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Dos "pecados" de Varandas à Guerra Suja

Naçao Valente, em 22.10.19

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Antes de mais, quero deixar claro que não apoio a demissão da actual Direcção. Foi eleita legitimamente, mediante as normas vigentes, por uma das maiores Assembleias Eleitorais. Está a exercer o seu mandato dentro dos limites previstos nos Estatutos.

A contestação a que tem vindo a ser sistematicamente sujeita, em função dos resultados do futebol profissional, por grupos que perderam privilégios e por uma oposição que ainda não reconheceu a decisão maioritária dos sócios, na mais concorrida Assembleia que destituiu a Direcção, na sequência do ataque a Alcochete, ultrapassou todos os limites.

Estes grupos constituídos por desordeiros, ao não respeitarem os Órgãos Sociais eleitos, também não respeitam o Sporting. O reprovável ataque a Alcochete que custou milhões de euros ao Clube continua com outros contornos, agora com ataques à Direcção. Num jogo de futsal o presidente teve de ser escoltado perante a ameaça destes arruaceiros, ao sair do Pavilhão João Rocha. Mas que é isto? O presidente não pode assistir aos jogos do Clube a que preside? Quem manda afinal? A Direcção eleita ou grupos de perturbadores? Quem governa? A estupidez ou a inteligência?

A livre crítica não deve ser confundida de modo algum com sentido cívico. O pluralismo também não é sinónimo de anarquia. Mas estará esta Direcção (e o seu presidente) isenta de erros?... Apesar de ter encontrado uma situação financeira deveras caótica, que tem estado a resolver, a Direcção cometeu o que eu apelido de "pecados capitais" na gestão do futebol profissional, num misto de inexperiência e "governança" dirigida pelas bancadas.

O primeiro pecado

Durante a última campanha eleitoral, o então candidato Frederico Varandas assumiu que manteria em função o treinador contratado pela Comissão de Gestão, José Peseiro, uma vez que quando tomasse posse, a época futebolística já estaria em andamento. Prometeu e não cumpriu, por uma razão muito fundamental: a desmedida pressão das bancadas hostis ao referido técnico, desde a sua contratação. A qualidade do futebol praticado, mais do que os resultados, serviram de argumento para a sua dispensa, apesar de ter reconstruído, uma equipa destroçada. O que é mais conforme a norma no despedimento de técnicos são os maus resultados. Neste aspecto, não havia razões objectivas para o fazer. E aí cometeu, o presidente, o primeiro "pecado capital", que está na origem de todos os outros.

O segundo pecado

A contratação apressada de um novo treinador, o holandês Marcel Keizer, desconhecedor do futebol português e sem currículo que o habilitasse como a pessoa certa, no rescaldo de crise gerada pelo ataque a Alcochete, foi um tiro no escuro. Foi, sem dúvida, pior a emenda que o soneto, mesmo depois da continuação de resultados positivos, um pouco à boleia do trabalho que herdou, da equipa técnica anterior. Este foi o segundo "pecado".

A manutenção da equipa no terceiro lugar e a conquista de duas provas nacionais, embora meritoriamente, mas também com alguma dose de sorte, constituiu um balão de oxigénio para treinador e Direcção. Os grupos contestatários que já então existiam, tiveram-se que se remeter a algum silêncio e aguardar outras oportunidades. Mas a capacidade de Marcel Keizer, apesar dos ditos triunfos, não ficou, no aspecto geral, comprovada, e havia indícios que continuava a ser uma aposta de risco.

O terceiro pecado 

O começo atribulado da presente época, com uma espécie de navegação à vista, sem um plantel devidamente definido, não augurava um bom começo. Mesmo com a atenuante das dificuldades financeiras, a falta de uma planificação rigorosa, em função dos caprichos do mercado, hipotecou a possibilidade de um trabalho bem organizado.

A insistência em segurar Bruno Fernandes, recusando vender de acordo com o valor que o mercado estabeleceu, manteve uma constante inabilidade de constituir um plantel sólido. As vendas de recurso à última da hora, para prover receitas de tesouraria, e a negociação apressada de empréstimos de atletas de duvidoso valor, constituem o terceiro "pecado".

