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Sou do Sporting desde que me conheço. Mas pratiquei muitos desportos, a partir dos 3 anos de idade, curiosamente nunca no Sporting mas sim em clubes mais pequenos, como o Lisboa Ginásio Clube, não por questões clubísticas mas por horários, facilidades conseguidas, etc. Não foi portanto como praticante a minha adesão ao clube. Como também já não sou do tempo dos 5 violinos, em que o Sporting dominava em absoluto o panorama futebolístico nacional, também não foi por aí a minha adesão ao clube. Não foi por o considerar melhor (nem pior) que os outros. Foi por o achar diferente, segundo a mesma linha que tinha motivado a adesão da minha mãe ao clube do Leão. E por considerar o meu Sporting um clube diferente aturei, durante anos, sem vacilar, as "bocas" dos adversários, maioritários em todo o lado, na escola, no trabalho, na tropa. Que importava?! Tinha orgulho em ser do Sporting, nos seus valores, em quem dava a cara por ele. Claro que os resultados importavam. Mas não eram tudo!

 

Ao longo da minha vida de desportista de várias modalidades (ginástica, ginástica desportiva, basquetebol, luta greco-romana e, mais tarde, tiro com arco) aprendi que o valor dos nossos adversários é fundamental. Não é a competição connosco próprios que nos motiva e faz progredir. É a competição com os outros. E quanto mais fortes os outros forem, mais nós temos de ser fortes. Por isso sempre respeitei os meus adversários e sempre desejei que fossem fortes para eu poder ser ainda mais forte. O "clube único" não é mais que uma variação do "pensamento único" que abomino! Daí que não confunda adversários com inimigos. Não quero a destruição dos meus adversários, quero a minha consagração como melhor que eles. E isso é uma das primeiras coisas que me separa irredutivelmente do actual presidente do meu Clube.

 

E ao longo da minha vida conheci vários presidentes do meu clube. Desde "Presidentes de Camarote", que apenas apareciam em dias de jogo e que, pelo menos aparentemente, pouca intervenção tinham no quotidiano do clube, até "Presidentes Adeptos". Sim, porque para mim, presidentes como João Rocha foram verdadeiros Presidentes Adeptos. Presentes sempre que eram precisos, apoiantes à distância quando eram necessários e não queriam ficar com os louros todos, mas sempre vibrantes com os êxitos do clube e feridos com os seus insucessos. Mas sem nunca esquecerem que a sua imagem era a imagem institucional do clube. E lamento mas o actual Presidente do Sporting não é um "Presidente Adepto", mas sim um "Presidente Hooligan", que desconhece o seu lugar e desce a patamares questionáveis até para os mais "básicos" dos simpatizantes. Um presidente que não só não controla os instintos mais básicos desses mais básicos adeptos, como os incentiva.

 

E também na minha vida tive o privilégio de conhecer o Almirante Pinheiro de Azevedo, o homem que ficou conhecido como o Almirante Sem Medo, por quem sempre tive simpatia (ou não tivéssemos em comum os Fuzileiros). Fiquei agora a saber que Bruno de  Carvalho é seu sobrinho-neto. Mas presumo que tenha convivido pouco com o seu tio-avô. Pinheiro de Azevedo que não era mal-criado e não tolerava más-criações. Era apenas desbocado. E... aposto que lidaria com estas más criações infantis com um par de açoites. Que obviamente Bruno de Carvalho não levou. E que muita falta lhe fizeram.

 

Que se esperaria de alguém que cospe na cara de um velho (por mais irritante, troglodita e aldrabão que este seja)?

 

O discurso de vitória de Bruno de Carvalho só veio realçar a sua total falta de capacidade social, a sua má criação, o seu perigoso egocentrismo, a sua tentação totalitária, enfim, tudo aquilo que o deveria desclassificar para o cargo que em má hora conquistou.

 

Aos adeptos prometeu títulos. E vai dar-lhes muitos... títulos de jornais. 

 

Custa-me ver, a seu lado, algumas pessoas que muito admiro e que não esperava ver ao lado de tão sinistra e mal educada personagem.

 

Eu sei  que o Sporting vai sobreviver, como já sobreviveu a Jorge Gonçalves. Mas o Sporting não devia ser um clube condenado a lutar pela sobrevivência mas sim fadado a lutar pela preponderância. E enquanto tiver à sua frente irresponsáveis, parolos, mal criados e chico-espertos como este não iremos longe.

 

E como não sou mal criado, mas fui oficial de marinha, em resposta ao discurso de vitória de Bruno de Carvalho só lhe digo o seguinte: "Ó Bruno de Carvalho, vai para aquele cesto de vigia no alto do mastro!"

 

Texto da autoria de Bolinando do blogue BLOGARIDADES, a quem agradecemos a gentileza da partilha.

