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Ditadura ou democracia, no futebol?

Naçao Valente, em 03.02.21

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Quem não viveu numa ditadura, pode imaginá-la mas nunca vai conhecê-la. A experiência é a mãe de todas as coisas. Vivi numa ditadura e sei bem o que é. Por isso, quando em 25 de Abril de 1974, se iniciou o processo que levaria à construção de uma democracia em Portugal, pude ver qual a real diferença.

Ao fim de quarenta anos, temos um país melhor, mais desenvolvido, mais justo e livre. Mas os resquícios do poder ditatorial continuam a viver na mente de muita gente. No seu dia a dia, nos seus comportamentos, vêm muitas à superfície tiques ditatoriais. Digamos que a ditadura não está na Lei, mas continua nas mentalidades.

No desporto em geral, e no futebol muito em particular, os tiques de poder totalitário são constantes. Atrevo-me até a dizer, que as diversas formas de poder ditatorial ainda se encontram plasmadas na própria lei que rege o sector desportivo. Pergunto: haverá algum clube desportivo, onde se pratica, em pleno, uma verdadeira democracia?

Mas muito do que se passa nos diversos órgãos que regem o futebol, leva a questionar se ali se pratica autêntica democracia. Qual o processo que leva à composição desses órgãos? Arranjinhos, compadrios, pressões, influências? 

Vem isto a propósito, mais especificamente, dos órgãos que dirigem a arbitragem. Não se parecem com corporações próprias de um poder totalitário? E os árbitros na sua actuação, que limites têm eles ao poder discricionário? Não será mais um sector onde o erro não tem consequências? Ou faz de conta que tem?

Os árbitros são necessários, como juízes, claro, para a realização do jogo. Mas será que não confundem arbitrar com tornar-se os artistas do espectáculo? Os artistas não têm que ser exclusivamente os atletas no campo? Será que sem estes, os homens do apito teriam razão para existir? Pergunta retórica.

No entanto, analisando o problema por outra perspectiva, não terão os clubes também responsabilidade, por muito do que acontece, ao aprovarem os regulamentos, que o sector da arbitragem aplica, a seu belo prazer? Ou de uma forma dogmática? Não serão os clubes que lhes dão o excesso de poder de que se queixam?  

Em jeito de conclusão, pergunto simplesmente: não estará o mundo do futebol a precisar de uma revolução? Não estará o sector da arbitragem a precisar do 25 de Abril que nunca teve?

publicado às 03:34

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55 comentários

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De Leão Zargo a 03.02.2021 às 10:49

Caro Nação Valente

Há já bastante tempo, o Benfica e o Porto estabeleceram um meridiano de Tordesilhas no futebol português. Arregimentaram clubes aliados e passaram a partilhar os lugares decisivos na cúpula dos organismos decisórios. Por vezes parecem muito conflituantes entre si, outras até serão, mas ambos pretendem que o essencial se mantenha como está, garantindo-lhes o controlo do que de facto se decide e acontece.

O Sporting é um dos clubes fundadores do futebol português e deve (e tem o direito) intervir na constante reforma e adequação do edifício regulamentar que determina o desporto-rei. Compete aos dirigentes do Clube levarem a cabo acções nesse sentido promovendo decisões que, paulatinamente tornem o futebol mais higiénico e saudável. Para isso, exige-se conhecimento, firmeza e pragmatismo.

Na verdade, na sociedade portuguesa, à volta do futebol, muita coisa mudou e adaptou-se aos novos tempos e circunstâncias, mas nas instituições decisivas da Federação e da Liga prevalece o tal meridiano de Tordesilhas de partilha do poder nos respectivos órgãos. Exige-se mudança e democraticidade no nosso futebol e o Sporting deve ser protagonista desse movimento de adequação e de correcção.
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De Naçao Valente a 03.02.2021 às 13:09

Concordo com a sua análise, caro Leão Zargo. Faz o diagnóstico correcto. Não sei é qual será a terapia, de uma "doença" que se tornou crónica.
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De RASR a 03.02.2021 às 10:55

Rui Santos já começa a levantar a argumentação que, se o CD mantiver a decisão de castigo a Palhinha, que o Sporting se arrisca a perder o dérbi na secretaria e que este é um grande imbróglio para este campeonato, o envolvimento dos tribunais civis nas questões de futebol (o que vem muito a propósito deste artigo).

