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Em podendo, Podence corre

Rui Gomes, em 12.03.17

 

mw-860.jpg

 

Bastava espreitar o banco de suplentes do Sporting para concluir o óbvio - as coisas foram mal pensadas e pior executadas desde o início. Sem Adrien (lesionado), Alan Ruiz e Bruno César (castigados),Jorge Jesus deixou Campbell e Castaignos de molho e pôs Matheus e Podence no molhe de jogadores que foram a jogo em Tondela.

 

Entre os reforços e os miúdos, J.J. escolheu os últimos porque os primeiros deixaram de lhe dar garantias, se é que alguma vez lhe tinham dado. A ideia que fica é que estes dois (tal como Markovic e Elias) nada acrescentaram, ou pior, só atrapalharam o masterplan de Alvalade com o qual todos os sportinguistas se identificam: a formação. Jesus e Bruno de Carvalho quiseram contrariar a natureza e quiseram-no fazer de uma vez só, esquecendo-se que a genética é uma molécula torcida, sim, mas que não quebra à primeira.

 

É que quando o plano é bom, o melhor é seguir com ele - e neste momento não há melhor plano do que este. Por duas razões: porque a época está perdida e dá para testar soluções em competição a pensar no futuro que aí vem; e, basicamente, porque os miúdos são melhores do que os supostos reforços.

 

Jesus, que nunca dá o braço a torcer, bem pode dizer que é cedo para loucuras, que é preciso ter calma, que o “futebol tem coisas que eles ainda não sabem”, enfim, Jesus pode reinventar a máxima do “Manel” que nenhum sportinguista perceberá, por exemplo, o que andou Daniel Podence a fazer no Moreirense enquanto um tal de André Balada andou por Alvalade.

 

Em Tondela, Podence estreou-se a titular contra uma equipa que pressiona e que fecha e aperta, e ainda assim arranjou espaço para fintar, explodir e assistir Bas Dost.

 

Em Tondela, Podence esteve à direita e à esquerda e no meio, deu velocidade, largura e também jogo interior com algumas tabelas com Dost, Gelson e Matheus.

 

Em Tondela, Podence teria sido eleito o melhor em campo se Bas Dost não tivesse feito quatro golos (dois deles de penálti). Foi a sua intensidade que disfarçou a lentidão de Bryan Ruiz a jogar a “oito”.

 

E em Tondela, foi a sua irreverência que equilibrou o momento menos espevitado de Gelson, um puto que está desgastado por ter carregado a equipa às costas durante muito tempo, provavelmente tempo a mais, porque outros não o faziam.

 

Não sei se Pepa e Jesus falavam a mesma língua quando debateram quem corria mais e melhor, se o Tondela, se o Sporting. O que sei é que ninguém o fez tanto e tão bem neste jogo como Podence.

 

 

Texto da autoria de Pedro Candeias - jornal Expresso

 

publicado às 11:38

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9 comentários

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De PSousa a 12.03.2017 às 13:08

De acordo....
Até me esqueci do Gelson! LOL
Podence tem de jogar!
Se não estiver a titular com o Nacional, a não ser que se lesione, "condenarei" JJ!
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De Petinga a 12.03.2017 às 13:50

Podence já devia ser titular há mais tempo.
E finalmente se viu Francisco Geraldes, que também reclama minutos há bastante tempo.

Sem pretender desculpar quem quer que seja, frases como

"Bastava espreitar o banco de suplentes do Sporting para concluir o óbvio - as coisas foram mal pensadas e pior executadas desde o início."

sao má vontade no seu melhor. Sim, o plantel acabou por se revelar mal planeado - mas apenas porque bastantes dos reforcos nao surtiram o efeito pretendido. Ninguém certamente esperaria um Markovic tao fraco. André poderia ter feito muito mais e Campbell teve jogos de elevado nível em que justificou mais do que ser metido num saco de gatos com "os reforcos maus". Mas para isso é preciso sentido crítico.
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De Rui Gomes a 12.03.2017 às 14:19

Pode adornar o que desejar, como usual, aliás, mas a verdade incontornável é que há meses que está à vista que o planeamento da época e do plantel foram nada menos do que paupérrimos.

Salvo dois/3 jogos de mais elevada qualidade, temos vindo a jogar um futebol muito pobre, defensivamente a sofrer praticamente o dobro dos golos dos rivais e mais do que muitas equipas mais abaixo na tabela. Muito disto, porque o BURRO do Jorge Jesus não reconhece e/ou recusa admitir que com este plantel não pode jogar no 4x2x4, que é fundamentalmente o que tem vindo a fazer.

Cedo ficámos afastados de TODAS as competições e um pouco mais adiante do campeonato. Perante isto, ainda se procura atenuantes ???

Bruno de Carvalho e Jorge Jesus são os dois responsáveis e salvo o contrato milionário do treinador, já devia ter ido para a rua há muito. Aliás, nunca devia ter vindo, especialmente ao preço que veio.
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De Petinga a 12.03.2017 às 14:27

Noto em si alguma fúria na escrita do seu comentário; relaxe, que nao há motivos para tanto.

