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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Algumas considerações de Jorge Jesus na conferência de imprensa após o embate deste domingo com o Paços de Ferreira:
Prestação da equipa: "Senti a equipa carregada fisicamente e emocionalmente um pouco desconfiada. Soltou-se mais depois do segundo golo. A fadiga mental é mais complicada, a semana foi complicada. Ninguém vai dobrar este grupo unido. Sabem que jogam para o emblema. Esta é a profissão deles. A vitória foi importante face ao que aconteceu."
Função de Jorge Jesus no conflito. "Não foi fácil. Nunca tinha passado por uma situação destas. Tive de perceber que tinha de defender um clube, eu e os jogadores. Principalmente eu. Foi o que fiz, contra tudo e contra todos. Eu estive sempre do lado dos jogadores. Hoje tinha de haver jogo com os melhores e foi o que disse aos jogadores, que ia escolher os melhores. Só com a polícia é que não iam jogar os melhores."
Processos disciplinares: "Não percebo os processos. Reparem na dignidade destes jogadores... Supostamente com um processo, jogaram em nome do Sporting. Vamos pensar e reflectir os interesses do Sporting."
Visto à distância, é difícil determinar até que ponto Jorge Jesus está a ser sincero ao afirmar que esteve sempre "do lado dos jogadores", posição esta, sendo genuína, que o coloca no extremo oposto de Bruno de Carvalho.
Confesso que não o vejo assumir uma postura de oposição ao presidente. É de admitir que possa sentir alguma empatia, tendo em consideração os eventos dos últimos dias, mas estou mais inclinado a acreditar que assumiu esta posição publicamente para não perder o balneário, ou seja, a equipa, porventura até com a conivência de Bruno de Carvalho, a quem terá explicado o que seriam as consequências se agisse de outra maneira.
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