Embora compreenda a referida insistência, na minha perspectiva, teria sido mais realista vender Bruno Fernandes, que terá até ficado algo contrariado, e manter o restante plantel. O encaixe teria permitido adquirir mais dois ou três reforços de comprovada qualidade. Como disse Silas recentemente, o Sporting precisa de uma equipa e não de "heróis" Para além da qualidade individual dos atletas, não há sucesso desportivo se estes não actuarem como equipa. E essa é uma das razões dos maus resultados desportivos.

São estes os erros apontados como a razão para a actual contestação organizada e que se manifesta nas redes sociais e pela arruaça?... Atrevo-me a dizer que não. Os protestos são consequência de uma mera estratégia oposicionista, que sempre existiu, mas que esteve algo adormecida, e  que desejava estes maus resultados, para puderem concretizar a queda da Direcção.

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A guerra suja

A guerra da claques, reafirmo, à boleia dos resultados, não é inocente.Tem na sua génese a orfandade de um líder, que a transformou numa força de choque ao seu serviço, agravada com a perda de poder e rendimentos neste mandato directivo, e criou o caldo de cultura para o que está a acontecer.

Ao mesmo tempo, alguns dos derrotados nas eleições, com pressa de dominar o Sporting, aproveitaram o clima de guerrilha, aceitando-o tacticamente, para se apresentarem como salvadores. Nunca se verificou da parte desta oposição de gabinete, com pontas de lança na comunicação social, uma condenação clara e não hipócrita dos distúrbios violentos. Por sua vez, os 'brunistas' continuam a acreditar que podem voltar ao poder, e desejam o caos para dele emergirem como  almas inocentes e puras. 

A decisão frontal e corajosa da Direcção em cortar relações com duas claques, não é para já uma vitória. Estes grupos desordeiros, de forma subterrânea ou visível, vão continuar a sua guerra suja. Apenas a inversão de resultados num sentido positivo, pode travar a curto prazo a cruzada de interesses que não são os do Clube. 

Esta Direcção está a cumprir o seu mandato, legitimamente. Deve reflectir e aprender com os erros. Deve corrigir o que não está correcto, definir estratégias precisas, e continuar o seu trabalho em prol do Clube. Deve ouvir as críticas com ponderação, mas sem ceder a pressões inadmissíveis. Deve dialogar com quem quer o diálogo, ouvir opiniões, informar com objectividade, e decidir consensualmente. Deve enfrentar, com coragem a guerrilha dos grupos arruaceiros, que põem os seus interesses pessoais, acima dos do Clube. 

O Sporting para ganhar esta guerra suja precisa de contar com o "adepto comum" sempre disposto a contribuir para o engrandecimento do Clube. A luta pacífica contra a violência interna, pode servir de exemplo, para a luta mais vasta pela pacificação do desporto.

Quem com telhados de vidro sacudir a água do capote e não fizer a sua parte, não se pode queixar, quando esta mesma violência lhe bater à porta. Banir do futebol quem não o serve e dele se serve, é um imperativo cívico e geral.

publicado às 04:03

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98 comentários

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De Manuel Parreira a 22.10.2019 às 05:48

Excelente post meu caro Nação Valente, foram 3 pecados mortais que talvez não tivessem acontecido se as claques não existissem. Quando estive no continente, entre 1966 e 1969, fui ver varios jogos do meu Sporting, vi famílias inteiras a assistir aos jogos, agora com as claques leio que muitos sportinguistas já não querem levar os filhos ou netos ao futebol, as claques só tem prejudicado o Sporting, acabar com elas deve ser uma prioridade.
Saudações leoninas desde a Califórnia.
Manuel parreira
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 12:31

Manuel Parreira,
Tem razão. O primeiro pecado foi consequência da pressão da bancada, sobretudo dos grupos mais pressionantes. À estrutura faltou firmeza. Vamos ver como acabará esta guerra com as claques. Não vai era fácil.


Um abraço daqui para a Califórnia.
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De Manuel Parreira a 22.10.2019 às 17:04

Meu caro, na altura comentei que o despedimento de Peseiro era um erro, fez-me recordar a contratação do Mourinho, o ceder a’ pressao das claques nunca deu bom resultado, dois ou três lenços brancos e treinador despedido e agora querem um presidente cada ano, esta’ uma guerra aberta e não sei aonde isto vai parar.
Abraço da Califórnia
Manuel Parreira
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 18:18

Manuel Parreira,
Nem sempre a "bancada tem razão" como está comprovado. O despedimento de Peseiro, pressionado por adeptos, foi um erro que custou caro. E a Direcção eleita deixou-se arrastar nessa vertigem, talvez por falta de experiência.
A mesma leviandade está a ser ensaiada em relação ao presidente. A ter êxito arrastará o Sporting mais para o fundo. Espero que vença o bom senso.


