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Fair play no futebol ?

Naçao Valente, em 16.07.19

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"O coronel Silva Leão, num Volkswagen oficial, passou a porta de armas da sede da unidade às onze da manhã como todos os dias, depois de ter estado em Alvalade, para despachar expediente no Clube que presidia. Tão absorto no desaparecimento de um jogador moçambicano de nome Eusébio, que tinha contratado há uma semana, que não se apercebeu da triste e amarrotada figura que o esperava à porta do gabinete. Foi o seu ordenança que o informou que tinha à espera um paisano, que teimava em falar-lhe com urgência.

Quando entrou no gabinete do comandante, Judas Tadeu, estava tão perturbado que nem reparou no homem fardado, de óculos graduados, sentado atrás de uma secretária ornamentada com galhardetes militares. Na parede as armas da unidade estavam encimadas pelos dizeres: Artilharia 14, DISCIPLINA HONRA GLÓRIA e mais abaixo, outra frase: “ESFORÇO DEDICAÇÃO E GLÓRIA EIS O SPORTING”. Uma voz fortemente metálica acordou-o da sua letargia:

-Senhor comandante, venho fazer queixa do sargento Sancho. Manchou a minha honra, usou a minha mulher e destruiu a minha vida...

-Ó Sancho, o que é que você andou a fazer com a fêmea dum tal Judas?

Bem, meu coronel, eu de facto envolvi-me com a senhora de um amigo, mas sabe como é... um homem não é de pau...

-Pois, mas a mim é que me caiu o menino nos braços. Já não me bastava o rapto do craque moçambicano, possivelmente por aqueles filhos da (som de corneta) do outro lado da segunda circular, e vem agora você a meter-me em mais uma enrascada. "

Excertos de Flagrante Fatal (Os Bons Velhacos-estórias de caserna)

Este excerto vem a lume a propósito da selva que é o aliciamento de jogadores jovens, já desde os tempos em que estávamos longe  do "mercantilismo" desregrado. O conto que mistura dois factos, o envolvimento extra conjugal de um sargento e a contratação de Eusébio pelo SL Benfica, são a base real. Tudo o resto é mera ficção. Embora na época o comandante do Regimento de Artilharia de Costa, fosse um conhecido sportinguista, onde cumpriam serviço jogadores do Sporting, em condições especiais, (exemplo: um promissor médio de nome Dani) o presidente real era Brás Medeiros.

O caso Eusébio exemplifica claramente o que hoje em dia, exponenciado pela ganância, é o mundo de contratações no futebol. Em linhas gerais, o jogador evidenciou-se no Sporting de Lourenço Marques, uma filial do Sporting, que negociava a sua vinda para Portugal. Segundo a versão de Hilário da Conceição, algumas discrepâncias nas verbas a pagar ao atleta arrastaram o assunto. O Benfica, numa acção surpresa, foi a Moçambique, avançou dinheiro e trouxe-o para Lisboa, em 16 de Dezembro de 1960.

Hilário ainda o convenceu, entretanto, a vir para o Sporting a troco de mais dinheiro, mas mais uma vez, o Benfica, avisado,"escondeu" o Eusébio algures no Algarve. O caso meteu a Federação Portuguesa de Futebol que não avalizou a transferência, e o caso arrastou-se por vários meses, até haver um acordo entre os dois clubes a 10 de Maio de 1961, tendo-se  estreado a 23 de Maio e marcado três golos.

A negociação feita com o jogador e a família, à margem do clube onde jogava, é o exemplo de que a falta de regras, de fair play, no mundo do futebol, não são novidade. A integração de Eusébio, um fora de série,  no plantel do Benfica fez toda a diferença. Apesar do bom plantel que possuía não teria sido a mesma equipa sem este jogador. Como se tivesse feito parte do plantel leonino a história do Sporting não teria sido a mesma. 