Gostava de perceber se o termo "suspensão de efeitos" é diferente para estas pessoas. Se uma pessoa tem os efeitos da sua sentença suspensos, passa a estar livre desses efeitos até decisão contrária ou confirmação, altura em que começa a cumprir o castigo. No futebol é diferente???

O Palhinha, se vir o seu castigo confirmado, cumpre o castigo na altura em que a decisão sair, não é de efeitos retroativos!!! Caso não seja assim, como ficaria um jogador em que se vê nesta situação, no limbo? Nem joga por medo de uma decisão de secretaria que pode afetar o resultado final do jogo, nem joga por pensar que continua abrangido por uma possível manutenção do castigo que se pode não vir a confirmar.

Acho que o Sporting deve estar de consciência tranquila pela utilização do Palhinha e, se o clamoroso erro do árbitro se vier a confirmar, por uma doutrina estúpida e sem razão, inventada para manter as injustiças e subjetividades do árbitro (acredito que faça sentido em Inglaterra, mas os árbitros de lá não têm a qualidade dos de cá), ele cumprirá nessa altura e não de efeitos retroativos, como querem já começar a fazer passar por aí.

Não tem razão de existir, a ideia do Benfica vencer o jogo na secretaria pela utilização do jogador que não estava a sofrer os efeitos do castigo ao momento do jogo. Há que começar já a denunciar este tipo de argumentações estúpidas!
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De Julius Coelho a 03.02.2021 às 12:11

Hoje os jornais vêm a explicar que o Sporting não tem que temer nada procedeu conforme os termos da lei e do que representa uma providência cautelar afinal o mesmo processo que o Benfica recorreu quando levou castigos de jogos á porta fechada ou impedição de jogar no seu estádio , exactamente o mesmo processo e a verdade é que o Benfica nunca cumpriu os costigos.

O castigo do Palhinha foi suspenso por lei até que se tome uma decisão defenitiva entretanto pode ir jogando, caso tenha outro amarelo será o Sporting a tomar a iniciativa de não o convocar para o jogo seguinte para que cumpra o jogo de castigo se entretanto o processo ainda não tiver decisão final. Se a decisão fôr manter o amarelo do jogo com o Boavista cumprirá imediatamente o jogo de castigo se entretanto ja o cumpriu o amarelo que levou porteriormente contará com o 1º da série seguinte.
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De Greenlight a 03.02.2021 às 13:21

A suspensão do castigo de interdição do estádio da Luz, a que o SLB tem, recorrido sistematicamente, foi bem lembrada. Pela lógica dos artistas que querem ganhar na secretaria o que perdem em campo, o SLB ainda vai perder campeonatos. Enfim, não há pachorra para essa gente e o Rui Santos perdeu uma boa oportunidade para estar calado mas a sede de protagonismo e de holofotes foi mais forte. Quanto ao Palhinha e se eu percebi bem, o Sporting recorreu a um tribunal do desporto, o TAD e este é que enviou o processo para um tribunal civil. Assim, salvo erro ou omissão, o Sporting não recorreu, em rigor, a um tribunal civil.
Mas é por estas e por outras que a Dra. Cláudia Santos deveria ir para a rua, conforme pretensão do Sporting, pois já se percebeu que com essa senhora a justiça desportiva é um "faz de conta". Mas, provavelmente, não vai, pois terá amigos poderosos ,como LFV e os amigos ou apoiantes deste último que não vou nomear para não entrar no comentário político.
As revoluções de que fala o post fazem-se para mudar os estado das coisas. Mas com os "bandidos" a mandar no futebol nacional quase que se aplica a frase de Lampedusa no Leopardo: "Há que mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma". Ou seja, saem uns amigos do PDC e entram uns amigos do LFV e vice-versa mas a m... é a mesma.
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De Naçao Valente a 03.02.2021 às 14:54

Greenlight,
O recurso à palavra revolução implica uma mudança profunda que passa pela alteração do estado em que isto está. Implica uma "constituição" democrática para o futebol. O problema é que os que dominam têm tudo minado. Estamos num beco sem saída. O que não impede de continuarmos a bater-nos por essa mudança, utilizando todos os meios legais.
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De Sel a 03.02.2021 às 13:14

É natural que o Sporting espalhe informação de que está protegido pela lei. Já tenho alguns anos para não acreditar em tudo o que os jornais me colocam à frente. E uma analogia de cartões amarelos com jogos à porta fechada não me convence à primeira. Veremos o que isto vai dar...
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De Julius Coelho a 03.02.2021 às 13:15