Abraço leonino
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De LeaoCapel a 22.10.2019 às 15:59

Desculpe? Agora cuspi-me todo...
Vamos la ver se percebi: esta direcção cometeu três erros de palmatoria, meteu as patas, como se diz na tropa... E a culpa é das claques? Conclui-se entao que agora acaba-se com as claques e esta direcção vai deixar de cometer erros, é isso? Edtá descoberto o mal da incompetência reinante no Sporting... Mas vocês ao menos pensam naquilo que escrevem? Realmente podiam ter sido argumentistas dos Monthy Python ou dos Gato Fedorento, tal o nível de ridículo...
E eu que pensava que já tinha lido tudo
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De Rui Gomes a 22.10.2019 às 16:16

Leia o que está escrito e deixe-se de desvirtuar as afirmações à sua conveniência.

Há muito que sabemos qual é a sua posição, é escusado abusar do mesmo disco.
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 16:27

Perante esta "pérola" analítica só tenho um comentário a fazer: considerando que já é adulto, porque não se inscreve num curso do Ensino Recorrente, para aprender a ler.
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De Rui Gomes a 22.10.2019 às 16:34

Causa perdida caro Nação Valente.
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 17:31

Nunca é de mais tentar, caro Rui. Pelo menos fico com a consciência tranquila.
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De LeaoCapel a 22.10.2019 às 17:48

Caríssimo,
o shôr Manuel Parreira, no seu comentário, escreveu e passo a citar:
" foram 3 pecados mortais que talvez não tivessem acontecido se as claques não existissem." Onde é que eu desvirtuei o que foi escrito?... Segundo o autor deste comentário os três grandes erros desta direcção (na minha óptica são muitos mais mas isso é outra conversa), foram motivados pela existência de claques neste clube.

Quando ao meu discurso ser sempre o mesmo, olhem-se ao espelho. Leões Zargos, Ruis Gomes, Nações Valentes, todos com oratórias distintas nos últimos dias é certo, mas que tudo espremido se resume a isto: O grande problema do Sporting são as claques!!!
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De Manuel Parreira a 22.10.2019 às 16:51

Oh leao capel tu conseguiste escrever tudo isto sem te rires?
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De LG a 22.10.2019 às 07:59

Concordo em grande parte (não concordo que despedir Peseiro tenha sido um erro, pelo contrário foi das melhores medidas que Varandas tomou, o facto de Keizer ter sido o substituto é outra decisão).

Também concordo que a vida de Varandas não é fácil. Não duvido que a sua presidencia tem vindo a ser bombardeada por elementos externos, o que, parece-me, terá começado com o empréstimo obrigacionista (mas depois vemos, está no R&C, que Varandas subscreveu apenas 1.000€, houve membros da direção que subscreveram 10 vezes mais...).

Compreendo perfeitamente a decisão em não vender Bruno Fernandes. Se vendesse pelo valor anunciado na imprensa (segundo a imprensa o melhor valor não passou dos 48 milhões fixos) iria ser criticado, principalmente quando todos iriam olhar para o "negócio" João Felix em comparação.

O começo atribulado da presente época, com uma espécie de navegação à vista, sem um plantel devidamente definido, não augurava um bom começo
Este é o verdadeiro problema, não parece existir qualquer plano a médio prazo, as decisões, não só no futebol, parecem ser feitas de improviso.
Até concordo que esteja a fazer um bom trabalho na parte invisível, da organização interna, mas isso não chega.
E com uma comunicação péssima, sem reconhecer erros, a fingir que está tudo bem, o que torna a presidência arrogante. Para além do revanchismo com quem os critica (ou quem tem a ousadia de elogiar o antigo presidente), de que o episódio com Jorge Fernandes é exemplo lapidar

