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E agora Sporting ?

Leão Zargo, em 11.02.16

 

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De repente, os piores pressentimentos ameaçam abater-se sobre os sportinguistas. Já havia sinais preocupantes no horizonte, mas a conjugação de determinados factores exigem uma intervenção adequada às circunstâncias. Por enquanto, queremos pensar que esses factores (referidos a seguir no texto) ainda serão meramente conjunturais, mas arriscamo-nos a um efeito irreversível com consequências nefastas.

 

Em primeiro lugar, a desistência por Montero depois da renúncia por Carrillo. É que ambos fazem justiça ao seu petit nom. Com La Culebra e Avioncito em campo estaríamos sempre mais perto da baliza adversária e da vitória, o primeiro pela capacidade de acelerar e abanar o jogo sem medo de partir para cima do antagonista, o outro pela invulgar mestria a jogar em espaços curtos e pela compreensão dos movimentos necessários à equipa. Com a saída deles perdeu-se demasiado em diversidade e maleabilidade tácticas. Sem eles, as renovações com Adrien e William tornaram-se actos de gestão estratégica porque não seria suportável a indefinição contratual nos seus casos.

 

Em segundo lugar, pelo seu significado profundo, a comemoração aniversariante de Bruno de Carvalho depois de um jogo sofrível e angustiante. Há alguns meses atrás seria impensável que tal acontecesse, nada menos do que a vitória era espectável e exaltava-se o esforço e a dedicação. Agora, marcou a festa num momento que já se sabia ser delicado e ficou a mensagem subliminar de que a luta pelo segundo lugar não é uma coisa assim tão má. O relevo concedido à vida social seria irrelevante noutra pessoa, mas não será assim no caso de Bruno de Carvalho, a quem parece faltar a força e a criatividade para reorganizar as linhas de acção da sua presidência.

 

Em terceiro lugar, a titularidade de Teo e a entrada de Barcos no jogo de 2ª feira. Um depois de férias na Colômbia com passagem pela praia, o outro sem competir desde Outubro e apenas com algumas semanas de pré época na China. Calcula-se o efeito que teve em jogadores que já cá estavam. É verdade que a psicologia nunca foi o forte de Jorge Jesus, mas deixar no banco Gelson, no início, e Carlos Mané e Bruno César durante todo o jogo é de bradar aos céus.

 

Em quarto lugar, a recuperação do Benfica. Agora, já vão longe a festa do “Bailando”, o atraso pontual do clube da Luz e as ironias a propósito de “Rui Derrota” ou da “célebre estrutura”. Afinal, o nosso rival de sempre teve a capacidade para se manter coeso e agora pode aspirar ao que dificilmente imaginaria em Outubro ou Novembro. Se conseguir vencer o FC Porto ficará com uma ilusão reforçada da conquista do campeonato nacional.

 

Isoladamente cada um destes casos obrigaria apenas a alguma preocupação vigilante. Conjugados permitem recear o pior.

 

publicado às 13:04

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34 comentários

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De Profeta a 11.02.2016 às 13:23

Em relação ao bom momento do Benfica, quero acrescentar que não nos podemos esquecer que os benfiquistas estavam algo divididos em relação a Rui Vitória (e de certa forma a LFV), e Jorge Jesus conseguiu uni-los em torno do novo treinador, e o próprio balneário ficou mais unido que nunca. Isto só por si não chega, mas é muito importante. Basta visitar o blog do benfica, e percebe-se isso...
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De Leão Zargo a 11.02.2016 às 13:32

Profeta
Todos nos recordamos como tudo abanou para os lados da Luz e o ambiente azedou entre os adeptos.
A verdade é que eles tiveram capacidade para se manterem unidos. Isso implica sorte e trabalho. Hoje ninguém pergunta ao Rui Vitória se ele tem condições para treinar o Benfica.
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De Gonçalo a 11.02.2016 às 14:30