Entâo acredita que as leis do desporto sobrepôem-se ás leis da constitução, fantástico.
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De Sel a 03.02.2021 às 22:58

Resposta ao comentário do julius: "Então acredita que as leis do desporto sobrepôem-se ás leis da constitução". Claro que as leis do desporto não se sobrepõem às leis do País. No entanto o Sporting comprometeu-se a respeitar o regulamento da competição, o qual também contém disposições penais relativamente a incomprimentos. O tribunal civil apenas suspendeu uma decisão, mas não tem competência para despenalizar o cartão amarelo, como também não terá competência para anular uma penalização desportiva por incomprimento do regulamento (se for entendido que o Sporting o terá incumprido). Portanto, parece-me que há aqui uma zona cinzenta e é por isso que eu fiquei surpreendido por ter visto o nome de Palhinha na ficha do jogo. Como não tenho informação suficiente sobre o assunto, ficarei a aguardar a cena dos próximos episódios.
Aconselho as pessoas a lerem a reacção do Conselho de Disciplina da FPF sobre a decisão do Presidente do Tribunal Central Administrativo do Sul em relação ao caso Palhinha.
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De Julius Coelho a 04.02.2021 às 00:54

Agora só resta esperar a resposta do TAD se o 5 amarelo é para manter cumpre o jogo de castigo e se lhe fôr retirado fica com 4 amarelos é simples.
A providencia cautelar só adia a decisâo.
Os CD desportivos nâo têm competencia para decidir uma Providencia Cautelar e veremos se o TAD tem competencia para analisar cartoes amarelos dados pelos arbitros se for decidido que nâo tem competencia avança o jogo de castigo e fica o exemplo definitivo para situaçoes futuras.
O TAD vai ouvir todas as partes incluindo o jogador e sairá uma decisao, que fique claro que o Sporting e o jogador Palhinha nâo recorreram aos tribunais civis foi o TAD que o fez porque o teria que fazer por nâo ter competencia para a providencia cautelar.
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De Julius Coelho a 04.02.2021 às 01:05

Para o TAD a questâo coloca-se em como ficou provado que houve um erro do arbitro e o proprio arbitro assumiu o erro o cartâo tem que ser retirado a questâo é que o arbitro assume o erro é será sempre essa a diferença desde que o arbitro assuma o erro.
Se todos virem nas imagens que existe um erro mas o arbitro näo o assumir, dizer que no campo viu outra coisa aí ja nada se pode fazer, o arbitro funciona nesse momento como autoridade de aplicaçao da lei.
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De RASR a 03.02.2021 às 15:52

Caro julius, a sua intervenção é bastante pertinente e a recordação desses casos muito importante porém, em justiça, principalmente a portuguesa, os precedentes não fazem lei e não fazem regra. O que importa e o que deve ser tido em conta para a resolução dos casos jurídicos são os códigos normativos. Os precedentes é para quem quer continuar a pensar numa ilusão de grandiosidade inexistente.

O que interessa aqui, neste país, são as leis vertidas nos códigos, os normativos que compõem a legislação nacional. Os precedentes jurídicos como lei é em outros ordenamentos jurídicos que se compõem nesses termos. Não é o nosso caso. Aqui, em Portugal, o que interessa é o que está na lei e ponto. Não precisamos chamar os casos dos outros para resolver os nossos.

O Sporting recorreu e foi dado o efeito suspensivo ao castigo de Palhinha. Palhinha jogou o dérbi na condição de jogador completamente isento de responsabilidade sancionatória, esperando a decisão confirmatória ou despenalizadora. O Sporting deve estar de consciência tranquila quanto ao resultado do dérbi. Está selado e promulgado! O Rui Santos vir suscitar estas suspeitas.... Acho estranho para alguém que costuma ser bastante consciente destas coisas.
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De RASR a 03.02.2021 às 17:02

Caro julius, quanto à situação do jogador não ser convocado pelo Sporting caso leve novo amarelo, não me parece que isso seja assim. Acredito mais que, caso o Palhinha leve novo amarelo, começa a contar para o 6º, ou seja, todos os cartões que leve durante a suspensão dos efeitos estão a contar para a nova série de castigos e não para a anterior, que já teve uma decisão. A confirmar-se a decisão anterior, Palhinha cumpre o castigo e fica com os cartões que lhe tenham sido mostrados durante a suspensão, podendo vir de castigo já com o 6º, 7º ou qualquer outro a contar para a nova série. É a única forma que vejo a atual situação do jogador e a forma de resolver esta questão.