Deve reflectir e aprender com os erros. Deve corrigir o que não está correcto, definir estratégias precisas, e continuar o seu trabalho em prol do Clube.Deve ouvir as críticas com ponderação, mas sem ceder a pressões inadmissíveis. Deve dialogar com quem quer o diálogo, ouvir opiniões, informar com objectividade, e decidir consensualmente. Deve enfrentar, com coragem a guerrilha dos grupos arruaceiros, que põem os seus interesses pessoais, acima dos do Clube.
A contestação no Sporting sempre houve, é um resultado de estarmos a passar, em 40 anos, por dois períodos de 18 anos sem título. A questão dos interesses pessoais, no que diz respeito às claques, é verdade, mas também se pode dizer o mesmo de todos os contestários de todas as direções. O que são os "notáveis", sempre prontos a atirar quando lhes poem um microfone à frente, não são pessoas que poem os seus interesses, nem que seja os interesses de promoção pessoal, à frente do que devia ser, como disse o LZ, "Sporting é a prioridade absoluta?" O Sporting sempre foi apetecível para vários grupos de interesse, teve os negócios dos terrenos do antigo estádio, agora tem a academia, tem lá dentro as elites olíticas e económicas do país
Mais, essa guerra suja não existia no tempo de BdC? O que aconteceu durante meses após o episódio de Madrid e o anúncio da reestruturação financeira, que iria colocar a Holdimo com 10%. Foi tudo guerra limpa?

Não duvido que a presidência de Varadas tem os dias contados, meteu-se numa guerra que não pode ganhar, o sócio comum só se preocupa se a bola entra ou bate no poste, e com tanto "azar" nesse aspeto Varandas não vai ter espingardas suficientes do seu lado. Mas a serem marcadas eleições, que sejam marcadas no final da época
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De antonio a 22.10.2019 às 11:38

E será que mudar de ares vai trazer o desejado sossego? É claro como água que a atual direcao nao tem uma estratégia definida (ou nao a comunica), mas é também claro que o Sporting está praticamente falido, em funcao dos exageros cometidos pelo lunático, e que para sobreviver precisa praticamente do perdao dos bancos.

Como podem os adeptos exigir futebol espetáculo e vitórias quando o clube está neste estado? Já ninguém se lembra que foram 90% a apoiar o lunático que investiu o que nao tinha para criar a ilusao de crescimento, quando TODOS os sinais de alerta estavam lá?
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De LG a 22.10.2019 às 12:21

"o Sporting está praticamente falido", e nos entrementes de "estar falido" gasta (só Varandas, não estou a falar da Comissão de Gestão) mais de 30 milhões em jogadores num ano. Quantos são titulares? Um ou dois. Se está falido que aposte na formação (sim, eu sei, a formação não valia nada)

Não acha que a cassete do "estar falido" está mais do que gasta?
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De antonio a 22.10.2019 às 12:51

Se tiver paciencia faca as contas de mercearia. O Sporting vai continuar a pagar os reforcos que comprou tal como vai continuar a receber nao só dos que vendeu, como dos acordos com alguns jogadores que tinham rescindido. Neste mercado de transferencias o Sporting vendeu mais do que o que gastou e isso explica os números. As saídas de Bas Dost e Raphinha explicam-se com a urgencia de faturar.
Nao obstante o Sporting tem dificuldade em gerar receita e, se nao fossem as vendas acima, nao tinha capacidade para nenhum reforco.

Apoie quem quiser, mas é importante lembrar que o estado do Sporting resulta do desastre que foi o regimo do anterior idiota que lá estava.
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 15:04

Subscrevo. O que falta é lucidez.
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 12:42

LG,

Total discordância sobre o despedimento de Peseiro. Reconstruiu uma equipa desfeita. Estava a disputar todas as provas e a dois pontos do título. Jogava mau futebol, mas ia ganhando e tinha espaço para melhorar. Manter Peseiro até final da época era o seguro da Direcção, que não o tinha contratado. Foi uma precipitação com reflexos na actualidade.

Quanto ao resto concordo com parte da análise. Não tenho tanta certeza que a presidência de Varandas tenha os dias contados.
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De Paulo CFerreira a 22.10.2019 às 08:20

Caro Nação Valente,

Julgo que a medida que a direção tomou foi correcta e na minha opinião só peca por ser tardia.

Desde os acontecimentos de Alcochete, que as direções do Sporting deviam ter cortado todos os apoios a Juventude Leonina por terem estado envolvidos nestes tristes acontecimentos.