Nestes tempos, a multiplicação destes casos é a regra. Ao contrário dos anos sessenta, onde ainda pesavam as óbvias vantagens desportivas, hoje pesa principalmente o cifrão. E se mesmo após a assinatura de contratos de formação existem jogadas de bastidores, na fase anterior, a selva é total. Vence quem tiver mais dinheiro para "untar" as mãos dos pequenos atletas, que prometem ser estrelas, e dos seus progenitores que sonham formas rápida de enriquecimento.

E porque a natureza humana é , com as devidas excepções, cega pelo brilho do "ouro", não se pode esperar dos principais protagonistas outro comportamento. Esta forma de aliciar jovens, a bem dizer crianças, com menos de dezasseis anos de idade, com dinheiro, pelo seu desempenho futebolístico, indicia crime de utilização de trabalho infantil. A formação nessa faixa etária, não pode ser paga através de contratos onde as altas verbas circulam clandestinamente.

Este é um assunto grave e importante que deveria merecer atenção de quem tem poder nas estruturas desportivas, e a nível governamental. Por este caminho, o mundo do futebol, mais do que ausência de fair play, é cada vez mais, um mundo paralelo, bem real, onde predomina o poder de uma máfia do século XXI.

publicado às 03:03

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65 comentários

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De António Tavares a 16.07.2019 às 05:01

Numa rivalidade com mais 100 anos, cada um tem com que e com quem se queixar. Diz a história que no primórdios da nascença dos dois clube, houve uma altura que o Sporting endinheirado e aristocrático sacou meia equipa do Benfica, deixando o clube numa situação complicada. Isto ainda no tempo em que o vapor era tecnologia de ponta.

Como podes ver, cada tem do que se queixar.
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De Sel a 16.07.2019 às 10:54

Uma boa parte do post serve para criar uma narrativa de que o Benfica é o mau da fita. Coisa que é facilmente desmontada, como o caro António Tavares faz aqui e como o fazem outros colegas de comentários, dando vários exemplos de actuações menos éticas da parte do Sporting. Naturalmente que Benfica e Sporting têm sido sempre fortes em Portugal e outros clubes mais modestos, esses sim, teriam muito mais razões de queixa do que Benfica ou Sporting. E teriam muitas razões de queixa da actuação desses 2 grandes clubes. Mas as pessoas só gostam de olhar para o seu umbigo.
Quanto à segunda parte do post, essa incide sobre a questão de atletas de idades inferiores a 16 anos estarem a ser aliciados por equipas de maior poderio financeiro (sem o dizer explicitamente nesta parte, creio que o autor do post estaria a pensar no Benfica). Como o Sporting deixou de ser atractivo para os jovens atletas (*), tenta buscar protecção de entidades exteriores para o protegerem. O discurso recente da Direcção tem vindo neste sentido. É legítimo, mas também é uma confissão de fraqueza.

(*) a atractividade não deriva só da questão de este ou aquele clube pagar um ordenado maior ou menor, é sobretudo a questão de as pessoas quererem ir para uma academia melhor apetrechada e que garanta mais futuro aos seus formados. Neste momento essa academia é a do Benfica.
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 13:03

O texto é sobre a selva em que se transformou o mundo do futebol. O caso Eusébio é utilizado como exemplo sobre essa prática, quando a selva ainda era menos obscura, e porque fez correr rios de tinta nos anos sessenta. Não se nega que essas práticas são comuns a todos os clubes, e isso está no texto de forma explícita ou implícita.

Quanto à "traficância" de crianças de "tenra idade" continuo a dizer, que quer seja da parte dos clubes, quer seja das ditas crianças (via familiar), a principal motivação, é o vil metal. Nesse mundo cão já não existe romantismo.
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De Sel a 16.07.2019 às 14:01

Diz o Nação Valente: "nesse mundo cão já não existe romantismo". No futebol sempre foi assim. A esse propósito recordo a célebre frase de Bill Shankly, o escocês treinador do Liverpool nos anos 60: "some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that" ou, traduzido para português: "algumas pessoas acham que o futebol é uma questão de vida ou de morte. Garanto-lhe que é muito mais importante que isso".
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De Rui Gomes a 16.07.2019 às 14:47

Aproveito este seu comentário para lhe dizer o seguinte:

Estamos aqui, fundamentalmente, para debater construtivamente os temas do dia, e não para personalizar comentários com críticas dirigidas aos autores dos posts, como foi o seu caso esta manhã, e não é a primeira vez. Sempre que ocorrer, o comentário será eliminado.