O benfica teve a sorte de ter um treinador rival cuja bazófia afastou o sentimento de gratidão que muitos encarnados ainda nutriam por ele , vilificando-se de forma primária e unindo uma até então confusa massa adepta em torno de uma missão comum: calar a soberba do JJ. Eu trabalho em comunicação e do pouco que sei há uma coisa de que não tenho dúvidas: nada é mais mobilizador do que o sentimento de injustiça, sobretudo em relação a um dos nossos. Foi isso que o JJ, numa penada, criou em relação ao RV. Os encarnados, adeptos e jogadores, acreditando menos ou mais no RV, sentiram o ataque e uniram-se na sua defesa. Não acredito minimamente em campeonatos perdidos ou ganhos em conferências de imprensa, em facebooks ou até em blogs, mas que essas declarações marcaram um momento de apoio ao RV como até ao momento não tinha existido disso não tenho dúvidas.
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De Leão Zargo a 11.02.2016 às 15:29

Gonçalo
Terá alguma razão, mas tenho de registar a forte personalidade de Rui Vitória. Foi arrastado para uma "história" que não era dele, mas aguentou-se muito bem.
Hoje, o sucesso de um clube de futebol decorre do trabalho diário e da planificação competente. Mas, considerando o lado emocional do futebol, nada lhe é indiferente: conferências de imprensa, facebook, blogues e por aí fora. É um sinal da sociedade dos nossos dias.
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De Nicolae a 11.02.2016 às 16:52

Como Benfiquista, subscrevo integralmente as suas palavras. A conferência de imprensa do "ele nem treinador é" mudou tudo, e o primeiro local onde o notei foi nas bancadas do estádio.
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De HY a 11.02.2016 às 22:44

Quer isso dizer que o pseudo-jornalista que mentiu na tal conferência de imprensa sobre o que o RVitória tinha dito e fez perder a cabeça ao JJ afinal não o fez tão inocentemente assim?
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De Leão Zargo a 12.02.2016 às 11:32

HY
É sabido que o jornalista mentiu. Aliás, a história recente entre o Benfica e Jesus é feita de verdades, de meias verdades e de mentiras.
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De Anónimo a 11.02.2016 às 15:48

Profeta,

Sinto sempre que o Sr., no que ao Benfica diz respeito, saberá muito mais do que eu, mas o Rui Vitória só se aguentou pela deusificação do Renato Sanches e a conjugação de uma série de resultados favoráveis (Braga, em especial), que inverteram a lógica até então e deram um enorme boost de confiança.

Culpar os bons resultados Benfica a JJ já é daquelas obsessões... à Benfica!
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De Diogo Martins a 11.02.2016 às 17:04

Esqueci-me de assinar!
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De Nicolae a 11.02.2016 às 16:48

Na modesta opinião de um Benfiquista, o "ele nem treinador é" e a guerra aberta pelo vosso presidente contra o Benfica ajudaram muito. Sou dos que está sempre com a direcção nos momentos difíceis, mas confesso que entre meados de Novembro e a derrota com o Sporting em casa comecei a colocar muitas coisas em questão. Neste momento, vencendo ou morrendo na praia, Rui Vitória e LFV são os homens a seguir. Desculpem a sinceridade, mas nada me parece tão grotesco como imaginar um bdc a cantar vitória. O vosso clube é muito maior que ele, reconheço-o e peço-vos desculpa se algo do que escrevi vos possa parecer provocatório ou ofensivo.
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De Profeta a 11.02.2016 às 17:21

"Desculpem a sinceridade, mas nada me parece tão grotesco como imaginar um bdc a cantar vitória. O vosso clube é muito maior que ele, reconheço-o e peço-vos desculpa se algo do que escrevi vos possa parecer provocatório ou ofensivo."

Para quem é sportinguista, o preço a pagar pelo titulo de campeão, será ter que aturar com isso...
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De Angelo Pereira a 11.02.2016 às 19:08

Caro Profeta ele o campeonato nunca ganhou mas já ganhou uma taça e uma
supertaça e a única coisa grotesca que lhe vi foi dar um pontapé numa garrafa
de água, como tal parece-me que não sai dali nada de especial.
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De Profeta a 11.02.2016 às 20:35

Isso de dar pontapés em garrafas de água, embora não seja digno de uma instituição importante como o Sporting, é o que menos me choca.

Ele podia dar pontapés em garrafas de água, sem estar constantemente a querer refundar um clube centenário. Nem preciso relembrar o que ele tem feito dentro do nosso Sporting...

