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Este Sporting só sabe marcar golos

Rui Gomes, em 17.12.18

 

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Não duvido que o jogo acabou por agradar muito aos adeptos, em termos de espectáculo. Ao fim e ao cabo, não é todos os dias que se assiste a jogos com sete golos e, ainda por cima, com o Sporting a dar a volta ao marcador.

 

Marcel Keizer disse há dias: "Para mim o futebol é marcar golos. Prefiro ganhar por 3-2 do que por 1-0. Não sei, no entanto, se ele tinha em mente jogos como este, especialmente a perder por 2-0 aos 25 minutos.

 

Foi uma partida com duas partes bem distintas. A primeira, com um Sporting muito pouco concretizador, a fazer quase nada de positivo, tanto em termos defensivos como ofensivos, diante de um Nacional não só a praticar muito bom futebol, mas ainda com eficácia finalizadora. Marcou dois, mas até criou oportunidades para marcar mais.

 

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Marcel Keizer não revelou o que disse aos jogadores no balneário, mas dá para imaginar. O Sporting surgiu no segundo período com muito mais intensidade e dinâmica de jogo, gradualmente a obrigar a equipa madeirense a recuar as suas linhas e a concentrar as suas energias quase só a defender.

 

Com o aproveitamento dos espaços criados, a recém-apetência da equipa para marcar golos surgiu novamente. 'Bis' de Bas Dost e Bruno Fernandes e o golo espectacular de livre directo de Mathieu, aos 75 minutos.

 

Muito além do sistema de jogo do técnico, é por de mais óbvio que o Sporting necessita de reforçar a sua defesa (o lado esquerdo é de bradar aos céus).Também por grande mérito do Nacional, mas a primeira parte deixou isso bem claro.

 

O onze inicial do Sporting: Renan; Bruno Gaspar, Coates, Mathieu e Jefferson; Gudelj, Bruno César e Bruno Fernandes; Nani, Diaby e Bas Dost.

 

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Mathieu

 

"Muito difícil, mas acho que foi uma vitória da equipa. Entrámos muito mal no jogo e na segunda parte tentámos de tudo para fazer o empate e depois ganhar o jogo. Creio que esta foi a vitória mais complicada da era do mister Keizer. Há que continuar, há que trabalhar, há muito ainda por fazer".

 

Marcel Keizer

 

 "Devo admitir que na primeira parte não estivemos bem e por isso tenho de elogiar o Nacional, porque jogaram muito bem. Tivemos sorte de estar a perder apenas por 0-2. Mas o espírito dos jogadores deu a volta ao jogo, por isso tenho de lhes dar mérito.

 

É difícil resumir a nossa conversa ao intervalo, mas chegámos sempre tarde na primeira parte, especialmente nos primeiros 30 minutos, o que não pode acontecer contra uma equipa como o Nacional, que joga entre as nossas linhas. Na segunda parte pressionámos mais e conseguimos marcar. Toda a gente acha que a chave do sucesso é futebol de ataque, mas nós também pensamos muito em defender.

 

Clao que prefiro ganhar com menos sofrimento, não só para o treinador mas também para os jogadores. Ganhámos hoje e acho que toda a gente presente no estádio adorou o jogo. Não foi sempre bom, mas é agradável ver um jogo com sete golos. É isto o futebol.

 

Os jogadores jogam bom futebol. Trabalhamos durante a semana no duro com eles e estão a responder muito bem em jogo".

 

Costinha

 

"É bom quando se ouve elogiar a minha equipa, como foi o caso de Mathieu. Infelizmente não conseguimos o que queríamos, que era conquistar os três pontos. Sabíamos que era uma equipa forte, com muito bons jogadores e nós não viemos aqui para defender. Viemos aqui para tentar a nossa sorte, fizemos trinta minutos de muita qualidade e depois o Sporting conseguiu pouco a pouco ir encostando a minha equipa a trás. Acho que ao longo da época vamos conseguir conquistar bons resultados.

 

A maturidade dos jogadores do Sporting fez a diferença. São jogadores de selecção, com maior experiência de I liga do que o Nacional, mas é esta a nossa realidade e temos de crescer. Esses jogos ajudam-nos a crescer e o Sporting foi um justo vencedor.

