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Estatutos para o futuro

Esfinge, em 13.05.19

 

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Na noite das últimas eleições, e após conhecimento dos resultados, houve uma questão que, de imediato, saltou à vista de todos - a questão da legitimidade democrática quanto a órgãos eleitos por uma maioria relativa de Sportinguistas - ou seja: os actuais corpos sociais foram eleitos pela maior minoria dos sócios, mas ainda assim, uma minoria. 

 

Que fique claro, não contesto os resultados nem a legitimidade de quem lá está. As regras do jogo eram e são simples: é eleito quem for mais votado do que todos os outros. Os eleitos foram-no com 42,33% dos votos, mais do que o segundo colocado, 36,88%.

 

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Ora, prosseguindo. Este tipo de apuramento eleitoral faz sentido quando se está perante órgãos em que é possível exercer-se a representatividade, tal como é o caso da Assembleia da República.  Uns elegem mais do que outros, mas todos elegem. Mas o Sporting não tem este tipo de órgãos (nem faria sentido).

 

Assim, esta lógica torna-se inaplicável no contexto Sporting; 42,32 por cento não é uma maioria absoluta, nem sequer representa a maioria de Sportinguistas que se pronunciaram eleitoralmente. E, na minha opinião, isso é prejudicial para a legitimidade democrática de quem exerce os cargos, e também para a coesão e união da comunidade Sportinguista - dizer que se foi eleito pela maioria é diferente de dizer que se foi eleito apenas pelo maior número.

 

A solução é simples: uma segunda volta entre as duas candidaturas mais votadas - sendo o eleito aquele que obtivesse mais votos de forma absoluta. O eleito era-o pela maioria dos Sportinguistas e não apenas por uma facção menos pequena.

 

Os órgãos eleitos saíriam reforçados, poderiam dizer que foram eleitos pela maioria e não haveria qualquer dúvida quanto à sua representatividade do universo e do sentir - haveria um muito maior compromisso recíproco entre eleitos e eleitores, e a responsabilização era também maior para quem vota.

 

Mas, até ao momento, discute-se muita coisa, sobretudo o passado. Mas fala-se pouco do que se pode melhorar no futuro.

 

publicado às 03:46

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19 comentários

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De RCL a 13.05.2019 às 08:39

Bom dia
Voce esta a dizer que Benedito, o meu candidato, seria o eleito. Não há volta a dar. Mas com 100% de votos dos apoiantes de Bruno de Carvalho. Daí, haveria outra contenda, BdC revindicaria vitória. Eu, que apoiei e votei em Benedito, não aceitaria tal. Varandas é o presidente, democraticamente eleito, do Sporting. Os energúmenos que o vaiaram estão a vaiar não Varandas mas o presidente do Sporting.
No futuro, concordo consigo, a segunda volta faria sentido.
SL
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De Esfinge a 13.05.2019 às 13:11

O que escrevo não minimamente condicionado por assobios e vaias - até já estava escrito antes delas acontecerem. Coloco a questão no aspecto puro e simples da reforçada legitimidade que poderia beneficiar quem assim fosse eleito e da clarificação que aconteceria do confronto directo e isolado entre duas listas mais votadas. Acho que até poderia ser mais esclarecedor e enriquecedor para os sócios.
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De Mike Portugal a 13.05.2019 às 08:39

Não me parece nada má ideia. Acho que o único lado negativo disso seria ter que obrigar as pessoas a ir a Alvalade outra vez para o processo de voto. E para quem não vive em Lisboa isso pode não ser fácil.
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De Esfinge a 13.05.2019 às 13:12

A solução poderia passar por outro ponto no país onde fosse possível votar - e aí até seria benéfico para o Clube. Somos o de Portugal, não o do Campo Grande.
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De HY a 13.05.2019 às 08:58