Já aqui o disse, que se o Sporting for campeão com Bruno de Carvalho, ficarei satisfeito, pelo clube ter quebrado o jejum. Já não terei que levar com os lampiões que me dizem que há muitos anos que não vejo o meu clube ganhar...
Fora isso, acho que não me vou emocionar muito, porque dá-me a sensação que este clube actualmente é só de alguns, e não de todos aqueles que gostam e tentam servir o Sporting...
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De juliuscoelho a 11.02.2016 às 20:49

Comenta-se e recorda-se conforme a conveniencia ........ dá geito!!!

"ele nem treiandor é",

pois é...então qual é a diferença para:

"Nós somos e vamos apresentar uma equipa contra ....... 11 jogadores" !!!

Pode explicar-nos a diferença? Possivelmente por isso é que levaram 3 , todos se uniram á volta do JJ, deve ter sido!!!

Recordo que essa frase foi dita muito antes.......!
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De Corvo a 11.02.2016 às 13:56

A união do Benfica deveu-se única e essencialmente às "bocas" de BdC e de J Jesus.
O Benfica sentiu-se ferido no seu orgulho, cerrou fileiras e vamos para cima deles.
Tal como Lázaro a quem o "Levanta-te e anda" proferido por Cristo levantou da tumba, também "Vim mas deixei o cérebro no Benfica. Tem tudo de meu é só dar-lhe continuidade. Não é treinador. Aviso os nossos rivais que estamos no primeiro lugar e nunca vamos de lá sair, " ressuscitaram o falecido e enterrado Benfica.
Vai ser o Benfica campeão? Não sei, mas que tem todas as probabilidades para isso, - mercê do infatigável trabalho oratório de BdC e J Jesus,- francamente, acho que tem.
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De Leão Zargo a 11.02.2016 às 15:24

Corvo
Houve bocas de parte a parte e hoje, utilizando a sua linguagem bíblica, tenho dificuldade em saber quem atirou a primeira pedra: o Benfica ou Jesus. Se foi o Benfica por causa da saída de Jesus para o Sporting o meu treinador caiu numa armadilha. A longo prazo uma personalidade tem sempre dificuldade em confrontar-se com uma instituição.
Agora, SCP e SLB estão na luta lado a lado, com o FCP à espreita. Cada jornada parecerá decisiva, mas a luta irá até muito perto do final.
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De Corvo a 11.02.2016 às 16:08

Leão Zargo . Acho que não me expliquei devidamente.
Não atribuo culpas a um e ilibo o outro. Não interessa quem começou ou quem ripostou, quem disse ou quem respondeu, quem jogou a gasolina ou quem acendeu o fósforo Isso é completamente irrelevante. Aqui não houve culpados nem inocentes e são ambos culpados, ambos farinha do mesmo saco, porque como é da sabedoria popular quem vai a guerra dá e leva sem nunca se saber quem a espoletou.
O importante são os danos e os lucros. Quem beneficia e quem perde.
Ora não é menos do conhecimento geral que em todas as agressões, físicas ou verbais, o beneficiado é sempre quem está por baixo, isto porque quem está por cima...que tem a ganhar?
Mas quem está diminuído nada tem a perder e tudo a ganhar. Agora que atearam o fogo, que o mais engenhoso se desenvencilhe como lhe der mais jeito, ou a habilidade lhe mostre o caminho.


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De Leão Zargo a 11.02.2016 às 17:57

Corvo, segui com apreensão os acontecimentos de Verão no que se refere ao treinador do Sporting. Referi no meu comentário anterior que Jesus "caiu numa armadilha" ao entrar naquela lenga-lenga. Ainda hoje penso isso e teria preferido que ele se concentrasse no plantel que tinha à disposição.
Jesus teve de encontrar outros caminhos para ele e, consequentemente, para a equipa do Sporting. Foi como que um recomeço estratégico. Espero que ele consiga ter sucesso, até porque prefiro-o na versão actual.
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De João António a 11.02.2016 às 14:32

No ano em apostamos no melhor treinador em Portugal.
Em que gastamos milhões em contratações.
Em que o Benfica, detentor do titulo, sempre foi dominado pelo Sporting, e em Outubro todos admitiam que estavam fora da luta pelo titulo.
No ano em que o Porto confirma a sua fragilidade de estrutura e de futebol(obrigado Lopetegui).
Num ano destes é INADMISSÍVEL O SPORTING NÃO SER CAMPEÃO!
SL.
João António
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De Leão Zargo a 11.02.2016 às 15:33

João António
... e quando o Clube praticamente prescindiu das restantes competições por o Campeonato ser o objectivo prioritário! Se a Liga Europa passar a objectivo essencial perceberemos porquê.