 

publicado às 17:31

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18 comentários

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De PSousa a 07.03.2017 às 17:36

Ao cesto basta retirar o V do nome do "comandante" de Alvalade.
LOL
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De Carlos N.T. a 07.03.2017 às 17:50

Aqui está uma das razões porque o Bruno ganhou..
Discurso real e acertivo, mas com um conteúdo betinho.
Sr. Almirante das Blogaridades, assim não!!

Começa bem e quase no finalzinho, espalha-se ao comprido.
Será que é assim que ensinamos está tão depauperada sociedade portuguesa a ser civilizada?
Será que é assim que nos educamos uns aos outros??
Pois é!!.. Por algum lado temos de começar.
Por nós mesmos, Sr. Almirante das Blogaridades.

Abrazzzo
P. S.. Uma visitinha farei
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De Rui Gomes a 07.03.2017 às 17:57

Carlos,

Não vejo onde o autor se "espalhou ao comprido", mas seja como for, note que ser intelectualmente honesto com a nossa opinião e politicamente correcto não vão de mãos dadas.
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De Carlos N.T. a 07.03.2017 às 18:09

Sim, compreendo!!

Mas, se terminamos todos e tudo, com chico-espertos, parolos, etc.. Nunca chegaremos a nenhum consenso!!
Maus conselhos à '"populaça' ""
LOOOOOOOOOOOOLL!!
Só isso!!

P. S.. A mim pessoalmente desagrada-me esta troca de mimos.
Nao é mais que substituir os carvalhos da aldeia, por palavras da cidade.
Eu sei que podemos ser diferenciados. :))))
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De Rui Gomes a 07.03.2017 às 18:16

Respeito a sua opinião mas não a subscrevo. Ao fim e ao cabo, além de dizer apenas a verdade à vista, o autor não recorreu a qualquer adjectivação imprópria, especialmente referente um personagem que diz muito pior diariamente.
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De José Santos a 07.03.2017 às 17:52

Um texto extraordinário de alguém que sabe o que é (ou o que foi) o grande Sporting. Pena é que muitos estejam esquecidos (ou não saibam de todo) o que isso significa.
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De Rui Gomes a 07.03.2017 às 18:02

Peyroteo,

Editei o seu comentário e deixo-lhe aqui esta promessa: volta a fazer um comentário desse baixo nível e será o último que faz neste espaço.

Sempre foi crítico de tudo o que se escreve aqui, não sendo portanto novidade alguma, mas tudo tem limites. Eu considero o que disse gravemente desrespeitoso e não tolerarei mais desse insultuoso calibre.

Isto não está aberto a discussão e até dispenso resposta.
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De Amaf a 07.03.2017 às 18:47

Habituado a ler as pertinentes e longas analises elaborados pelo Drake, confesso que quando vi este post, por ser longo, fiquei na expectativa de encontrar matéria acutilante que permitisse reflectir sobre a actualidade do Sporting.

No entanto, no final da leitura acabo por ficar com a sensação, muito texto e pouca substancia, ou muita parra e pouca uva.

Dá ideia de ter sido escrito por um sócio que no final dos anos setenta foi enviado para o cesto no alto do mastro, terá hibernado e acordou recentemente para a realidade.

Por via disso, não terá vivido em Março de 2013, período em que conhecemos o prejuízo semestral de 22M, estávamos já com o 4º treinador da época, lutávamos com Moreirense, Olhanense e Gil Vicente na cauda da tabela, tínhamos os passes de quase todos os jogadores hipotecados e um empréstimo de 55M a vencer proximamente. O futuro do clube dos adeptos diferentes, orgulhosos dos seus valores estava a ser discutido nos gabinetes dos credores. Os "presidentes de Camarote e os "Presidentes Adeptos" conduziram o clube diferente e ecléctico que todos aprendemos a amar, para uma situação de insolvência desportiva e financeira.
De ecléctico, nesse período apenas já só restavam recordações pois já nem casa para as modalidades existia.

Noutra vertente, menciona o desejo de respeitar e ter adversários fortes, mas será que com a fruta e o café com leite e agora recentemente carregados com vouchers não estavam e não são demasiado respeitados e suficientemente fortes!

No final sobra mesmo as historias manipuladas e descontextualizadas do cuspo/fumo e do bardamerda, que mesmo manipuladas e descontextualizadas são altamente reprováveis sob qualquer prisma.

Nesta perspectiva só posso desejar que o autor da prosa regresse ao local onde esteve hibernado nos últimos 30 a 40 anos, ou seja para o alto do cesto de vigia.
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De Amaf a 07.03.2017 às 18:57

Caro Rui Gomes, obrigado por publicar o meu comentário, sei que provavelmente não concordará com ele, por isso reconheço a integridade e o respeito que demonstra pelo contraditório.
Efectivamente, estou de acordo com o Carlos no que diz respeito ao ultimo paragrafo do texto e por via disso sei que talvez me tenha excedido, mas apenas utilizei a adjectivação retirada do texto.

