servem para o Sporting e não devem fazer parte do plantel.

O problema é que vemos jogadores que fazem boas exibições e no jogo seguinte
vão para a bancada.

F. Batista
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De Esfinge a 11.06.2019 às 16:39

Até parece que se está a referir ao Miguel Luís a seguir ao jogo contra o B (ou belenenses, ou lá que raio agora é aquilo).
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De Ghost a 11.06.2019 às 16:48

Aqui está um tópico interessante e que mexe naquilo que mais ninguém parece querer mexer.
O mal já não é desta época, nem da direção anterior. Já não me lembro da última vez que tivemos uma época a jogar com pernas até ao final.
Muita da culpa será dos treinadores que usam e abusam de jogadores sem lhes dar descanso mas, numa equipa como o Sporting, não se admite que os jogadores qeu formam o plantel não tenham pedalada para fazer uma época inteira de campeonato, taças e competições europeias.
Então onde está o mal? Para mim uma parte poderá ser atribuida à equipa técnica, ou por não saber escolher jogadores com resistência ou por não saber gerir o seu esforço de jogo para jogo, mas a principal culpa será do departamento médico. Não haverá ninguém que saiba fazer preparação física para uma equipa de futebol profissional? De ano para ano vemos a nossa equipa entrar em campo já sem pernas no primeiros jogos, serei eu o único a pensar assim?
Este ano viu-se muita mexida nos vários órgãos do Clube mas ainda não vi uma reestruturação a fundo na equipa médica/preparadores físicos. Seria bom que se olhasse para aí nesta pré-epoca para começarmos a preparar a próxima da melhor forma.

SL
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De Rui Gomes a 11.06.2019 às 17:07

Chego à conclusão que sou eu que estou a ver um futebol muito diferente.

A insuficiência competitiva do Sporting deve-se a carências qualitativas do plantel e não a falta de preparação física.

Podemos criticar pontualmente Marcel Keizer por não alargar a utilização de activos à sua disposição, mesmo reconhecendo que esses menos utilizados carecem de qualidade técnica.

Não sei se ele fará o mesmo para a próxima época, mas na que terminou há pouco senti que havia um sentimento de urgência em apresentar alguns resultados, precisamente por tudo aquilo que ocorreu no Clube. Terá sacrificado, por isso, os jogadores que lhe ofereciam maiores garantias.
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De Esfinge a 11.06.2019 às 17:25

Eu não o critico pontualmente. Eu critico um treinador que nos foi vendido como sendo um grande cultor da formação e que, já depois de estar arredado pela luta por qualquer lugar relevante no campeonato, insiste no mesmíssimos jogadores (sobretudo o Gudelj, um tipo emprestado e que, espero bem, para o ano, vá para longe).
Não percebo um treinador que, em jogos perfeitamente controlados, faz substituições aos 89 minutos - cansa os titulares e não dá minutos aos que estão no banco. Uma substituição aos 89 minutos nessas circunstâncias é só palerma.
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De Rui Gomes a 11.06.2019 às 17:28

Bem.., por tudo o que já li, o caro Esfinge critica, ponto!... E vai da Direcção ao treinador e afins.
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De Esfinge a 11.06.2019 às 18:58

Eu critico o que está mal, e tento fazê-lo com factos. O objectivo é melhorar, e não repetir sempre as mesmas falhas.
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De Ghost a 11.06.2019 às 17:30

Rui, a minha crítica não vai para Keizer nem outros treinadores. Claro que deixei a ressalva que os treinadores também podem condicionar o cansaço dos seus jogadores, da forma como os lançam em campo de jogo para jogo, mas a minha principal crítica é para a falta geral de força nas pernas dos nossos atletas. Isto acontece desde que me lembro e olhando para a competição direta não vejo assim tantas dificuldades nesse planteis. Nós temos um historial de jogadores a jogar em campo presos por arames, lesões mal recuperadas, lesões musculares por excesso de esforço. Acho que numa equipa como a nossa, dada a sua dimensão, isso nunca deveria acontecer.

SL
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De Rui Gomes a 11.06.2019 às 17:40

Não deixa de haver razão com alguns dos argumentos, não refuto isso. Apenas acho que se está a exagerar, ou então, a não ver o cenário completo.

