Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Vitória do querer e com garra. A equipa quis ganhar o jogo e teve condições para isso graças a Gyokeres e à união e confiança entre todos os jogadores. Gyokeres marcou nos últimos cinco jogos em que participou. Logo a seguir ao sueco, coloco Pote e Morita pela qualidade do trabalho que desenvolveram.
Eduardo Quaresma merece uma reflexão. Não jogava oficialmente pelo Sporting desde 11 de Abril de 2021, entrou com Geny Catamo e contribuiu para que o moçambicano tivesse mais equilíbrio na ala direita. Cometeu erros, um deles que o Julius referiu podia ter tido consequências, mas fez um jogo positivo. Creio que saiu por já ter um cartão amarelo.
Eduardo Quaresma estreou-se na equipa principal frente ao Vitória de Guimarães em 4 de Junho de 2020, em jogo da 25ª jornada, e entrou sempre como titular nos restantes jogos do campeonato. Em 2020-21 perdeu o lugar para Luís Neto (fez apenas três jogos), na época seguinte esteve emprestado ao Tondela, com muito bom nível, o que levou a novo empréstimo, desta vez aos alemães do Hoffenheim, acabando no entanto por regressar ao Sporting.
As lesões de St. Juste abriram-lhe um lugar no plantel na presente época, estreando-se oficialmente no domingo passado na partida frente ao Arouca. Quaresma foi internacional nos escalões jovens da selecção portuguesa, contabilizando 36 participações, desde os sub-15 aos sub-19. Actualmente tem sido convocado para os sub-21.
Quando surgiu em 2020 pela mão de Rúben Amorim já era muito bem conhecido pelo seu desempenho nos sub 23. Considerado um defesa com bom sentido de posicionamento, forte na marcação e no futebol aéreo e difícil de ultrapassar no um contra um, destacava-se ainda por ser um central veloz e com qualidade de passe. Era um jovem talento, com enorme margem de progressão e até uma das maiores promessas do futebol leonino. Em Junho de 2020, com 18 anos, renovou contrato até 2025, ficando com uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros.
Esta época, na hierarquia do defesa central do lado direito parece estar em último lugar, atrás de Diomande, St. Juste e, talvez ainda, Luís Neto. Ele terá consciência disso, Rúben Amorim não esconde nada dos seus atletas, sabe bem com o que conta, e melhor do que ninguém, conhecerá as suas qualidades e limitações, técnicas, tácticas e emocionais. Ainda irá a tempo de conquistar o lugar que já foi seu na equipa principal do Sporting?
Texto da autoria de Leão Zargo
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.