Palhinha a não ser convocado voluntariamente pelo clube não conta para o cumprimento do castigo mas de uma decisão do clube em não convocar um jogador por autorrecreação, assim como não convoca muitos outros. É uma decisão e uma gestão pessoal. O cumprimento do castigo apenas poderá ser cumprido a mando de decisão do órgão e não antes (mas admito que posso estar errado).
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De Naçao Valente a 03.02.2021 às 13:17

RASR,
Levanta uma questão pertinente para a qual não tenho resposta. Na minha interpretação se o castigo estava suspenso, o jogador podia jogar. Não se pode castigar o clube e o jogador em vários jogos. Desejo que os dirigentes do Sporting tenham agido com conhecimento de causa.
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De RCL a 03.02.2021 às 14:23

RASR
Blatter e Platini não gostam de tribunais civis.
Rui Santos é um profissional da escrita, este é um assunto que lhe vai dar n crónicas.
Acima do CD ainda temos a Constituição do país. Espero que não tenha sido revogada.
Palhinha é um trabalhador, foi impedido de trabalhar por um órgão pouco credível.
O Juiz apenas fez cumprir a lei.
SL
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De Leão do Norte a 03.02.2021 às 15:25

Nesta questão da utilização do Palhinha eu interpreto-a de uma forma diferente.

Ultrapassando as questões jurídicas, que como habitualmente, e em especial no futebol, existirão para todos os gostos, a situação vai ser utilizada pelos "necessitados" como uma forma de destabilização psicológica sobre a equipa do Sporting. Recordem-se do tempo que durou, há um anos, a discussão sobre uma suposta penalização ao Slimani e como isso na altura interferiu com o seu rendimento.

Não estranho que nas próximas semanas a conversa sobre a penalização do Sporting pela utilização do Palhinha, seja utilizada, de forma exaustiva, para tentar destabilizar a equipa do Sporting e convencer aos crentes seguidores que a diferença pode não ser na realidade de 9 pontos.
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De Sel a 03.02.2021 às 12:08

Já tinha referido antes que foi uma surpresa para mim o Sporting ter colocado o Palhinha na ficha de jogo e que isso seria abrir a Caixa de Pandora.
Vamos supor que isto se passava nas competições europeias. Um árbitro tinha-se enganado e uma jogador tinha visto injustamente um cartão amarelo. O árbitro testemunhava no sentido de confirmar a posteriori o seu erro. Alguém acha que o jogador era despenalizado? Alguém acha que algum clube se arriscava a levar o caso à justiça civil?
O que está aqui em jogo é a autoridade dos orgãos responsáveis pelo futebol português. Por isso estou curioso com as consequências deste acto do Sporting.
Agora é esperar pelas cenas dos próximos episódios.
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De Julius Coelho a 03.02.2021 às 12:12

Leia o meu comentário acima.
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De Naçao Valente a 03.02.2021 às 13:19

Pelo andar da carruagem vai haver "novela".
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De RASR a 03.02.2021 às 16:12

Caro Sel, desculpe a franqueza do meu comentário. Não consigo aceitar e revolta-me que exista a sensação de um Estado dentro do Estado. Os tribunais civis têm a jurisdição supletiva em todas as questões de direito. Quando o Sporting recorreu ao TAD perante um castigo manifestamente ilícito, estava no seu direito. Aparentemente, o TAD recorreu a um tribunal civil para que averiguasse pela suspensão dos efeitos da sanção disciplinar. Isto é o Estado a funcionar. Querermos que exista um Estado do futebol separado do Estado republicano português é inadmissível!!!

É óbvio que estamos todos escaldados dos constantes atropelos que o futebol têm criado a tudo o que é de direito e de justiça mas temos todos que pugnar por melhores condições para todos, profissionais e amantes do futebol, profissional e justo para todos. O Sporting não fez mais do que usar um direito que o assiste. Apenas e tão só isso. Não o fazer é que seria de burrice, vendo-se desprovido do jogador por 2 ou mais jogos sem qualquer necessidade.
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De Rui Gomes a 03.02.2021 às 18:59

Agradeço que responda AQUI se o comentário no post que está agora no topo da página é seu.
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De Julius Coelho a 03.02.2021 às 12:41

Caro Nação Valente

O futebol é um estado dentro de um estado sempre foi, muitas das leis utilizadas no futebol desafiam a lei geral da constituição dos estados e aparecem por vezes os casos tipo Bosman.