A melhor equipa do mundo, clube ou selecção, não aguenta mais do que 30 minutos por jogo a fazer pressão constante, especialmente pressão alta. Keizer abusou disso e essa responsabilidade é inteiramente dele.
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De Esfinge a 11.06.2019 às 19:10

E repito o que já escrevi - o problema não é a pressão alta, é ela ser mal feita. Em muitos jogos, a pressão era meramente correrem em frente e para os sítios errados. A equipa do Sporting evoluiu em estabilidade, mas em mecanismos defensivos e entre blocos, ficou até ao final com falhas graves: colocação dos centrais, espaços atrás dos laterais, foras-de-jogo, basculações, ocupação de espaços, linhas de passe, etc, etc.
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De Esfinge a 11.06.2019 às 17:19

O mais engraçado é que esse raciocínio não é completamente verdadeiro. Não é por jogarem muitos jogos, que os jogadores jogam pior. Veja-se todos aqueles que citei. Todos eles jogaram muitos minutos e quase sempre bem (retiro desta nota o Gudelj, que ainda hoje estou para perceber o que Keizer vê nele).Ou seja, jogar muito não é sinónimo de jogar mal. Até me parece o contrário (e faço a ligação com um texto anterior), os jogadores precisam de um mínimo de minutos para poderem revelar o que valem - o que falhou este ano, para quê dar tantos minutos a jogadores emprestados, quando outros, como o Doumbia, são para ficar para o ano?Mas fujo ao que pretendia dizer - o Sporting tem de deixar de arranjar todo o tipo de desculpas para a falta de ritmo dos jogadores, e concordo consigo - não são os minutos, é a preparação - mas esta não cabe ao departamento médico, mas sim a quem a ministra e à tal unidade de performance atlética e o centro de alto rendimento.
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De Ghost a 11.06.2019 às 17:32

Tem razão, esse tal centro de alto rendimento foi criado este ano, estava-me a esquecer disso. Esperemos que inicie esta época a trabalhar bem que não vejamos jogadores com a lingua de fora ao intervalo, nem lesões de esforço, ainda a meio da época.

SL
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De Rui Gomes a 11.06.2019 às 17:34

O único jogador emprestado que jogou muitos minutos foi o Gudelj.
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De Esfinge a 11.06.2019 às 19:10

E jogou que se fartou! Mas sim, tens razão, acho mesmo que foi só ele.
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De José Sousa a 11.06.2019 às 17:14

No início da temporada existe sempre a desculpa que falta ritmo competitivo e entrosamento entre o grupo de trabalho. Temos que dar tempo ao tempo.
A meio da temporada há que fazer uma gestão do plantel para a fase decisiva das competições. Temos que ser compreensivos.
No fim da temporada é o cruz credo, porque a temporada vai longa e os jogadores não podem dar mais. Não podemos exigir mais e ponto final.
Não é uma situação exclusiva no SCP, toca a todos os clubes...simplesmente uns queixam-se mais que outros.
Faltou referir no post os minutos de jogo efectivo e sempre a rasgar (caso da Liga Inglesa e Espanhola), que nem se aproximam do tempo útil que se joga em Portugal.
Caso para dizer que "chorem menos e joguem mais à bola"...mas neste futebol Tuga há sempre um mas e sempre será assim, não fossemos portugueses.
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De Esfinge a 11.06.2019 às 17:28

É bem lembrada, a questão do tempo efectivo de jogo. E mais - enquanto em Portugal há 3 candidatos ao título, em Inglaterra, são uns 6. Fora os outros, que moem.
Ninguém ouviu o Klopp a chorar-se, pois não? A dizer que "são muitos jogos", "os jogadores não descansam", "não há tempo para treinar", e o diabo a quatro.
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De Rui Gomes a 11.06.2019 às 17:31

E vamos comparar orçamentos por clube, ou não vale a pena???
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De Jo a 11.06.2019 às 17:56

Em que medida os orçamentos contribuem para o número de jogos, minutos ou cansaço dos jogadores? Ou os jogadores recebem ao minuto?
Para além disso os campeonatos de Inglaterra, Espanha, Itália e França têm 20 equipas, ou seja mais 4 jogos.
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De ANTÓNIO a 11.06.2019 às 18:15

maiores orçamentos => mais escolhas e de maior qualidade => possibilidade de rodar mais os jogadores? para mim faz algum sentido....
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De Rui Gomes a 11.06.2019 às 18:48

A exemplo, além do onze principal, como comparar o restante plantel do Sporting aos bancos dos conhecidos galácticos, e não só.
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De Rui Gomes a 11.06.2019 às 18:44

Incrível que seja necessário explicar. Quanto maior o orçamento melhor a qualidade dos plantéis à disposição, física e tecnicamente.