Reflexão bem apropriada. Já tenho pensado sobre esse problema. O inconveniente que vejo é a da participação eleitoral. Não tenho a certeza que se possa pedir aos sportinguistas para votarem duas vezes no espaço de algumas semanas. Sobretudo quando continua a ser necessário deslocar-se à capital para votar...
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De Esfinge a 13.05.2019 às 13:13

Como escrevi acima, arranje-se outro local - o Sporting não é só o Campo Grande.
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De Schmeichel a 13.05.2019 às 09:27

Não foi referido o aspecto menos democrático do Sporting….a grande diferença de votos entre os sócios….
Basicamente o Varandas foi eleito com o apoio de menos de mil sócios, mas com o apoio dos sócios mais antigos…. em linha com o que aconteceu com o Godinho Lopes…. depois não podem criticar que haja diferenças étarias ou sociais nos apoios a determinados candidatos, são os estatutos do Sporting que criam essas diferenças.

Defendo a diferenciação de antiguidade dos sócios, mas diferenças mais diminutas, tipo um máximo de 3 votos.
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De HY a 13.05.2019 às 17:56

Schmeichel, suponho que quer dizer que Varandas teve cerca de mil sócios a menos a votar nele do que Benedito? O que é diferente de ter tido o apoio de menos de mil sócios (foram 8717).

O problema que sustenta também exige reflexão. Talvez a diferença seja exagerada. Mas diferença tem que haver, de modo a não permitir que inflitrados (até de outros clubes) possam ter um papel decisivo nas nossas elições...

Curioso é - não tome como algo de pessoal - que aqueles que agoram levantam o problema (que é real) se identifiquem maioritariamente com quem teve cinco anos no poder e procedeu a uma (polémica) revisão dos estatutos sem olhar para esse aspecto (nem para o voto à distância)...

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De Schmeichel a 13.05.2019 às 18:39

HY,

Faço-lhe este reparo…. eu votei a favor da destituição do BdC…. mas a pergunta que fez, deveria fazer também a esta direcção que utilizou os estatutos aprovados pelo BdC para o expulsar, quando usou como argumento de que era inaceitável a alteração de estatutos….

Quanto aos votos a minha posição foi sempre a mesma…. eu sou contra a elitização leonina…. isto é, defendo um Sporting popular, onde o facto de o papá rico pagar as quotas ao longo dos anos desde que são bebés, não faz mais sportinguista essa pessoa do que aquele que começou a pagar quotas com o seu esforço aos 25 anos….. acho uma discriminação brutal a diferença de votos que chega a ser de 20 vezes.
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De Pelisca a 13.05.2019 às 11:15

Bom dia,

Para mim não faz sentido nenhum mudar para 2 volta isto é só um clube não decide a nossa vida . Comparar isto á política para mim não faz sentido.
Único ponto que talvez pudesse haver uma mudança era o nr de votos por antiguidade para que a factura não fosse tão pesada entre sócios.
Penso quem põe isto em causa não é o autor do post mas sim os acéfalos da ala BDC ontem mais uma vez assobiando FV uma verdadeira vergonha e também o ex presidente mais uma vez no face a tirar louvores do seu investimento , um sujeito sem adjetivação porque se o SCP não tivesse ganho diria que estava tudo mal.

SL
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De Mike Portugal a 13.05.2019 às 11:43

Pelisca,

Eu também mudaria os votos por antiguidade para uma fórmula mais simples:

pelo menos 2 anos de sócio = 1 voto
3 anos = 2 votos
10 anos ou mais = 3 votos
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De Pelisca a 13.05.2019 às 17:00

Boa tarde,

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De Rui Gomes a 13.05.2019 às 17:09

Não compreendo o raciocínio...

