De R. Ribeiro a 27.06.2018 às 01:20
A sensação que o VAR no Mundial me está a dar é a de que os supostos árbitros internacionais têm muita dificuldade em usar a ferramenta para aproveitamentos da verdade desportiva, por pensarem que isso lhes irá retirar reputação ou os irá diminuir perante os seus congéneres. Um pouco como o marido inseguro que vê no brinquedo mecânico da mulher um inimigo em vez de um aliado em tempos de "crise".
Temos assistido aos árbitros a usarem-se da ferramenta VAR para lances duvidosos e a manter os erros inqualificáveis. Ora, daqui devem-se retirar duas ilações.
Ou são mesmo incompetentes naquilo que fazem, até porque, perante uma imagem em slow-mo e a manterem a decisão errada, só demonstra incompetência no seu importantíssimo trabalho.
Ou, por outro lado, demonstram que se sentem ameaçados pela tecnologia e tentam validar as suas decisões, seja de que forma for, independentemente de quem saia prejudicado.
A FIFA terá que colocar mão nisto, ainda neste Mundial, e enviar um aviso à navegação com possibilidade de sanções aos árbitros que usem o VAR de forma enviesada sob pena das Ligas que ainda se encontram reticentes perderem o interesse ou não vislumbrarem qualquer melhoria na introdução de tão caro equipamento e valências.
Noutro registo, Cristiano Ronaldo não faz falta sobre o iraniano. De forma nenhuma. Ele contorna este colocando os braços à frente, na passagem. Quem disser que aquilo é cotovelada, tem que ir rever as imagem pois o Ronaldo está com o braço estendido sobre o corpo do iraniano. É mais falta a do William na área do que a do Ronaldo. Mais, se retrocederem 2 segs à "cotovelada", reparam que o iraniano é que se faz à falta, ao atirar-se de costas ao Ronaldo, num claro movimento que procura a falta. Aqui, vejo invertida a decisão que deveria ser tida como correcta.
Se o penálti do Irão é justo, a Argentina deveria ter sofrido um penálti contra a Nigéria. Se não for, ainda menos será a penalidade que Portugal sofreu, visto que a bola é recepcionada pelo iraniano que cabeceia contra o português. São lances completamente abertos, de fácil percepção, mas que foram corrompidos pela subjectividade do árbitro. O VAR deveria assistir o árbitro a reduzir esta subjectividade, mas, pelos vistos, mais vale esperar pelo Mundial 2022...
Nota: perdoem-me mas não estou em condições de ir pesquisar o nome dos iranianos de cada um dos lances, pelo que sei que todos saberão quem eles são.