Ou será que o plantel do Sporting, por exemplo, é comparável com os plantéis dos galácticos Real Madrid, Barcelona, Juventus, Manchester City, etc., etc..
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De Esfinge a 11.06.2019 às 19:04

Rui, o argumento deixa de fazer sentido quando reparas que essas mesmas grandes equipas não fazem mais rotação de plantel do que as equipas com orçamentos mais modestos. A demonstração é simples - com menos um jogo, há mais jogadores do Liverpool com muito mais jogos do que os jogadores do Sporting - o jogador com mais minutos do Sporting é o Bruno Fernandes, que não atinge os 4.000 minutos - Van Dijk, 5.035 minutos; Andrew Robertson, 4.588 minutos; Wijnaldum, 4.247 minutos; Salah, 4.500 minutos; Sadio Mané, 4.508 minutos. Eles não fazem mais rotação - até fazem menos! O argumento de que mais dinheiro faz com que tenhas mais jogadores de qualidade, e por teres mais jogadores de qualidade, os minutos são todos repartidos de forma mais suave - não assenta na realidade.
E a conclusão é simples - a gestão de um plantel de 50 milhões ou um de 500 milhões faz-se da mesma forma - jogam sempre e mais tempo os melhores.
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De antonio a 11.06.2019 às 20:18

Não estou a perceber a lógica do Esfinge. Van Dijk tem estrutura (natural e adquirida) para fazer esses minutos todos, já o Coates ou qualquer outro central em Portugal não tem.
Daí um estar no Liverpool e outros em Portugal.

Ou passou-me completamente ao lado?
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De Rui Gomes a 11.06.2019 às 20:46

Caro Esfinge,

Desconheço a origem das suas estatísticas, mas o Bruno Fernandes, na época, realizou 53 jogos - só falhou um - acumulando 4690 minutos de jogo.

Quanto à repartição de minutos, são conclusões suas e não afirmações minhas.

Andei no futebol muitos anos, adquiri e transferi um bom número de jogadores e dirigi várias equipas. Sei muitíssimo bem o valor de um bom orçamento e as opções que oferece a um treinador.

Os melhores jogadores jogam sempre mais, obviamente, mas um banco de qualidade é utilizado muitíssimo mais do que um com activos mais modestos.

P.S.: O Sebastián Coates realizou 49 jogos, com 4440 minutos de jogo. Mais um estatística sua que não bate certo.
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De Esfinge a 12.06.2019 às 11:14

Bom dia, Rui,
Fui buscar os números ao https://www.whoscored.com/Players/123761/Show/Bruno-Fernandes. E fui lá buscar para todos. Não me ocorreu que estivessem errados ou incompletos, como podes verificar.

No entanto, não altera a minha análise: Keizer andou vários meses a dizer que os jogadores estavam cansados, que tinham muitos jogos, e que jogavam de 3 em 3 dias. Na verdade, os jogadores do Sporting não são aqueles que mais minutos acumulam nas pernas. E este é um dado objectivo e absoluto. Portanto, não há razão para isso servir de desculpa - outros ganham nas mesmas condições (ou piores).

Não nego a importância de um orçamento mais robusto para uma boa equipa.
Daquilo que observo (sem a tua experiência), se uma equipa tem menos dinheiro, vai apostar mais num 11 de qualidade e, depois, haverá uma diferença assinalável para os suplentes. Um desfasamento significativo entre o 11 inicial e o 11 de recurso (por assim dizer).
Numa equipa com um bom orçamento, a qualidade entre o 1 e o 22 é mais nivelada. O jogadores suplentes oferecerão quase tantas garantias quanto os jogadores titulares - a discrepância de qualidade será menor.
E isso dá outra tranquilidade a um treinador - se um dos centrais se lesiona, o terceiro oferece praticamente as mesmas garantias e índice competitivo. Por exemplo, no Sporting, os centrais suplentes (André Pinto e o outro) são, efectivamente, inferiores a Mathieu e Coates. No Liverpool, se faltar Dijk ou Matip, tens o Lovren - luxo.