O Jesus carrega (e assumiu) uma responsabilidade incontornável. E BdC com ele, obviamente.
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De PSousa a 11.02.2016 às 14:40

E agora?
Agora temos de ser mais fortes que nunca e temos de nos unir em volta do nosso clube, assim como os outros fizeram nós também o podemos fazer.
É preciso é que todos contribuam para a união e esqueçam lá o presidente ou qualquer outro que seja, quem faz a união somos NÓS, os sócios, os adeptos, os simpatizantes e enquanto andarmos com "croquetes" versus "brunistas" e coisas assim, não vamos a bom "porto".

Quanto aos temas evocados (TEO/MONTERO/Etc.) o que tenho a dizer é:
1) Infelizmente ficámos com TEO, pode ser que ainda vá embora! Mas Montero não era a diferença, a diferença para mim está em TEO estar a jogar que para mim e para muitos é de Brian Ruiz. Ficando ainda uma vaga por preencher que seria de Gelson ou do Chuta-chuta!
2) No jogo de 2ª feira, a titularidade de TEO é no mínimo ridícula! Mais do que a entrada de BRACOS ou BARCOS! Pois a entrada deste ultimo poderia ser um factor "surpresa" agora o GORDIERREZ nem devia ter calçado as botas para se sentar no banco...tem sido constantemente uma peça a menos... safando-se nos jogos contra os rivais encarnados! Penso que um Gelson mais cedo traria mais condições para podermos ganhar ao Rio Ave! Mas isto depois do jogo acabar podemos tirar todas as ilações que queremos.
3) É evidente que a recuperação dos nossos rivais traz-lhes alento, força, etc. Mas temos de ser nós, neste momento menos bom, que temos de fazer tudo para que se volte às vitórias consecutivas! E nós só temos uma forma de o fazer, através do nosso apoio e deixar de lado os pontos de discórdia.
No entanto refiro que para sermos o primeiro em Maio só dependemos de NÓS!
Força Sporting.

Uma nota final: A "arbitragem" de Bruno Paixão vai depender e muito do resultado de 6ª feira. A meu ver, um empate ou uma derrota dos encarnados... o apito vai ser muito habilidoso e tendencioso!
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De Leão Zargo a 11.02.2016 às 15:42

PSousa
Os sportinguistas estão unidos em torno da sua equipa. Isso é incontestável. Cada um assume uma determinada opinião relativamente à Direcção do Clube, mas isso é de outra dimensão.
Se fizermos um levantamento dos problemas actuais que condicionam o sucesso da equipa, tenho a certeza que não será referido o apoio dos adeptos. Por exemplo, esse apoio não surge no contexto destes quatro factores que considero fortemente condicionantes.

Veremos, no futuro, se Montero fará falta ou não. Eu receio que sim, talvez por em determinado momento ter acreditado que Teo seria importante na equipa. A verdade é que o comportamento dele anda próximo de ser revoltante.
Recuo no tempo e recordo-me de Boloni e de como Jardel tramou o treinador que confiou nele. Jesus é mais experiente e sabido do que o romeno, mas...
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De A Verdade a 11.02.2016 às 17:13

Permita-me acrescentar que Boloni, mesmo assim, era 10 vezes mais inteligente que Jesus. E o seu Presidente era 10 vezes mais "Presidente" que este que lá está. E Jardel, 10 vezes mais complicado mas 10 vezes melhor jogador do que Teo Gutierrez".
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De Leão Zargo a 11.02.2016 às 18:02

A Verdade,
cada caso é um caso. Nomeadamente, o inesquecível Boloni. Dias da Cunha foi um bom presidente e Jardel apareceu nesse ano num estado lastimável. Todos ficaram a perder.
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De A Verdade a 11.02.2016 às 17:07