No futebol portugues existe em todos os inicios de época uma tremenda guerra surda subterrãnea, invisível entre Porto e Benfica para a conquista de parcerias, de clubes aliados que "vendam" os seus votos quando nas votaçôes para as decisôes para a cúpula do futebol principalmente para chegar aos cordelinhos das marionetes que compôem a arbitragem portuguesa, os que nomeiam arbitros e os que decidem os castigos aos jogadores, treinadores, dirigentes e mesmo a clubes, esse foi sempre o objectivo principal de tal guerra anual.
Podemos comentar, indagar, discutir os motivos porque os clubes pequenos lhes vendem a sua alma e é aí que começa o cerne das principais questôes que provocam deconfiança, descontentamento pela gritante falta de transparência nos processos.
Vemos jogadores medianos a serem comprados a uns e depois emprestados a outros, vemos arbitros a chegarem do nada e catapultados para o estrelato internacional vemos muitas coisas estranhas porque tudo isso se trata de "pagamentos" !!!! nada é de graça.
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De Naçao Valente a 03.02.2021 às 13:26

Julius,

O futebol português parece viver na Idade Média numa espécie de feudalismo. Este caso "Palhinha" veio pôr a nu uma situação, que todas conhecem mas ninguém quer ver. Os donos disto tudo vão fazer guerra. Vamos ver se é o princípio de uma mudança, ou se continua tudo na mesma.
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De Schmeichel a 03.02.2021 às 13:14

Existem aqui dois aspectos distintos..... um dos aspetos é o facto do controlo dos poderes do futebol português pelo Benfica e Porto, isto acontece já há anos, tanto na Liga como na FPF..... outra situação é a questão do Palhinha, porque eu apesar de concordar que o Palhinha não deveria ter levado cartão amarelo, na minha opinião o Sporting não deveria pedir regras especificas para o Sporting, mas sim ser o clube representante da ética e das regras iguais para todos, deveríamos ser o estandarte da guerra contra o controlo do futebol português pelos Grandes. Acho que se criou aqui um caso de exceção, por muito justo que seja, na minha opinião isto vai distrair do essencial e vai criar uma ideia de que foram criadas regras especificas para o Sporting.
Espero estar errado, mas vamos ouvir esta coisa do Palhinha anos e anos, como ouvimos anos e anos sobre o penalty do Jardel na Luz...... os rivais vão utilizar este caso contra nós no futuro.
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De Julius Coelho a 03.02.2021 às 13:18

De certeza que é ou foi excepção? Não existem casos recentes similares em que o CD decidiu com 2 pesos e 2 medidas?
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De Schmeichel a 03.02.2021 às 14:13

Assim de cabeça não me recordo de outro amarelo despenalizado..... mas o meu problema não é haver um outro caso semelhante.... o meu problema é que eu defendo regras iguais para todos, portanto o Sporting para ser coerente deveria defender uma espécie de Conselho de Disciplina para analisar os pós-jogos analisando todos os amarelos mostrados e por mostrar.
No fundo esta lógica vai beneficiar mais uma vez os Grandes, porque são os que têm maior espaço mediático, e ninguém vai perder tempo a analisar um amarelo mal mostrado a um jogador do Farense, por exemplo...... é esta desproporcionalidade que faz do nosso campeonato um campeonato pequeno.
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De Naçao Valente a 03.02.2021 às 15:03

O que deve estar sempre em primeiro lugar é a verdade desportiva. No caso concreto, Palhinha foi retirado do jogo com um erro grosseiro, senão propositado. Ninguém pode ter poder absoluto. Se a lei o permite, tem de ser mudada. O Sporting fez bem em "levantar a lebre" para si e para todos os outros.
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De Schmeichel a 03.02.2021 às 15:14

Verdade desportiva é igualdade de tratamento a todos os clubes, não é analisar um lance isolado e aplicar regras diferentes.

Se mostrar mal um cartão amarelo é um erro grosseiro.... o que se chama não marcar um penalty? e não mostrar um amarelo?

O meu problema com isto tudo é criar um precedente que na pratica vai trazer mais confusão aos pós jogos e não vai trazer mais verdade desportiva, porque isto vai ser usado apenas na defesa dos Grandes em Portugal.
Faz-me lembrar os sumaríssimos que só eram usados nos jogos dos Grandes..... no fundo isto é a mentalidade portuguesa.....
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De J.Oliveira a 03.02.2021 às 19:09

Shemeichel

Aconteça o que acontecer, uma coisa é certa o Bruno de Carvalho não voltará ao Sporting!