Mas, apesar de haver uma maior escolha, os treinadores acabam por fazer o mesmo - apostar num 11 base que, apesar de haver mais dinheiro e opções, não significa que se faça mais rotação de jogadores. Como podes ver, mesmo tenho outras opções, o Klopp, o Guardiola, o Allegri, jogam quase sempre com o mesmo 11 - e apesar de terem mais opções, esses jogadores têm os mesmos ou mais minutos do que os jogadores do Sporting. E não os ouves queixarem-se de cansaço.

Não tenho as ferramentas para o analisar - mas seria interessante ver qual o tempo médio de jogo por jogador de um plantel e ver qual o desvio face a essa média - por aí se aferiria, em termos estatísticos, se ter um plantel mais caro ainda assim fomenta a rotatividade - exemplo: uma equipa com 22 jogadores que tenha jogado 20 jogos terá um máximo de minutos possível por jogador de 1.800 minutos (20*90=1.800) - um jogador não pode jogar mais do 1.800 minutos se jogar todos os jogos até ao fim. Sendo que só podem estar 11 jogadores em campo a cada momento, o máximo de minutos serão 19.800 minutos. Pela tua teoria, uma equipa como o Liverpool pode dividir esses minutos pelos 22 - ou seja, idealmente, cada jogador jogaria 900 minutos e o esforço estaria dividido por todos de forma igual. Portanto, o nosso valor óptimo de rotação, serão os 900 minutos. É claro que se um jogador fizer os 1.800 minutos, pelo menos quanto a ele, não houve rotação - e por isso, houve 1 ou mais jogadores, que não terão feito os 900 minutos. E sou capaz de apostar que, com base neste modelo, a história de - com melhor banco se faz mais rotação é, na maior parte das vezes, uma falácia.
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De Rui Gomes a 12.06.2019 às 11:29

Bom dia,

Para estatísticas correctas, deve recorrer aos portais Transfermarkt, Zerozero ou até a própria Liga.

Pode-se fazer muitas análises, mas continuo a insistir - e sei por experiência própria - que sem um banco de elevada qualidade nenhuma equipa conquista o título.

Apesar da tendência de recorrer aos melhores jogadores, os bons treinadores sabem utilizar o todo do plantel. Não é mera coincidência muitas equipas baixarem de produção quando se entra nos meses rigorosos de Inverno.

Quando se tem grandes equipas e se ganha, ninguém se queixa de cansaço, mas existe na mesma e verifica-se no relvado. O problema maior até não é o número total de jogos, mas sim um número excessivo de jogos, em determinadas fases do campeonato, com descanso mínimo.
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De Rui Gomes a 11.06.2019 às 21:17

P.S.: E no outro comentário não referi que além de alguma rotação do plantel, temos lesões e castigos.

De qualquer modo, há uma realidade indiscutível: salvo um ou outro caso mesmo excepcional, nenhuma equipa consegue ser campeã sem um banco de grande qualidade!!!

Claro, por outro lado, com essa elevada qualidade de banco, mais as dores de cabeça para o treinador e dirigentes, porque é impossível agradar a todos. Mas o futebol é mesmo isto.
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De Anónimo a 11.06.2019 às 18:02

Comentário apagado.
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De ANTÓNIO a 11.06.2019 às 18:12

peço desculpa....continuação

a que em determinados momentos da época exista uma concentração de jogos anormal? o que aliado à nossa falta de qualidade, leva a que exista um grupo de 13-14 jogadores que são substancialmente mais utilizados? Assumo que seja fã de Jovane e Miguel Luis, certo?

Se calhar, em vez de vir de forma encapotada dizer mal do treinador e tirar as conclusões às quais queria chegar, era olhar melhor para esses nrs e tentar perceber a sua lógica.