Ao pensar cuidadosamente no que escrever, não posso deixar de expressar a minha admiração pelos comentários benfiquistas aqui presentes. Demonstram maturidade, humildade e até clarividência, sem soberba alguma. No lado do Sporting, por vezes, nem tanto...
Esta coisa de "acharmos" que este ano "há não 2 candidatos, mas 3", gerou uma espécie de euforia que rapidamente colocou a nú a pouca estabilidade emocional que nós Sportinguistas temos quando as coisas nos correm bem.
1) Houve quem dissesse que Jesus no Sporting abanaria todo o Benfica, que cabeças iriam rolar no clube adversário. Ao que parece, já rolaram mais cabeças em Alvalade que na Luz!
2) O Sporting não está preparado para um treinador como Jesus. Não tem estrutura directiva, não tem profissionalização desportiva nem de gestão de recursos, estando assim à mercê de um treinador demasiado aglutinador de louros, como se o Sporting dos 4 últimos anos, com outros treinadores, tivesse andado à deriva.
3) Existe uma obsessão "Benfica" por nossa parte, não vamos tapar o sol com uma peneira. Aliás, as nossas peneiras com a história de "nós somos diferentes" só acentua o facto de não sabermos bem "o que somos". Até nisso nos tornámos vítimas com este presidente, que aparece com o "rabo assado" de uma vida de frustação, com a oratória de que "se não fossem os árbitros, o sistema, os outros, nós seríamos do tamanho do Barcelona ou Real Madrid".
4) O Sporting precisava de outras pessoas que soubessem fazer o seu trabalho e comunicassem de modo diferente. Um treinador com a classe de Robson. Um Presidente com a categoria/conhecimento de Roquette. Um director desportivo como Manolo Vidal. Um conjunto de adjuntos como Damas e Bastos. Assim, o Sporting seria (mesmo) nosso! Infelizmente só Bettencourt está vivo.

Vamos ter esperança.
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De Leão Zargo a 11.02.2016 às 18:22

A Verdade
Começando pelo último ponto do seu comentário, direi que o Sporting precisa de um presidente realizado profissionalmente, com cultura desportiva e conhecedor da identidade leonina. Que seja um racionalista pragmático habituado a liderar recursos humanos. Com um presidente assim, o treinador poderia ser Jesus ou um dos que o antecedeu no Sporting (Jesualdo, Jardim ou Marco), dependendo do seu projecto para o futebol. Confesso que preferiria o Jesualdo.

Nós, os sportinguistas temos com o Benfica um problema de difícil resolução. Os da minha geração, viram como o clube da Luz retirou a hegemonia ao Sporting. Os seguintes, assistiram a um maior declínio do Clube. Talvez por essa razão não conseguimos encarar racionalmente o nosso rival. E, frequentemente, confundimos a árvore com a floresta.

O Jesus necessita de trabalhar numa estrutura altamente profissionalizada e testada. Em Portugal, o FC Porto é o que mais se aproxima, apesar da grave crise identitária que atravessa. Por essa razão, eu não ficarei muito surpreendido se ele for para lá na próxima época.

Acredito que Jesus é um indivíduo dividido. É sportinguista, mas é um profissional do futebol. Estar no Sporting é altamente compensador, mas ele precisa de um outro tipo de desafio profissional que não encontra em Alvalade. Se ele tivesse 50 anos teria mais paciência, na idade dele precisa de acelerar os acontecimentos. É a minha opinião.
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De A Verdade a 12.02.2016 às 00:22

Leão Zargo, obrigado pelo tempo que dispensou. Tem uma disposição de ideias muito lúcida e agradável de ler.
Gostaria porém que me desse a sua opinião sobre a sua escolha recair em Jesualdo em detrimento de Marco Silva ou Leonardo Jardim? Identifica-lhe mais experiência, know-how e sentido de compromisso em relação aos dois treinadores mais recentes?

Por outro lado, uma questão que deixo aquí. Jesus parece-me um treinador muito bom na análise técnica e táctica, mas ao mesmo tempo um indivíduo que vive para o resultado imediato, não criando condições para um futuro sustentado – necessidade que me parece mais ponderada numa pequena industria desportiva como a que existe em Portugal. Ou seja, mesmo que Jesus (Sporting?) ganhe este ano, que rumo está a ser criado para o futuro? Aí, vejo um trabalho mais elaborado por parte dos seus antecessores...
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De Leão Zargo a 12.02.2016 às 10:40

Agradeço as suas palavras. Gosto muito de debater o futebol, talvez seja isso.