Com apenas 3 anos, tem-se logo o direito a 2 votos, e depois só sete anos mais tarde para se adquirir o direito a mais um voto. E, pelos vistos, daí em diante fica tudo intacto.
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De Sim Abelha a 13.05.2019 às 12:17

Os acéfalos apoiantes do Bruno têm uma visão engraçada - quando perdemos, como no voleibol, a culpa é do Varandas, quando ganhamos, é porque o Bruno fez um excelente trabalho... decidam-se!!
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De Esfinge a 13.05.2019 às 13:17

Esta foi uma questão que se levantou na altura e nunca mais se tocou nela. Acho que deve ser discutida com seriedade e serenidade.
Pode também ser discutida a distribuição do número de votos por antiguidade - se bem que eu acho que é a forma mais segura de proteger o clube de investidas aventureiras - os sócios com mais antiguidade devem ter a fidelidade da sua dedicação e devoção recompensada, para além do mais, são a nossa reserva de memória e sentir.
Mas se é para se debater o tema, que se faça fora de um período eleitoral para não haver acusações de tentativa de manipulação de resultados na secretaria.
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De Anónimo a 13.05.2019 às 12:18

Assunto polémico como se deduz pelos vários comentários produzidos. Os estatutos carecem de revisão e as propostas de alteração a submeter aos sócios serão objecto de reflexão pelos autores e destinatários. Desejavelmente em ambiente de tranquilidade, depois de nos vermos livres de arruaceiros que teimam em marcar presença da única forma que conhecem.
Nenhuma dúvida sobre a legitimidade dos actuais corpos gerentes, como bem soube evidenciar João Benedito, que só aparece para festejar os êxitos de todos. Pena que outros sportinguistas não tenham a mesma lucidez sobre como melhor defender os interesses do Sporting, mais se preocupando com as suas mesquinhas estratégias pessoais.
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De Rui Gomes a 13.05.2019 às 12:38

Identificação?... O próximo não será publicado.
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De Luís Ferreira a 13.05.2019 às 13:43

É uma boa e salutar discussão.
Sim para a 2ª volta, mas mantendo sempre, na 1ª e na 2ª volta, a atual ponderação de votos por antiguidade ou com eventuais pequenos ajustes.
(votei em João Benedito nas últimas eleições).
E claro que se deve pensar em criar mais mesas de voto, noutros locais que não Lisboa.
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De João Gil a 13.05.2019 às 20:10

A ideia parece simpática e bem intencionada, mas encerra riscos.
É bom não partir do equivoco da falta de legitimidade democrática de quem é eleito com a % com que foram eleitos os actuais órgãos sociais.
Por outro lado, os órgãos sociais são eleitos em listas, e não são órgãos unipessoais. Quando elegemos a direção do Sporting não estamos a eleger uma espécie de presidente da república do Sporting. Não, elegemos uma lista, composta por pessoas e com um programa.
É por isso 100% correcto, legítimo e democrático que a lista mais votada para a direção seja a eleita e tome posse para governar o clube. Quando toma posse, esgotam-se no acto maiorias e minorias e passa a haver órgãos sociais legítimos e empossados e um mandato para cumprir.
Uma segunda volta entre as listas mais votadas leva a uma bi-polarização forçada que pode desembocar numa cultura de facção, muito mais à imagem da política, o que seria isso sim absolutamente indesejável.
Pessoalmente acho muito mais sólido como política eleitoral poder perceber-se quem apoia o quê e quem do que ter dois grupos que se antagonizam e em que o programa e as ideias e as pessoas são secundarizadas no critério dos eleitores.
Com uma mudança desse tipo podemos acabar em guerra do tipo esquerda/direita/ abstenção, sem que se vislumbre a coesão preconizado pela mudança e o que o clube ganharia com a hipótese de caminharmos para governos ou direções de “falsas maiorias” com uma legião de antagonistas descontentes do outro lado da barricada.
É imaginar uma vitória de 60/40 ou de 51/49 ou uma abstenção cuja dimensão não se pode antecipar e tem-se a ideia da dimensão da oposição.
E a oposição, meus caros, existe para se opor e derrubar quem está.
Eu não gostaria de ver isso no Sporting, mas estou aberto a reflectir mais profundamente sobre o tema.
JG / sócio do Sporting

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