No entanto ao tomarem a atitude nesta altura parece que foi mais uma "birrinha" por causa da contestação e da crise desportiva do que uma decisão ponderada.
Invocar falta de apoio aos atletas e a equipa não me parece a razão correcta para acabar com o protocolo, a única razão que deveriam invocar e que era mais do que suficiente para os adeptos era a violência e os problemas constantes que as claques tem criado para o clube.

Na minha opinião, julgo que a direcão neste momento está a deriva e tenta encontrar algo onde se agarrar e julgo que este era um ponto onde era facil encontrar apoio dos adeptos do Sporting e acho que foi pelo "caminho" mais facil.

A única forma que a direcão tem de ganhar esta "guerra" com a oposição sejam claques ou outros adeptos, é vencer em campo e assumir os erros quando eles acontecem e isso passa por melhorar muito a comunicação e também por passar uma imagem de mais humildade e não continuarem com uma atitude "arrogante" de que sabem tudo e de que os erros são apenas culpa de quem lá esteve antes (Sejam ex presidentes ou ex treinadores) ou dos adeptos.

E que a recuperação comece já esta quinta feira e de preferência com todos os adeptos a apoiar o Sporting.
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 12:49

Paulo CFerreira,
Esta Direcção procurou diminuir o poder das claques, e esse objectivo só podia levar à guerra, assim que surgisse uma oportunidade. Concordo que a Direcção tem de ser mais afirmativa na comunicação e que deve mostrar mais humildade, reconhecendo os seus próprios erros.

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De Mike Portugal a 22.10.2019 às 08:27

Não concordo com o 1º e 3º pecado. E é aqui que falha a perceção de muita gente que não entende o porquê da contestação existente à direção. Continuam a pensar que é apenas por maus resultados, mas a contestação começou ainda nem havia maus resultados. Apenas se intensificou com os maus resultados.

O 1º não é pecado nenhum, pois Peseiro é um treinador incompetente, apenas contratado pela mais incompetente CG. Tinham um treinador que era uma incógnita, Mihailojic, que despediram sem sequer ver se conseguia fazer alguma coisa com a equipa (se calhar até nem fazia mas nem teve oportunidade) para contratar um que se sabia que era incompetente. Mas aqui a culpa não é de Varandas.

A contratação de Keizer foi de facto um dos grandes erros de Varandas. Não consigo compreender como é possível ir buscar um estrangeiro que nada conhece do nosso futebol e que não tem CV nenhum em nenhuma equipa, em vez de apostar num Português, que na mesma não tenha CV num grande, mas que ao menos conhecesse o nosso futebol. Com tantos erros destes já cometidos no passado, não compreendo como foi possível fazê-lo de novo.

O 3º pecado para mim não é pecado. Não vender BF foi das melhores decisões tomadas por Varandas e, mais uma vez, não é por isso que ele está a ser contestado. A principal razão da contestação agora, prende-se com o 2º pecado, com o qual eu concordo.

Mas como eu disse no início a contestação já vinha de antes, por causa de tudo o que aconteceu pós o ataque de Alcochete. Pois Varandas tem um papel interventivo no pós ataque que deixou muita gente desconfiada.
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De antonio a 22.10.2019 às 11:25

Eu diria que falta aí o 4o pecado. A recente decisao de punir as claques terá ricochete quase certamente.
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 15:32

A discordância é normal. Por isso gostaria de saber em que se baseia o caro Mike, para considerar Peseiro incompetente. O Mike é treinador de papel passado? Mal comparando é mesmo que eu que não sou arquitecto dizer que Taveira é incompetente e só fez "mamarrachos". Como disse um famoso escultor grego a um sapateiro que apontou um defeito no joelho de uma sua escultura "que não passe o sapateiro do nível do chinelo".
Peseiro é um treinador vulgar como outros milhares, que são o suporte do espectáculo de futebol. Milhares que nunca ganharam nem nunca ganharão. Mas sem eles os "mourinhos" e os "guardiola" teriam que jogar sozinhos.

Peseiro teve o mérito de fazer de uma "não equipa" uma equipa, que podia jogar mal mas que estava a dois pontos da liderança. Para além disso foi devido ao seu despedimento que veio Keiser. Melhor? Duvido, como se viu.

Com uma coisa concordo, a contestação é anterior aos maus resultados.

"Para melhor está bem está bem, para pior já basta assim.. O despedimento de Peseiro é causa do que veio a seguir. Voltando às comparações, sem Big Bang, ou Deus na versão religiosa, não havia universo, nem Sporting, nem Peseiro, nem este debate. Até teoria em contrário, todas as coisas têm um princípio.