Raio de clube este. Se dizer mal fosse modalidade olimpica ...
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De Esfinge a 11.06.2019 às 19:06

Apontar o que está errado não é dizer mal - chama-se crítica. Que raio de clube este, em que ou se diz bem, ou então se está contra o clube.
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De Anónimo a 12.06.2019 às 11:31

Ainda não acabou o Brunismo para o autor deste texto carregado de injustiça.... Parabéns Sporting pela óptima época que fizeram e pelas alegrias dos dois troféus!!! A única desculpa e não seria esfarrapada, que os jogadores poderiam alegar, seria a baixa moral em que um alucinado os deixou, mas bem disso se valeram, antes pelo contrário, fizeram dessa arma um motivo para lutarem como lutaram e de uma forma positiva.... Brunocas, estão mortos e ainda não deram por isso!!!!
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De Rui Gomes a 12.06.2019 às 11:33

Se não se identificar, não voltará a ser publicado.
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De João Gil a 12.06.2019 às 23:19

Todos, mas todos os clubes da Europa e os seus treinadores se queixam actualmente de sobrecarga competitiva. Basta ouvir o que dizem repetidamente nas conferências de imprensa. E não o dizem agora, já o andam a dizer há vários anos, É isso aliás que justifica que os clubes tenham planteis cada vez mais extensos e mais caros. Porque cada vez há mais competição e os clubes que querem sobreviver em competição são obrigados a ir a todas e a ter cada vez mais jogadores, sob pena de terem de se reduzir a uma insignificância desportiva e serem por essa via afastados da competição e do dinheiro. O tema é actual, relevante e de complexidade, para os clubes em geral e para o Sporting, em particular, dado o afastamento do Sporting das grandes competições e dos recursos que disponibiliza a quem nelas participa.
O Sporting disputa competições em Portugal e essa aferição do desempenho deve ser feita em comparação não com o Liverpool mas em comparação com os (directos) competidores do Sporting, em Portugal. As equipas preparam-se primordialmente para disputar uma competição regular em Portugal, onde o nível competitivo a a frequência dos jogos é inferior ao de Inglaterra, requerendo menor exigência física. As nossas equipas estão ajustadas à nossa competição. Comparar desempenho físico de equipas que estão inseridas em realidades competitivas diferentes pode fazer-se mas as conclusões têm de reflectir essa diferença de contexto.
A actual equipa e o actual treinador tiveram um bom desempenho nesta época. O treinador fez consideravelmente melhor que outros em muito menos tempo. É factual. Adianta pouco contestar o incontestável. Os resultados do Sporting está época foram, portanto, bons.
Com uma equipa que todos, mas todos os analistas são unânimes em classificar de pior que as de FCP e SLB, ganhámos-lhes duas das três competições em disputa.
A última no último dia de competição, com prolongamento e decidida nos pênaltis...
De rastos? Um paradoxo, no mínimo. De rastos ficou o FCP por ter perdido a taça de Portugal e os outros que ficaram pelo caminho, eliminados pelo Sporting.
A questão do nível competitivo é outra.
Uma solução para os maiores clubes portugueses e para as suas principais equipas profissionais seria deixar de competir na liga portuguesa e pedir a inscrição numa outra liga europeia, mais forte e mais competitiva. Por exemplo, na liga espanhola, ou numa liga ibérica a criar, se se quiser. Não que o Barcelona ou Real Madrid precisem de Benfica, Porto e Sporting para serem poderosos, mas as nossas equipas para o serem também têm de chegar ao nível dessas e para isso precisam de mercado e Portugal não tem mercado para suportar as nossas principais equipas.
O mercado está na internacionalização das maiores equipas e na internacionalização da competição. É inevitável e não há volta a dar.
Se o Sporting tiver de esperar que o Famalicão cresça até ficar ao nível competitivo do Valência, para poder competir ao mesmo tempo pelo campeonato português e pela liga dos campeões com a igualdade de armas que um Liverpool tem para disputar o campeonato inglês e a mesma liga dos campeões, pois a coisa para o futuro arrisca-se a ficar (ainda mais) preta para o lado do Sporting..
Para vencer este gap, internamente e externamente, só há uma solução...ser campeão nacional. E depressa!
SL






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