SL
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De Julius Coelho a 03.02.2021 às 20:20

Nem mais caro amigo e fê-lo perante as regras da lei.
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De AlexandreP a 03.02.2021 às 15:17

Caro Schmeichel,ca esta um exemplo de um amarelo despenalizado a favor do benfica:

https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/admissao-de-erro-e-imagens-reverteram-castigo-a-jogadora-do-benfica

Nao queremos ser especiais. Queremos justiça.
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De Schmeichel a 03.02.2021 às 16:34

Caro Alexandre,

Se não quer tratamento especial..... então todos os jogos terão de ser alvo de uma análise pós jogo aos cartões amarelos..... ou pelo menos todos os clubes poderão ter o direito de pedir revisão aos cartões.

No caso que referiu é mais uma vez em beneficio dos clubes Grandes..... é exatamente esse aspecto que estou a criticar, em Portugal é o mediatismo que determina as acções dos Conselhos de Disciplina e está mal, e é demonstrativo do nosso atraso cultural.
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De RCL a 03.02.2021 às 15:21

Schmeichel
Quem interpôs a providência cautelar foi Palhinha, um direito que a Constituição Portuguesa lhe confere. Não foi o Sporting. O cartão ficou suspenso, agora o CD terá de decidir. Mas o Sporting x Benfica já ERA.
O seu presidente fazia uma gritaria do camano mas o Sporting era sempre comido. Isso agora mudou. O Sporting voltou a contar.
Habituem-se!
SL
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De Schmeichel a 03.02.2021 às 16:47

A sua resposta demonstra primeiramente que não percebeu o meu ponto..... como é óbvio esta decisão está dentro da lei, se assim não fosse não teria sido tomada...... outra questão bem diferente é analisar porque razão foi tomada esta decisão no caso do Palhinha..... é porque o jogo seguinte é com o benfica? é porque não foi falta? é porque foi falta mas não era para amarelo? qual é o critério? Não houve mais amarelos injustamente mostrados ao longo do campeonato? as coisas não podem ser só às vezes e porque sim.....

Quanto ao final de comentário..... o Sporting não é a das equipa com mais amarelos do campeonato? eu do que vejo é o mesmo de sempre, facilmente nos mostram amarelos, facilmente marcam faltas duvidosas contra nós, portanto sinceramente não vejo melhorias nas arbitragens contra o Sporting.

SL
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De RCL a 03.02.2021 às 17:05

Schmeichel
Uma no cravo outra na ferradura.
Percebi bem o que você quis dizer, aliás na linha de muitos saudosistas.
Sou Sporting não sou de nenhumm presidente mas Varandas, em quem não votei, se continuar com esta agenda terá o meu voto em eleições futuras.
Quero o Sporting campeão.
SL
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De Schmeichel a 03.02.2021 às 17:20

Que raio de resposta..... transformou isto numa coisa do BdC vs Varandas...... o que é que esta discussão tem a haver com isso?!?!

Todos queremos o Sporting campeão, alguns são é contra revisionismo dos cartões, e alguns também acham que ganhámos o jogo com o Matheus a titular coisa que nunca aconteceria se a decisão viesse em tempo útil, portanto querer o Sporting campeão não tem nada a haver com revisionismos de cartões.

SL
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De RCL a 03.02.2021 às 20:31


SL
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De Julius Coelho a 03.02.2021 às 20:35

Schmeichel, recorda-se do Sporting - Porto? O que se passou?
O arbitro marcou penalti e expulsou o jogador do Porto depois veio o VAR da VARina do Tiago Martins num lance em que existem 2 contactos do jogador do Porto dizer que é um lance de duvidas e que no entender dele os contactos não foram impedimento ao Pote de rematar.
O Protocolo diz que o VAR só deve intervir se tiver a certeza absoluta que o árbitro errou na sua decisão e todos vimos que no mínimo é duvidoso porque houve contactos por conseguinte o VAR nao podia intervir, depois vieram os moralistas dizer que o Tiago Martins esteve certo porque procurou a verdade desportiva e todos acharam isso muito bem, porque para alguns essa foi a verdade desportiva do lance mesmo que o Tiago Martins não cumprisse as regras do protocolo.