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De Mike Portugal a 22.10.2019 às 15:40

Nação Valente,

Já aqui expliquei uma vez sobre Peseiro.
Peseiro é um treinador não sabe, tal como Keizer, meter a equipa a defender corretamente. Isso de estar a 2 pontos da liderança é lindo de dizer, mas também posso dizer que Keizer quando entrou ganhou jogos seguidos com goleadas. Foi o efeito do início de ciclo quando os adversários ainda não tinham estudado devidamente como a equipa se mexia em campo. Assim que isso aconteceu, a equipa começou a cair de produção. Peseiro não teve tempo de mostrar a sua incompetência total, felizmente, porque foi despedido. Keizer teve o tempo e mostrou-a.

E como disse, a contratação de Keizer ser um erro não torna o despedimento de Peseiro uma coisa má, automaticamente.
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 16:34

O Keiserball, só aconteceu porque encontrou uma equipa, minimamente, organizada. Depois foi-se estragando.
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De Manuel Parreira a 22.10.2019 às 17:19

Meu caro Mike Portugal, não concordo consigo quanto ao despedimento de Peseiro, aliais isto só aconteceu por meia dúzia de lenços brancos, ja’ sei que me vai dizer que Peseiro e’ o treinador do “quase” mas diga-me lá nestes últimos dez anos qual o treinador que fez melhor do que “quase?” Diga-me lá qual foi o único treinador que levou o Sporting a uma final europeia?
Saudações leoninas
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De Greenlight a 22.10.2019 às 09:22

"O Sporting para ganhar esta guerra suja precisa de contar com o "adepto comum" sempre disposto a contribuir para o engrandecimento do Clube"
A questão, é que a Oposição, legítima ou arruaceira, vai continuar mobilizada, enquanto o "adepto comum" ficará, na melhor das hipóteses, indiferente perante Varandas, se os resultados no futebol continuarem a ser tão maus como até este momento.
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De Schmeichel a 22.10.2019 às 11:56

O maior mito é afirmar que o sportinguista comum apoia o Varandas.... em nenhuma eleição isso aconteceu....
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 15:35

Greenlight,
A maioria dos adeptos reage, de facto, em função de resultados. Por isso estes são fundamentais para acalmar a contestação. Para que isso aconteça tem que haver firmeza no apoio à estrutura desportiva.
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De Leão Zargo a 22.10.2019 às 09:25

Caro Nação Valente

Excelente ponto da situação em que se encontra o nosso Clube. É esse o ponto em que estamos.

A Direcção tem cometido erros, como refere, mas está sob um ataque sistemático desde a tomada de posse, onde entraram muitas mentiras, invenções, boicotes a empréstimos obrigacionistas, intervenções de alguns “notáveis”. Uma primeira época com duas taças no futebol e títulos europeus nas modalidades foram desvalorizados de forma cínica.

As claques, que deviam apoiar o Sporting, foram assumindo uma atitude cada vez mais hostil para com a direcção e o seu presidente, e, pior ainda, para com a equipa de futebol. As claques não podem ser instrumentalizadas por jogos de interesses.
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 15:42

Caro Leão Zargo,
de facto a contestação a Varandas começou antes de tomar posse por grupos que não aceitaram a mudança. A coragem da Direcção em enfrentar o poder das claques, exponenciou a contestação, aproveitando os maus resultados desportivos.

Vamos ver como se vai desenvolver esta "crise".
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De Tozé a 22.10.2019 às 09:25

O Varandas respeitou os orgãos sociais eleitos quando anunciou a sua candidatura eleitoral ? Na altura não li aqui nenhum reparo a isso. Continuam sem perceber porque tanta gente detesta esta direcção. E ao reduzirem a contestação a desordeiros e oposição mostram isso
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De João Cruz a 22.10.2019 às 10:00

Mas or órgãos sociais eleitos na altura chefiados pelo maluco mereciam algum respeito porventura? Tanto como você que os vem aqui defender.Tenham decência!
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De João a 22.10.2019 às 10:30

Mereciam o respeito devido por terem sido eleito com 90% dos votos.
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De João Cruz a 22.10.2019 às 11:58

E as consequências dessa votação absurda já nós sabemos.
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 15:45

De facto Varandas antecipou-se aos acontecimentos previsíveis. Procurou marcar terreno. Criticável? Depende das perspectivas.
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De Tozé a 23.10.2019 às 03:00

Perspectivas? Se critica a actual oposição por contestar uma direcção eleita, então também tem de criticar o varandas por se candidatar quando existia uma direcção eleita. Por uma questão de coerência
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De Cris Dileo a 22.10.2019 às 09:58

Também acho que esta situação de quase guerra civil é insustentável e completamente descabida face a realidade do clube.