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De Rui Gomes a 07.03.2017 às 19:55

Caro Amaf,

Não havia razão alguma para não publicar o seu comentário, sendo este apresentado de forma muito construtiva, o último parágrafo não obstante.

Como leitor assíduo do blogue já terá verificado que um bom número de comentários são precisamente no contraditório.

Na realidade, não subscrevo uma boa parte das suas considerações, mas cada um tem a sua opinião. Já referi inúmeras vezes que nunca espero concordância absoluta com o que escrevemos.
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De Drake Wilson a 07.03.2017 às 19:34

Estimado Rui, Camarote.

"Paisano" é uma expressão frequentemente utilizada nos meios de formação pedagógica/operacionalidade militar, afim de identificar determinados indivíduos que se movimentam nos corredores do poder com claras intenções pessoais, cujo principal incómodo às próprias pretensões se debate com uma pequena classe na sociedade que faz da organização e do exemplo uma forma séria de estar na vida – geralmente, os que tiveram formação académica no ensino militar.

Tratando-se de uma expressão não utilizada pela sociedade civil (ou de formação académica não-militar), congratulo-me por alguém a expor deste modo. Porque me diz muito, acrescentaria que existe um verdadeiro conflito, tanto na sociedade como na política, entre "oficiais" e "paisanos". Bruno de Carvalho é a face mais notória da "paisanada" no futebol português actual, pois nesse âmbito tanto Pinto da Costa, Vieira ou Salvador escolheram um caminho empresarial para sustentar a sua própria vida – com maior ou menor sucesso.

Os paisanos são aqueles que geralmente fizeram de cargos institucionais públicos a sua forma de vida, com claros objectivos de elevar uma condição pessoal de riqueza em função do financiamento alheio, seja pela caça ao orçamento ou outros fluxos. Geralmente após o curso superior, encostam-se aos partidos, procuram mover influências junto dos mais influentes, afim de beneficiarem de um cargo para a vida – o que se denomina vulgarmente como "tacho vitalício".

Grandes homens da nossa sociedade (Ramalho Eanes por exemplo, como ontem referi) moveram-se contra esta gente, até ficarem esquecidos, fruto do lobby que se apoderou da maioria da comunicação social portuguesa. Diria ainda, por experiência pessoal, que o maior terror da "paisanada" são os Economistas de formação militar. Porque salvo raríssimas excepções, estes são incorruptíveis.

Quando escrevi o texto "Sporting, Política e Maçonaria – a nova designação de "Honra", não o fiz por acaso.
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De Rui Gomes a 07.03.2017 às 19:41

Obrigado pela explicação caro Drake. Muito oportuna e informativa.
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De Amaf a 07.03.2017 às 20:08

Drake, não tenho tanta certeza que Pinto da Costa, por exemplo, tenha escolhido um caminho empresarial para sustentar a sua vida.
No ultimo ano, com prejuízo record de 59M, à CMVM foram declaradas remunerações fixas pagas pela Porto SAD ao Sr. Pinto da Costa no montante de 520.000 euros + remunerações variáveis, que não devem ter sido muitas dado a ausência de títulos, digo eu.
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De José Santos a 07.03.2017 às 20:08

Boa noite Drake,

Sobre Paisanos e Militares, existe um livro do Antropólogo brasileiro Celso Castro que ajuda a explicar este tema. Contudo, o Drake de uma forma mais simples e mais focada na nossa realidade, conseguiu dar uma excelente explicação. :)
Cumprimentos

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De LionOfLondon a 07.03.2017 às 19:58

Estás crônicas fazem me lembrar a estória da menina que terminou a relação que tinha com a menina e demora a aceitar essa decisão. E todos os dias escreve-nos uma nova estória acerca do actual namorado da amada! Get over it!
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De Rui Gomes a 07.03.2017 às 20:03

Deve limitar esses seus preconceitos a sua casa. Quem determina o critério de publicações neste espaço somos nós e se pensa que nos influencia ou intimida com estas bocas gratuitas está muito enganado.

Wake up and smell the coffee !!!
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De Aracaçu a 07.03.2017 às 21:34

Canção que se adequa perfeitamente a Bruno de Carvalho:

"Oh senhor cidadão,
Eu quero saber, eu quero saber
Com quantos quilos de medo,
Com quantos quilos de medo
Se faz uma tradição?

Oh senhor cidadão,
Eu quero saber, eu quero saber
Se a tesoura do cabelo
Se a tesoura do cabelo
Também corta a crueldade?"

Aviso que cortei parte do refrão da música para não imputar coisas injustas à pessoa.
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De LionOfLondon a 08.03.2017 às 07:52

Caro Rui Gomes,

Não se deve confundir o que chama preconceito com um erro tipográfico (minha culpa, pois não revi o que escrevi).

Quanto à sua sugestão do 'cafezinho', tenho mais 4 anos para analisar!

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