No caso Palhinha todos viram qual era a verdade desportiva e como ficamos então? Continuamos a ser comidos de cebolada? Ficamos de braços cruzados como bons escuteiros dos bons exemplos e das boas maneiras? E a ver os outros somar pontos?
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De RASR a 03.02.2021 às 16:22

Terá de nos elucidar melhor, porque o Caro continua nessa argumentação que o Sporting teve regras próprias. Onde estão essas regras próprias que mais nenhum clube pôde ou pode usar??? A lei? Os regulamentos??? A própria Constituição são regras próprias apenas do Sporting?????????? Terá que nos mostrar que o Sporting teve direitos exclusivos e reservados neste caso que mais nenhum clube teve, caro. Sem isso, apenas parece que está ressabiado por o Sporting ter ido à luta, ter ganho a luta em campo de direito e ter ganho o dérbi!!!

Por mim, o Sporting fez tudo o que foi possível para ser o estandarte da moral e da ética desportiva. Estes dois conceitos não querem inclusivamente dizer que a instituição tem de sofrer mais do que os outros, sair com mais marcas e cicatrizes que os outros, mas apenas que tem de ser superior na sua conduta executiva e levar os valores desportivos no seu ADN sempre que se mostra. Não tem de ser um bobo da corte que se ri enquanto os outros o comem de cebolada e deve usar todos os mecanismos LEGAIS à sua disposição para não ser prejudicado por decisões manifestamente injustas! Isso é ser-se moral e eticamente superior! É uma demanda solitária, visto que sempre que um regulamento obscuro passa com aprovação quase maioritária, o resto da Liga aplaude (por que será???) com a reprovação do Sporting.
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De RASR a 03.02.2021 às 16:34

E, mais uma coisa, continuar a dizer que vai abrir precedentes disto ou daquilo, lembre-se que o sistema jurídico português baseia-se em códigos, em regulamento, em leis antecedentes que regulam a vida dos seus destinatários, não em precedentes.

Pouco nos interessa que o Benfica, confundido pelo banho de bola que viu contra uma equipa de putos, nos venha suscitar o que quer se seja. Foram vencidos dentro de campo. Eles é que nos tentaram vencer nos corredores das sombras. Não tiveram sorte, desta vez. Já tiveram mais sorte em anos anteriores, com demasiados "acontecimentos" bizarros a acontecerem sempre ao mesmo que não consegue vencer um campeonato à 19 anos!!! Deixe-se dessa argumentação bolorenta e apoie o seu clube em vez de encarreirar por desculpas fétidas e sem base.
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De Schmeichel a 03.02.2021 às 16:56

Caro RASR,

Acho que é possível ser sportinguista e ser-se contra revisionismo aos cartões amarelos, ou não é possível? porque agora é o Palhinha, mas vamos ver como isto acaba..... e como vai ser usado pelos nossos rivais.

Faço-lhe esta pergunta o que achou dos processos sumarissimos no passado?

Na minha opinião foi mais um esquema à tuga..... beneficiando os Grandes e sem critério algum..... o principio teórico por detrás estava certo, o problema é a pratica, criou uma guerra de comunicação nos pós jogos porque se passava o tempo a pedir sumaríssimos aos rivais, e o mesmo vai acontecer neste revisionismo aos cartões amarelos.
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De Leão do Norte a 03.02.2021 às 15:10

Caro Nação valente,

O futebol sempre se julgou, e actuou, como um "mundo" à parte, especialmente no aspecto "legislativo".

Partindo desta premissa, quem gere ou tem o "domínio" ao nível do futebol (directa ou indirectamente), julga ter a autonomia para definir as directrizes do exercício do poder. Esta realidade tende a privilegiar os interesses instalados à volta desse poder, e que são o seu sustento, estabelecendo, por outro lado, comportamentos "ditatoriais" para quem afronta esse poder ou não beneficia desses privilégios.

São céptico na ideia de que estas realidades se ultrapassam pela consciencialização dos protagonistas da necessidade de mudança.
O poder gera um ciclo vicioso que se auto-sustenta. Infelizmente são necessárias intervenções externas para quebrar esse ciclo e criar uma verdadeira realidade democrática.
Ao futebol português urge quebrar esse ciclo, mas infelizmente não há grande vontade, por parte das forças externas, de o fazer. É uma realidade que agrada a muitos e é indiferente a outros tantos.