 

É bom regressar a Alvalade porque é sinal que estamos na I liga, com um bom palco, um bom público. Assim é uma forma do Nacional, treinadores e staff, se valorizar. Não vou dizer que não é especial, é sempre especial, ainda por cima trabalhei cá, mas estava focado no Nacional".

 

Gostei desta breve apreciação de Lídia Paralta Gomes, jornal Expresso:

 

"Aos 25 minutos do jogo, o Sporting já perdia por 2-0 frente a um Nacional que chegou a Alvalade com a lição estudada. Mas o Sporting de Keizer é mais sobre os golos que se marca e menos sobre os que se sofre. E com mais uma 2.ª parte de luxo, os leões responderam aos dois golos sofridos com cinco marcados. Desde a chegada do holandês que o Sporting não sabe o que é empatar ou perder. Porque marca sempre mais que o adversário".

 

publicado às 04:33

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43 comentários

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De aracaçu a 17.12.2018 às 15:06

A questão do Jefferson é deveras intrigante, mas na minha opinião... Nos 2 primeiros anos no Sporting foi um jogador aceitável e na maior parte das vezes, certinho a cumprir as suas tarefas, mas quando chegou Jorge Jesus, naquele dérbi Sporting - Benfica do falhanço do Bryan Ruiz, o Sporting completamente dono da posse de bola na 2ª parte, a jogar o tudo por tudo para chegar ao empate, nos últimos minutos, se me lembro, o Coates faz um passe para o Jefferson, ele não consegue segurar a bola, o Benfica ganha segundos preciosos, e na altura a expressão de poucos amigos do Jorge Jesus dizia tudo. Sentou-o no banco a partir daí, por troca com Marvin Zeeglar (outro falhanço), e nunca mais foi o mesmo jogador, pelo menos no Sporting. No Braga até esteve razoável o ano passado mas a exigência e pressão é, como diz várias vezes aqui o caro Rui Gomes, é totalmente distinta..
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De Mike Portugal a 17.12.2018 às 15:42

aracaçu,

Jefferson foi sempre mau a defender, mesmo com Leonardo Jardim. O que aconteceu nessa época foram várias circunstâncias que esconderam isso:

- o FCP estava mal;
- a equipa era extremamente compacta a defender;
- a equipa arriscava pouco no ataque e não se expunha muito;

Isto tudo devido a LJ não ter muitos jogadores bons com que trabalhar.

A partir do momento em que passamos a ter mais "carne para o assador" e a equipa começou a querer lutar para o título, teve que arriscar mais e pressionar mais. Aí começam a aparecer as lacunas do Jefferson.
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De aracaçu a 17.12.2018 às 15:56

Pois é bem possível caro Mike Portugal,

Por isso é que o melhor Jefferson, em termos de assistências e até golos, foi aquele de 2013/2014, sem competições europeias o que permitiu até fisicamente estar bem.

Cumprimentos..
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De Mike Portugal a 17.12.2018 às 16:33

Ah, mas espera. O Jefferson sempre foi bom a atacar, especialmente em cruzamentos. Isso não perdeu e continua a fazer bem.
Mas acho que em termos gerais, ficamos a perder com ele em campo.
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De Greenlight a 17.12.2018 às 17:03

Talvez por isso o Jefferson tenha jogado mais a médio esquerdo que defesa esquerdo no Sp.Braga, na época passada. Como defesa não é um buraco, é um olheirão, buraco que não se consegue tapar (na gíria popular)
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De Paulo SCP a 17.12.2018 às 17:48

*DE: Jefferson não consegue demonstrar categoria para o lugar, acho que deveria ser dada a titularidade ao Lumor em 2 ou 3 jogos e se render ótimo, senão é contratar um defesa esquerdo para titular;
*DD: Bruno Gaspar não dá segurança nem acrescenta raça, de momento dá para suplente de Ristovski e nada mais que isso;
*PL: Bas Dost não tem suplente nesta altura, urge encontrar alguém dentro (ou fora) do clube que possa ser seu suplente.

Bruno César jogou? Não dei por isso, completamente fora do ritmo da equipa e sem capacidade de pressão. É vender/emprestar em Janeiro.

André "lesma" Pinto fará dupla com Mathieu no próximo jogo, será importante considerar essa falta de velocidade na tática a traçar para Guimaraes. Chutos para as nossas costas vai ser mato, e Renan tem demonstrado alguma descoordenação (com os DC) nas situações de saída dos postes.

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