Sempre apreciei o carácter de Jesualdo Ferreira. Observa, analisa, estuda e planifica como um professor. Mas, como qualquer treinador é ambicioso, atento, rigoroso e prático. Tem qualidades e defeitos como qualquer, mas no tempo em que ele esteve no Sporting senti que tínhamos um treinador que percebe de futebol e que no treino sabe potenciar as suas ideias. Por ser muito pedagógico, com ele os jogadores aprendem, mudam, evoluem. O mesmo acontece com as suas equipas.
Apreciei muito o espírito de entrega, o entusiasmo e a ousadia que mostrou numa fase da vida em que muitos se “encostam”. Ele tem uma dimensão “juvenil” que é invulgar em pessoas maduras. Foi de grande dedicação. Quando Bruno de Carvalho foi eleito presidente, o Jesualdo disse em que termos pretendia continuar. Não foi possível e ele saiu com invulgar integridade. Ainda hoje não se ouviu uma palavra dele a lamentar a forma pouco elegante como saiu do Sporting.
Tive muita pena que ele tivesse saído. Pela sua personalidade e conhecimentos poderia ser um treinador para um tempo relativamente longo. Ele desejava isso, pretendia pôr a sua capacidade construtiva ao serviço de um Clube de Formação como é o Sporting. Foi um sonho que acalentou, mas BdC trazia consigo outras ideias no que se refere à organização do futebol leonino.

Cada um à sua maneira, gostei de Leonardo e de Jardim. São ainda relativamente jovens, mas bastante competentes. No Leonardo apreciei muito a metodologia de trabalho global, onde os aspetos físicos, técnicos e táticos são encarados de modo interactivo. Ele procura que as suas equipas treinem de acordo com o que encontrarão no jogo e não como se fossem atletas de atletismo. Claro que os treinadores procuram precisamente isto, mas são poucos os que conseguem.
Em Marco sempre apreciei a sua concepção ofensiva que me parecia mais adequada para o Sporting do que o modelo de Jardim, um conceito de posse mais de acordo com a esmagadora maioria dos jogos em Portugal. Os conceitos ofensivos de Marco ficaram pelo caminho a partir de Janeiro quando ele optou por um perfil mais baixo e defensivo para se proteger das ameaças de demissão. Ele sabia que o seu tempo no Sporting tinha terminado.
No entanto, sendo treinadores sem grande currículo estavam numa posição fragilizada e nunca imaginei que ficassem muito tempo no Sporting.

O Jorge Jesus é de uma dimensão diferente, só comparável a Jesualdo, embora sejam diametralmente opostos. O que Jesualdo tem de evolução planificada, o Jesus é evolução competitiva. Um é mais lento e ponderado, o outro é repentino e explosivo. Igualmente nas relações pessoais e profissionais. Neste aspecto, Jesualdo é mais humano, Jesus é absolutamente intransigente. Chega a ser intratável.
Em parte por isto, o Jesus torna-se difícil de suportar e requer uma estrutura forte que o mantenha. Aconteceu no Benfica e, provavelmente, acontecerá no Porto se ele for para lá. Observo com curiosidade se ele fica no Sporting, mas tenho algumas dúvidas. Mas, isso, só o tempo é que dirá.
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De Angelo Pereira a 11.02.2016 às 18:50

O Sporting desde os anos 60 que é raro ganhar campeonatos, porque os outros
são mais fortes, são mais unidos e têm mais poder e passaram pelas direções
e departamentos de futebol algumas pessoas de valor. O Sporting
até aos anos 70 ganhava de 4 em 4 anos agora está se a preparar para ser de 20
em 20, verdadeiros sportinguistas está na hora de tocar a reunir que é aquilo
que os outros fazem ou pensam que o Pinto da Costa e o Filipe Vieira
não mamam?
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De Leão Zargo a 11.02.2016 às 20:21

Ângelo Pereira
Oxalá o Sporting tenha um presidente capaz de unir os seus adeptos. Mas, para isso terá de ser alguém que apresente uma candidatura de apaziguamento que una os sportinguistas da cisão provocada pelo actual presidente.
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De Leão 1906 a 11.02.2016 às 20:35

Vou-me cingir estritamente aos temas em debate.
Em relação a Montero já disse antes que não devia ter saído.Preferia a saída de Teo.