Em especial já reparei, gosta de fazer foco da minha pessoa. Garanto-lhe que não vai longe com essa linha de pensamento.

Dispenso resposta, dado que não há nada para debater.
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 12:36

Tavares,
É verdade, sempre assim foi. Mas nesses tempos do vapor, as mudanças tinham outras razões. Hoje são, para além de imorais e ilegais, movidas por muitos cifrões, e sem alma, coisa que o dinheiro nunca teve.
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De João Carvalho a 16.07.2019 às 18:58

Caro Nação Valente, não estou de acordo consigo, as mudanças têm sempre por detrás interesses legítimos, sejam financeiros, sejam por ambição ou outros.

Achei piada quando escreveu, "crime de utilização de trabalho infantil". Acha que foi crime de utilização de trabalho infantil quando o pai do Félix o levou para o Benfica?

O Félix foi para o Benfica porque o seu pai, e o Benfica, assim decidiu na altura, de outro modo perdia-se um jogador talentoso.

Os miúdos estão debaixo das asas dos pais até aos 18 anos, são eles que legitimamente decidem as suas carreiras. Grande parte das vezes nem é por razões financeiras, mas por razões naturais de quererem o melhor para o futuro dos seus filhos. Por isso há muitos pais, e miúdos, a fazerem grandes sacrifícios para os terem a jogar no Benfica.

Leiam o que muitos miúdos contam sobre o fato de abandonarem a casa dos pais e irem viver para centenas de kms de distancia para concretizarem o sonho que possuem.

Se eu tivesse um filho que estivesse a ser cobiçado pode ter a certeza que seria o Benfica que eu escolheria. Nem hesitava.
Porque acha que a multimilionária Madonna veio para Portugal viver? Leia o que ela responde em várias entrevistas, explicando a razão do novo disco que lançou.

O Benfica actualmente nem precisa de aliciar ninguém, são os próprios jogadores e os seus progenitores que os encaminham para o Benfica. No outro dia estava a ouvir um responsável pela formação do Benfica que dizia que têm de recusar muitos miúdos porque já não há lugar para todos.
E não é apenas no futebol.

Sabe o que disse Cosme Damião quando o Sporting, que com um ano de vida não tinha jogadores para jogar, foi buscar 8 jogadores ao Benfica, deixando o clube quase a fechar?
“O Sporting tem dinheiro. Nós temos dedicação. No imediato o dinheiro vence a dedicação. No futuro, a dedicação goleia o dinheiro”.

Faço-lhe uma pergunta, qual terá sido a razão pela qual as miúdas do hóquei e respectivos técnicos do Campo de Ourique aceitaram a oferta do Sporting, quando este decidiu começar com o hóquei feminino, obrigando a indefesa e pequena colectividade a fechar? Terá sido pelos lindos olhos dos sportinguistas? Ou terá sido pelos "cifrões, sem alma"?

E qual foi a razão pela qual as gémeas Lopes do hóquei do Benfica foram para a mesma equipa do Sporting? Terá sido porque de repente mudaram de simpatia clubística ou haverá razões mais fortes? Terá sido o vil metal?

Faço-lhe outra pergunta. Porque razão a equipa de hóquei feminino do Sporting não começou por baixo, pela 2ª divisão, como fez o Benfica com o futebol feminino profissional?

Nem sempre é o dinheiro que fala mais alto. A ambição, especialmente dos pais, conta cada vez mais. E a multimilionária venda do Félix irá acelerar esse processo.

Renato Sanches conta quando miúdo de 10 anos foi aliciado para ir para o Sporting:

"A caminho de casa veio um homem do Sporting atrás de mim a perguntar se eu queria ir para o Sporting. Se eu lhe dava o contacto da minha mãe… Mas eu não dei… A minha família toda é do Benfica e eu sou do Benfica. Por isso é que eu não dei”.

