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 Em entrevista a "Bola Branca" da Rádio renascença, o jurista Pedro Miguel Branco - especialista em direito desportivo - analisou o acórdão proferido pelo Conselho de Disciplina da FPF em relação à Taça da Liga, e na sua opinião, o melhor que o Sporting conseguirá ao recorrer para o Conselho de Justiça será um agravamento da multa a aplicar ao FC Porto - a multa original foi de 380 euros - caso aquele órgão considere a aplicação do Artigo 116 do Regulamento Disciplinar.

 

«Houve uma divergência, inclusivamente com um voto de vencido, no que diz respeito à possibilidade de os factos imputados ao FC Porto serem analisados à luz do Artigo 116 ou do Artigo 119 do Regulamento Disciplinar. Isto obviamente tem a sua relevância no que diz respeito às penas a aplicar. Quanto ao dolo propriamente dito, não é expectável que haja uma reversão da decisão, muito embora o Sporting, nos cinco dias de que dispõe para apresentar o recurso ao CJ, possa juntar novos factos ao processo, a título excepcional e se provar que teve conhecimento deles, após a decisão do Conselho de Disciplina."

 

Pedro Miguel Branco alertou ainda para a possibilidade de o recurso do Sporting poder atrasar de forma significativa a realização da meia-final que está por disputar na Taça da Liga, dado que mesmo que o Conselho de Justiça actue muito rápido, nunca decidirá em menos de duas ou três semanas, podendo até levar mais tempo.

 

O que o jurista explicou não vem como surpresa alguma, dado as circunstâncias do futebol português e do próprio caso, e será consolação mínima ver a multa aplicada ao FC Porto agravada por umas meras centenas de euros. Em última análise, talvez a maior "vitória" para o Sporting ( e evito recorrer ao termo "vitória moral", que detesto) seja "fazer a vida cara" ao sistema vigente, complicando, ao máximo, a realização da meia-final entre o Benfica e o clube do Norte. Não me vou fazer repetir, uma vez que critiquei os dirigentes do Sporting pela sua inacção no momento do jogo, mas face ao que ocorreu a partir desse ponto, acho que este é o único curso a seguir. Como palavra final neste assunto, é a minha opinião que a perseguição da verdade desportiva, para ter o impacte desejado, deve ter um outro timing e deve ser assente em incidências muito mais flagrantes e graves que ocorrem no milieu futebolístico português.

 

publicado às 02:42

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10 comentários

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De MaxMartins a 22.02.2014 às 10:04

Sou dos que defendem, que o Sporting fez bem em não ter atrasado o seu jogo com o Penafiel para ficar "em igualdade" com o porto...
As coisas más "combatem-se" com o bem e não com mal igual...

Ninguém tinha dúvidas de que o veredicto final seria este...: o porto "não fez nada de mal"...
Quem é que poderia esperar que sendo "os julgadores" tentáculos do mesmo povo, não iriam fazer valer em causa própria a sua força...?

A situação grave do futebol português tem uma urgente necessidade de que o Poder Politico se debruce sobre o assunto, mas a força do "polvo azul" também se estende à politica e foi recentemente reforçada com a inclusão na SAD portista de Fernando Gomes...
Por outro lado "pedir" à politica que ajude a resolver o problema da corrupção do futebol...não é coisa fácil...
Não é, não...
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De Rui Gomes a 22.02.2014 às 10:57

Vamos insistindo com a mesma e um destes anos até pode ser que algo positivo aconteça. Entretanto, temos as "vitórias morais" para nos entreter.
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De Jorge a 22.02.2014 às 11:59

Há uma coisa que não consigo entender:

Boa parte dos leitores e administradores do blog criticam a direcção por ter uma postura e atitudes "à lampião", de tal modo que alguns até defendem que pouca diferença vêm nesta altura entre ser do Sporting ou do Benfica. Queriam uma direcção com valores "à Sporting".

Por outro lado, defendem que o Sporting devia ter alinhado na mesma chico-espertice que o porto, e acusam a direcção de "ingenuidade" e que são "comidos de cebolada" pelos dirigentes dos rivais.

Neste caso da Taça da Liga e no que diz respeito à reforma que o Sporting está a propor, estamos em prol da verdade e da justiça desportiva, algo que sempre foi um dos valores mais importantes no clube (pelo menos antes da chegada de Paulo Pereira Cristóvão).