A saída de Montero teve certamente várias componentes:

A financeira-segundo o presidente terá permitido o encaixe líquido de 5M,informação prestada numa das suas muitas mensagens no Facebook.
A página do presidente parece agora um novo orgão oficial do clube.

A técnica:parece-me óbvio que JJ não apostava no jogador.

A do jogador:Montero queria jogar.

Notar que este foi o pior Montero no Sporting:3 G em 11J(1G a cada 1,9 J) contra 11 G em 26J o ano passado(1G a cada 1,6 J).
Em nenhum caso um registo impressionante.

Notar no entanto que TODOS os golos de Montero foram decisivos:Nacional(1-0),Braga(3-2) e Académica (3-2),todos em casa.
Um jogador capaz de fazer a diferença quando entrava.

Veio Barcos,sem dúvida com o aval do treinador mas que teve riscos evidentes porque estava na pré-época na China e chegou nitidamente sem ritmo competitivo.
Risco evidente no curto prazo ..mas no futebol o curto prazo é tudo.
2 ou 3 jogos sem vencer e tudo muito difícil

Estou convencido que a titularidade de Teo não mexe com Gelson,Mané e outros pela simples razão que não jogam na mesma posição.
Aqui o sentimento de injustiça poderia surgir em função do rendimento de Teo nos treinos e da sua postura profissional-praias latinas à parte.
Parecer um "menino querido" do treinador".

A questão é a equipa.Rende mais ou menos com Teo ...e neste momento a resposta é clara.

De qualquer forma a nossa maior debilidade está na frente,onde só temos Slimani.Teo não rende e Barcos pode demorar algum tempo a aparecer.
Um risco que penso foi assumido com consciência.

Já disse o que penso do processo Carrillo.Não queriam renovar com ele-ou pelo menos não pelos números que foram oferecidos nas propostas finais- e quando JJ veio considerou-o imprescindível.Último ano de contrato e o jogador parece-me que nunca quis ficar.
Se tivessem ouvido MS ,teriam feito um esforço mas MS só servia para treinar portanto foi o que foi.

Em relação ao rival de Carnide ,o Sporting tem é que pensar em si e não nos outros.
Temos que ganhar os nosso jogos e temos equipa para isso.
O Benfica tem feito grandes resultados mas não me tem impressionado com o seu jogo.E quanto mais tempo se ganha mais perto se anda de começar a perder pontos.Ninguém ganha sempre.

Um campeão não pode estar espera que os outros percam.
Então não merece ser campeão.Ponto.
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De Leão Zargo a 11.02.2016 às 21:20

Leão 1906
Montero era um jogador importante no Sporting como refere no seu comentário. Quase que apetece dizer que se tornou imprescindível e por isso entrou no jogo com a Académica (e noutros em que também teve um papel determinante).
Com ele em campo era possível jogar de outra maneira, reorganizar o jogo ofensivo e estabelecer outros movimentos tácticos.

O caso Carrillo é revelador da ineficácia negocial de Bruno de Carvalho. Será recordado por ter deixado fugir um jogador talentoso.

Se o Teo joga, Ruiz encosta-se à ala esquerda. Sendo assim, é mais difícil haver lugar para Gelson ou Mané (para não falar de Matheus).
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De HY a 11.02.2016 às 22:54

"Afinal, o nosso rival de sempre teve a capacidade para se manter coeso e agora pode aspirar ao que dificilmente imaginaria em Outubro ou Novembro."


Ora bem, aqui está uma boa parte da explicação para o facto de o Sporting raramente ganhar. E, desculpem a teimosia, esse não é um problema gerado apenas pelo presidente ou pelo JJ.... Basta ler alguns posts e comentários que por aqui aparecem...
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De Leão Zargo a 12.02.2016 às 10:42

HY
Percebo onde quer chegar, mas discordo radicalmente. Há uma notável coesão e unidade em torno da equipa de futebol do Sporting. Se fizermos um levantamento das cinco ou seis questões mais complexas e graves que afectam o rendimento da equipa, tenho a certeza que não encontra algo que decorra de uma atitude crítica à actual direcção. Mesmo crítica muito contundente.
Quando alguém invoca falsas explicações para as dificuldades actuais penso sempre que se pretende confundir a árvore com a floresta.

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