Acha que o Renato foi um caso de "crime de utilização de trabalho infantil"?
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 22:12

Caro João Carvalho,

Discorda com toda a legitimidade. Agora parece-me que mistura um pouco alhos com bugalhos.
O seu texto é muito longo e não vou responder ponto por ponto. Vou tentar ir ao que considero fundamental.
A questão dos pais quererem o melhor futuro para os filhos é legítima. E se estiver em causa ser um "craque" do futebol enriquecendo rapidamente, é natural essa ambição. Faz parte da natureza humana, que retirando as excepções, dá mais valor ao ter que ao ser.

Não está em causa a ambição mas a forma. Se se enriquecer a roubar não é licito, e deixo de fora a questão da moral. Sabe que a idade para entrar no mercado de trabalho recebendo um ordenado, é aos dezasseis anos. Antes dessa idade trabalho remunerado é trabalho infantil.

Se um jovem, nessas circunstâncias quiser mudar de clube por razões que não sejam remuneratórias acho normal. O que digo, critico e acho ilegal e imoral, é remunerar por debaixo da mesa. infringindo a lei. Eu sei que os pais não querem saber. É a natureza humana.

Os exemplos que dá nas modalidades não se encaixam neste raciocínio. São pessoas adultas que decidem por vontade própria e sem infringir nenhuma lei. Agora vir com exemplo dos primórdios do futebol só pode ser brincadeira. Não eram profissionais do futebol, tinham outra profissão e o futebol não era a máquina de fazer dinheiro que é hoje, para nenhum clube, incluindo o Sporting.
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De João Carvalho a 17.07.2019 às 01:40

Caro Nação Valente, não respondeu às questões que lhe coloquei.
O dinheiro comanda a vida e a ambição de ganhar mais é legítima. Desde que não se use o princípio da selva, de que vale tudo para conseguir os fins.

Acha foi trabalho infantil o dinheiro que o Benfica terá pago ao pai do Félix (se é que pagou algum, não sei), quando com 14 anos foi para o Benfica?

Se me pagarem 100.000 euros para me convencerem a levar o meu filho de 14 anos para o Benfica acha que é trabalho infantil? Onde está a ilegalidade?
A ilegalidade seria cometida por mim se não o declarasse. Mas nesse caso o problema seria meu que cometia a ilegalidade, nunca do clube.

Repare que no Benfica nenhum jogador da formação trabalha, são estudantes com a obrigatoriedade de apresentarem resultados escolares. Senão… vão para a rua!
Por isso não pode dizer que é trabalho infantil, porque não é. São estudantes.
Chamar-lhe trabalho infantil para além de ser falso é demagogia.

O mesmo se passa nas universidade americanas com os miúdos a estudar mas a competir em várias modalidades ao mais alto nível. Acha que é trabalho infantil? É que ainda ninguém se lembrou de lhe chamar isso.

Os exemplos das modalidades incluem-se neste raciocínio, sim, porque se respondesse às perguntas que lhe coloquei iria verificar que o dinheiro é que manda e que não se olha a meios para se atingirem os fins. O Sporting nesse aspecto não se pode queixar.
O tal "vil metal" e os mesmos "cifrões, sem alma", de que fala.
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De António Tavares a 16.07.2019 às 22:12

Nação Valente, este mundo de Deus sempre foi gerido pelo dinheiro. E neste momento é o que o Sporting não tem. Mas, se tivesse Sporting faria igual ao Benfica. Não esqueça do Verão Quente de 93/94.

A superioridade entre os clubes, sejam elas quais forem, está no dinheiro. Esta relação esta nos Três Grandes em relação aos Pequenos. E está na comparação entre os nossos Três Grandes e os Tubarões da Europa.

Hoje o Benfica está em melhores condições de oferecer mais dinheiros aos atletas sejam eles jogadores da Formação ou do Profissionalismo. E quem investe, nos caso os pais, nas crianças investem para ter o retorno e a riqueza que o futebol pode dar.