Afinal como ficamos?
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De Rui Gomes a 22.02.2014 às 12:22

Não vale a pena insistir com a mesma tese, já que nunca estaremos de acordo. Essa do estar em prol da verdade e da justiça desportivo é muito bonito, dá boas manchetes, mas em termos pragmáticos o resultado está à vista. Não é através de um caso destes que se persegue esses objectivos. Aqui trata-se de REAGIR em defesa dos interesses do Sporting e os dirigentes não o souberam fazer, por muito que agora venham clamar injustiça.

E quando um jogador simula lesão para queimar tempo e proteger um qualquer resultado, também é uma traição à verdade desportiva ?... É a norma no futebol.

O Paulo Pereira Cristóvão é-me indiferente, mas tem alguma prova daquilo que ele fez ou deixou de fazer ?

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De Lionheart a 22.02.2014 às 10:57

Os regulamentos do futebol são como muita da legislação nacional, propositadamente vagos para permitirem prevaricações. Quem os faz, sejam os clubes que estão por detrás dos órgãos que "mandam" no futebol, sejam os partidos do governo e os interesses privados que eles representam, sabe o que quer que fique impune. Depois há sempre escapatórias, ficando o ónus em quem tem de provar, mas normalmente nem tem vontade nenhuma. O Conselho de Disciplina não teve vontade alguma de condenar o Porto, por isso interpretou os regulamentos de modo a que esse clube não pagasse desportivamente pela sua má fé. Junta-se as deficiências nos regulamentos à parcialidade nos agentes que (deviam aplicar a justiça desportiva e temos a impunidade do costume.

O que este caso pelo menos mostrou, é que só não vê como as coisas são no futebol português quem não quer. O resultado da falta de respeito pelo futebol é um clima insustentável de suspeição que leva a que o público depois queira fazer "justiça" pelas próprias mãos quando crê que os erros de arbitragem são propositados. O que se passou ontem em Coimbra é apenas o início. Até pela defesa da sua integridade pessoal e social, os árbitros deviam ser os primeiros a querer mudanças no sistema, nomeadamente com o sorteio. Isto se fossem pessoas de bem.
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De Rui Gomes a 22.02.2014 às 11:12

Meu caro, considerando o estado das coisas, e não há causa alguma para acreditar que algo vai mudar num futuro próximo, o sorteio é uma solução muito curta para o problema.

Quanto a casos como o da Taça da Liga, vamos insistindo pelos mesmos meios e depois não gostamos dos eventuais mesmos resultados.

O que aconteceu em Coimbra foi por intervenção de uma claque, e não é representativo dos adeptos de futebol.
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De iorda9 a 22.02.2014 às 14:56

É uma forma de ver as coisas

Se colocarmos um porto-benfica lá mais para a frente, principalmente se continuarem na liga europa sabendo - podemos de certa forma complicar a vida ao dois

Vale o que vale
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De Rui Gomes a 22.02.2014 às 15:45

Bem... ainda temos o FC Porto pela frente e vai ser um jogo muito importante na luta por, no mínimo, o 2.º lugar.

Com a agenda deles mais preenchida do que a nossa, há que tentar tirar proveito disso.

Pelos vistos, com o atraso previsto para uma eventual decisão do Conselho de Justiça, a Liga vai ter muitas dificuldades em realizar a meia-final entre os dois.
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De Vitor Moreira a 22.02.2014 às 19:12

Alguém leu com atenção o comunicado do Sporting?

Diz e cito: "Cada vez é mais evidente para todos, a necessidade urgente de promover as alterações preconizadas pelo Sporting Clube de Portugal. Sem as mesmas, todos temos de continuar a viver, constantemente em vergonha, enganados por aqueles que apenas na mentira conseguem sucesso."

Será que o Sporting pretende dizer a todos aqueles que foram convidados para participar na introdução das 'alterações preconizadas' qualquer coisa do género 'juntem-se a mim senão ainda se arriscam a que o "Sistema" decida POR UNANIMIDADE contra vocês'?!

É que parece que o 'problema' extende-se um pouco além do Herculano Lima , ou não?
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De Rui Gomes a 22.02.2014 às 20:08

O Herculano Lima é apenas e tão só uma insignificante consequência do "problema". O "sistema" há longo que decidiu por UNANIMIDADE ser contra (quase) todos. Não há novidade alguma aqui !

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