Existe contestação de brunistas, existe contestação de "tachistas" na TV e existe contestação violenta das claques.

E na realidade esta última é a que mais surpreende porque as claques sempre se posicionaram a favor das direções - aliás nem é preciso fazer um grande esforço para nos lembrarmos das ligações da JL á presidência de GL por exemplo.

Agora não sei o que mudou com FV - se o problema é simplesmente monetário ou se é mais amplo - o que é certo é que há um divórcio claro e não sei como vai terminar.
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De José Almeida a 22.10.2019 às 10:04

É preciso ter lata! Menciona as ligações a Godinho Lopes mas ignora as mais evidentes e polémicas com o destituído, que até serviram de guarda pretoriana.

Com sócios e adeptos assim o Sporting está condenado.
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De Cris Dileo a 22.10.2019 às 10:40

Convém ler o que as outras pessoas escrevem antes de opinar.

É óbvio que havia ligações á última direcção, no entanto o exemplo que dei foi para se ver que não era exclusivo desta e que algo se passou para ser excepção agora.

Aliás essa expressão que agora usou foi muito usada nas redes sociais por brunistas ou seja a JL foi chamada de "Guarda pretoriana" de GL e depois de BC, mas não de FV.
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 15:46

Cris Dileo,
Subscrevo as suas considerações.
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De Leoa a 22.10.2019 às 10:46

Sempre ouvi dizer que errar é humano e que temos de aprender com os erros. Esta Direcção já assumiu que cometeu erros e isso é meio caminho andado para não os voltar a fazer.
Uma coisa é certa, esta Direcção tem Coragem para continuar a proteger o Sporting (com este corte com as claques provou isso mesmo).

As claques querem que tenhamos medo de ir ao estádio... Eu não tenho medo e vou continuar a ir. Esta é a hora de mostrar que os "adeptos comuns" também tem coragem. Temos de ajudar a proteger o nosso Sporting Clube de Portugal.

Ps - Esta escalada de violência não estará também interligada com o anúncio da intenção de avançar para a proposta da implementação do voto electrónico descentralizado?

Saudações Leoninas
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 15:50

Leoa,

Concordo, genericamente, com a sua análise. Quanto ao voto electrónico, não me parece uma questão pacífica, mas não sei se tem qualquer relação com o que se está a passar.

SL
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De Leoa a 22.10.2019 às 16:11

Nação Valente,

O "núcleo duro" das claques está localizado em Lisboa e arredores. Se o voto passa a ser descentralizado eles perdem influência na votação.
Por um lado, já não conseguem impedir sócios de votar (por terem receio de ir ao Pavilhão João Rocha e ter de aturar arruaceiros) e por outro, o número e votantes irá aumentar e eles não tem muitos mais sócios para além do "núcleo duro".

Saudações Leoninas
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De LeaoCapel a 22.10.2019 às 17:50

Cuidado com o voto eletrónico descentralizado... Se calhar muitos de vós vão ficar surpreendidos com o que pensam os Sportinguistas do Norte do país...
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De Luis Carlos a 22.10.2019 às 10:55

O clube jamais pode ficar refém de pessoas que só sabem se aproveitar do clube e a palavra trabalho faz lhes comichão, preferindo antes os rendimentos minimos e afins.. Não são todos, mas a maioria..

Quanto ao alegado movimento que por ai anda a circular na net, vale zero, pois nem a cara querem dar, e por um motivo bem simples: o mesmo está a ser patrocinado por certos fantasmas do passado e quem esta a dar a cara por ele(s) não quer ja queimar se, pois iriam ser logo facilmente identificados e o dito movimento perderia a alegada credibilidade..
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De Naçao Valente a 22.10.2019 às 15:54

Luí Carlos,
A posição tomada em relação às claques parece-me correcta, apenas peca por tardia. Mas a verdade é que se puseram a jeito. Às vezes há males que vêm por bem.

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