Por isso resta aos verdadeiros prejudicados continuar, persistentemente, a demonstrar essa necessidade de mudança, sabendo-se que não será uma tarefa fácil e será, inevitavelmente, longa no tempo.
Mas desistir nunca será a solução!


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De Naçao Valente a 03.02.2021 às 15:23

Caro Leão do Norte,

Obrigado pelo contributo que subscrevo na íntegra. Pegando na sua conclusão devemos persistir na tarefa difícil de mudar. O que não devemos é a troco de um "prato de lentilhas" vender a alma ao diabo. E acreditemos que não há impossíveis.
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De J.Oliveira a 03.02.2021 às 19:26

O Sporting Clube de Portugal, a exemplo de outros clubes, recorreu para um Tribunal Civil, que na República Portuguesa e de acordo com a Constituição da República Portuguesa é quem administra a justiça, onde está a ilegalidade?
Os Tribunais em Portugal e, pelo menos nas democracias, é quem administra a justiça de qualquer índole, não é a FPF, a Liga e muito menos o conselho de disciplina ou justiça!
E o Sporting tem um gabinete jurídico ou não?
A lampionagem estão aflitos e agarram-se a tudo, como um
náufrago, e metem carvão na máquina e não tarda nada que a pasquinada faça uma telenovela sem enredo.
Enquanto se fala disto não se fala no descalabro do Benfica.

SL
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De Naçao Valente a 03.02.2021 às 20:20

J.Oliveira,

Este é de facto um não-caso. O Sporting recorreu para o TAD e este enviou o recurso para o tribunal administrativo. Tudo de acordo com a lei. Portanto deixemos que os cães ladrem, enquanto a caravana passa.
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De J.Oliveira a 03.02.2021 às 21:30

Caro Nação Valente, de acordo. Isto só mostra que o que pensavam ser uma liderança passageira, tornou-se uma coisa mais séria, e começaram a tocar os alarmes, em lampiões e andrades. Agora, com a contratação de Paulinho, tocaram as trombetas e sirenes de alarme, neste momento é que os sportinguistas devem de estar ainda mais unidos e atentos. Vamos ver se os campos não inclinam, e ao mínimo contacto amarelo para os nossos jogadores. Deixem-nos tentar, pelo menos, lutar pelo título com verdade desportiva. Só peço verdade desportiva, nada mais.

SL
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De Carlinha MR a 03.02.2021 às 19:55

Com tão bons comentários, resta-me deixar um grande abraço e um beijinho ao nosso excelente redactor Nação Valente, com votos de saúde, que é o nosso maior bem!

Saúde a todos e Viva o Sporting!
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De Naçao Valente a 03.02.2021 às 20:15

Obrigado Carlinha MR. Um obrigado também aos nossos leitores, pela positiva participação no debate. Lutaremos pela verdade desportiva. Para si e para a toda a família muita saúde, extensiva a todos os sportinguistas, e a todos os que nos seguem.

Beijinhos
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De Paulo Salcedas a 03.02.2021 às 20:21

Rui Santos, tal como muitos comentadores da nossa praça, está com um enorme problema, vê o 1º classificado a 9 pontos, o 2º a 5, esse é efetivamente o problema destes "senhores".
Um decisão de suspensão de castigo é isso mesmo, tem efeitos suspensivos, não quer dizer que o castigo não seja aplicado, mas no momento do jogo Sporting - Benfica o castigo está suspenso, portanto havia toda a legitimidade do jogador em poder jogar, toda a gente sabe disso mas colocam dúvidas para destabilizar o Sporting, porque, lá está, o problema deles são os pontos de atraso....
Alguém acha que se o Sporting por exemplo tivesse a 9 pontos atrás do primeiro vinha Rui Santos e outros com esta conversa? Ofcourse not...
O problema deles chama-se Sporting, e os bons resultados que está a produzir, o resto é conversa para boi dormir....
Já agora, houve um artista do SLB que levou em Alvalade o 4º amarelo, estou curioso para ver se ainda esta época leva o 5º... é que em 2015/2016 teve 24 jogos sem ver um único amarelo e a fazer faltas normalmente....
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De Luísa de Sousa a 03.02.2021 às 20:59

Concordo ... estão a precisar de um 25 de abril
Muito bem visto Nação Valente!

Boa Noite
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De Naçao Valente a 03.02.2021 às 21:49

Obrigado Luísa de Sousa. Ainda bem que há quem me compreenda.

Sonhos sportinguistas

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