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Semana a semana, a ter início esta segunda-feira, Duarte Gomes passa a analisar lances e temas relacionados com o campeonato português, nas edições de Bola Branca, na Rádio Renascença.

 

Nesta sua primeira participação, aproveita os erros de arbitragem do empate (1-1) que, no sábado, ditou o atraso do Sporting na tabela classificativa, para esclarecer que o vídeo-árbitro não tem permissão para intervir em todos os lances de um jogo de futebol. O vídeo-árbitro só poderia ter intervido em um dos três lances que causaram polémica no Moreirense-Sporting, precisamente numa grande penalidade que ficou por assinalar a favor dos leões.

 

Não há fora-de-jogo dos cónegos

 

"Se Tozé estivesse em franca posição de fora-de-jogo, nunca deveria ser punido na mesma, porque nem jogou a bola, nem interferiu sobre qualquer adversário. A posição do Tozé era irrelevante. Zizo, que levou a bola, vem completamente de trás. A jogada é legal, portanto houve um erro do árbitro assistente, em que o vídeo-árbitro nada podia fazer.

 

Em situações de fora-de-jogo que não resultem directamente, por exemplo, em golo ou em pontapés de penálti, o vídeo-árbitro não pode intervir e aqui nunca podia fazê-lo".

 

Empate precedido de ilegalidades

 

No golo do empate leonino, o lance foi legal, embora seja precedido de um pontapé de canto ferido de ilegalidade. Piccini empurrou, com as duas mãos, o defesa Rúben Lima. Além disso, ainda foi o último jogador a tocar na bola. Portanto, se não fosse considerada a falta atacante, seria sempre pontapé de baliza para o Moreirense. Houve um erro da equipa de arbitragem e também aqui é fundamental referir que o vídeo-árbitro não podia intervir. Nas situações de recomeço de jogo, à excepção de algumas circunstâncias nos pontapés de penálti, os vídeo-árbitros não podem intervir".

 

Grande penalidade passa em claro

 

"O lance em que o vídeo-árbitro deveria ter, efectivamente, entrado em jogo, foi nos descontos, numa grande penalidade que ficou por assinalar a favor do Sporting. O lance era de análise quase impossível em campo e competia ao VAR ver a ilegalidade.

 

O Sporting fazia o seu ataque pela esquerda, era aí que estava o foco do árbitro Luís Godinho, e no centro da área, quando procurava a melhor posição, o Doumbia foi agarrado pela camisola por um defensor do Moreirense. Na televisão, apesar de não haver grandes repetições sobre este lance, o penálti é claro. O puxão começa de fora e termina dentro e, nesta circunstância, é aí que deve ser penalizado. O lance passou despercebido ao árbitro e ao árbitro assistente, que estavam a acompanhar o fora-de-jogo. Portanto, a única pessoa que poderia ter aqui ajudado, aqui sim, seria o vídeo-árbitro".

 

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publicado às 04:46

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23 comentários

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De Rui Gomes a 26.09.2017 às 10:44

Não sei bem que interpretações há por aqui...

No caso de um lance em fora de jogo, não se pode deixar "correr". Se, na opinião do auxiliar, certa ou errada, há fora de jogo, o árbitro tem forçosamente de apitar assim que o jogador toca na bola.

Também é ilusório pensar que um árbitro na dúvida vai deixar andar um qualquer lance, à espera de uma eventual revisão do VAR. Bem ou mal o árbitro tem de decidir no momento, não pode ficar à espera.
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De LeaoCovilha a 26.09.2017 às 11:09

Em caso de dúvida aposto que quase todos os árbitros vão deixar correr porque sabem que depois podem sempre "corrigir" com o VAR. Pelo menos, dos jogos que tenho visto a maioria dos árbitros tem procedido assim.
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De Rui Gomes a 26.09.2017 às 11:12

Nos jogos a que eu tenho assistido, isso não tem acontecido. E se está a acontecer, é errado. O VAR não existe para substituir o trabalho do árbitro, mas sim para o complementar, o que é muito diferente.
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De PSousa a 26.09.2017 às 11:46

Nestes três lances aqui "discutidos" o VAR só poderia intervir no lance do Doumbia!
Mas há quem veja com outra cor de olhos.

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