Ninguém procura atenuantes. A época falhou (e falhou em grande parte porque o patamar competitivo do Sporting, 3 anos e meio depois da pior época da sua centenária história, é tal que hoje um 3. lugar nao nos contenta - e bem).

Mas se parar para pensar de forma lúcida, verifica que o arranque de temporada do Sporting foi até muito bom. A equipa derrotou o fcp (e recordo que os dragoes só perderam uma vez na Liga esta temporada) e esteve a 7 minutos e tal de fazer história no Bernabéu. Nao foi derrotada por mais de um golo de diferenca em qualquer jogo da Champions (num grupo com Real Madrid e o mesmo Borussia que destruiu o benfica na semana que agora termina).
A derrota em Madrid, a débacle em Vila do Conde e o surrealismo em Guimaraes atiraram a equipa para o patamar actual. Isso, e a relutancia de JJ em retirar os piores de campo e dar oportunidades aos jovens em ascensao - mas podemos também argumentar, em revés, que o Podence de hoje é um jogador totalmente diferente do Podence que fez a pré-temporada e é muito benéfico para o jogador ter podido crescer e explodir longe dos holofotes antes de tomar o lugar que é seu por direito no 11 titular.

Cumprimentos
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De Rui Gomes a 12.03.2017 às 15:44

Essa frequente referência à desastrosa época de 2012/13, repetida abusiva e exageradamente pelo "supremo" e a sua falange de devotos, que se fica a dever a uma horrível combinação de má gestão administrativa e técnica, agravada pela onda de desestabilização, interna e externa, liderada por Bruno de Carvalho, tendo ele reconhecido que seria a sua melhor, quiçá única, oportunidade para chegar ao poder, era, num enquadramento contextual, recuperável por qualquer treinador e por qualquer equipa do Sporting. Repito... num enquadramento contextual.

A demagogia avulsa propagada quase ininterruptamente ao longo destes últimos anos resultou em criar um insólito mito, em que a inevitável recuperação acabou por ficar equiparada à escalação da Montanha Everest, quando o desafio entre mãos era de escala muito inferior.

O grande feito que se acabou por verificar não foi esse, mas sim a forma extraordinária do percurso liderado por um excelente técnico de nome Leonardo Jardim, alcançado o segundo lugar com recursos muito limitados à sua disposição. Feito esse, que lhe garanto, nunca teria sido possível com Jorge Jesus, um treinador que já deu amplas provas que só consegue fazer "omeletes" com muitos "ovos" de grau superior à sua disposição.

Por fim, o caro não faz a distinção entre contentamento e aceitação de determinadas realidades. Tudo é subjectivo e contextual.
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De Petinga a 12.03.2017 às 16:06

Parece-me que o caro Rui procura desvalorizar a pior temporada de sempre da história centenária de um clube como o Sporting Clube de Portugal. Muito folgo em verificar que a dita foi, em sua opiniao, fruto de uma "onda de destabilizacao".

Nao foi o Rui que escreveu "nao tente procurar atenuantes"? Devolvo-lhe a consideracao, com um sorriso...

Para quem nao esquece a história, repito: o Sporting 2011-12 e 2012-13 estava de tal forma, que a simples presenca no top-3 da Liga se afigurava uma tarefa hercúlea. Isso é um facto e nao o pode, por mais que pretenda escrever revisionismo histórico, contestar.

No restante, penso que estamos conversados. O caro nao gosta de BdC. Nao gosta de JJ. Mas nao gosta MESMO :-) E tem um tal fanatismo que nao consegue discutir Sporting sem ficar retido nesse lodacal. É pena.
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De Rui Gomes a 12.03.2017 às 16:20

Se fosse mal criado como o seu "messias", dava-lhe a resposta que merecia. Aliás, há muito que é fútil debater consigo seja o que for, tal o nível do seu fanatismo.

Eu não acentuo, muito menos desculpo, a época de 2012/13 somente na desestabilização de registo, referi outros óbvios factores. Agora negar que ela existiu, é só mais da mesma falácia que a falange de devotos como o caro pretende negar.

Não vale a pena debater mais este assunto. Tempo perdido.
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De Petinga a 12.03.2017 às 18:06

"Messias"? Nao sou católico... nem acredito em salvadores.

Mas aproveito para dizer que o Podence ontem, a espacos, deixou antever um 2017-18 em que vai rebentar...
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De Carlsberg a 12.03.2017 às 17:21

Para complementar todas estas criticas á (má) gestão do plantel este ano e dos jogadores da formação em detrimento de reforços que se revelaram autênticos flops, excepção feita a Bas Dost, por motivos óbvios, neste momento estou a assistir ao jogo Boavista - Maritimo, onde o Boavista vence com 2 golos de livre directo de Iuri Medeiros, uma lacuna á muito identificada no SCP, que não temos quem marque livres, desde o André Cruz, e emprestámos um jogador talentoso, e com um enorme poder de marcar golos de livres directos!!

SL

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