Ou seja, o Benfica e o Sporting fazem a mesma coisa com a Casa Pia. E sofrem da mesma forma com os ditos tubarões.
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 23:11

António Tavares,
Subscrevo a sua análise, mas não significa que isso esteja certo. Sem poder fazer mais nada, manifesto opinião, e como a formiga no carreiro vou (conscientemente) em sentido contrário.
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De Pedro51 a 16.07.2019 às 07:31

Nestes casos a diferença está em fazer isso com menores ou com adultos. Sim Eusébio também era menor !
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 12:39

Pedro 51,

Fazer isso, por vias obscuras, com crianças ou com adultos, é mau. Fazer com crianças é degradante, a escala mais baixa da natureza humana. Seja por quem for.
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De Hugo Boss a 16.07.2019 às 08:41

Gosto dos textos do caro Nação Valente, mas esta frase: "... Apesar do bom plantel que possuía não teria sido a mesma equipa sem este jogador...", é assim que descreve aquela equipa que era "apenas" campeã europeia...
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 12:43

Descrevo-a como uma grande equipa. Isso está no texto, mas continuo a dizer, apesar de nenhum atleta jogar sozinho, há alguns que fazem a diferença, e não é pouca. No mundial de 1966, se não fosse Eusébio tínhamos sido eliminados pela Coreia. É a minha leitura.
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De Pedro Miguel a 16.07.2019 às 09:01

Em primeiro lugar, a história que o PRÓPRIO Eusébio conta não é, nem parecida, com o que aqui é descrito, pelo que assumo que os pormenores aqui descritos também são ficção.

Por outro lado, considero que uma das grandes virtudes deste blog é a sua abertura a participações de adeptos de outros clubes... Mas não posso deixar de achar estranho que, para dar um exemplo, se fale no Eusébio e não, por exemplo, no João Pinto, Paulo Sousa e António Pacheco.

É que, descurando outros aspectos, umas das coisas que é unânime da história do Eusébio é que ele e toda a sua família eram simpatizantes do Benfica e que, eram os dirigentes do Sporting de Lourenço Marques que tentaram levá-lo para o SCP contra a sua vontade.

Já no caso que refiro, o SCP, aproveitando-se da fragilidade financeira do Benfica, levou alguns dos seus melhores jogadores. Penso que é difícil arranjar uma maior falta de "fair-play" do que isso.
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De Anónimo a 16.07.2019 às 09:38

Comentário apagado.
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De Pedro Miguel a 16.07.2019 às 09:58

Caro amigo, não me ouviu dizer (escrever), em lado nenhum, que não haviam outros casos. Existem, e de lado a lado.

O meu ponto é que, num blog afecto ao Sporting, se é para dar exemplos de falta de fair-play, podiam dar um do SCP. E existem vários!!

O resto da sua conversa é típica de adepto fanático que eu não tenho interesse em prosseguir. Estaríamos aqui até amanhã a dar exemplos de parte a parte.
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De Jose Antonio a 16.07.2019 às 10:02

O Figo já tinha assinado pelo Benfica e até já tinha dinheiro, o Benfica rasgou o contrato.
O Bruno Fernandes já tinha tudo acertado com o Benfica, o Cintra "valeu-se" da amizade que tem com o Vieira e o Benfica desobrigou-o do acordo.
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De R. Ribeiro a 16.07.2019 às 11:05

Mas tem provas de tudo isso ou são apenas rumores e boatos???
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De Jose Antonio a 16.07.2019 às 11:26

Claro que tenho provas.
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De Salgado a 16.07.2019 às 18:01

O Figo e o Peixe são casos conhecidos.

Do Bruno Fernandes, é só estupidez e wishful thinking, nada mais que isso
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 13:32

O caso Eusébio, dado como exemplo, aconteceu porque o Benfica foi Lourenço Marques, contratar o jogador à revelia do seu clube, e porque o Sporting se deixou dormir na forma. Veio para Lisboa e depois foi escondido, para evitar que fosse contactado pelo Sporting.
Depois há as versões pessoais. A de Hilário não coincide totalmente com a de Eusébio, portanto acredite na que mais lhe convém, sem esquecer que eram conhecidos e creio que até amigos.
Não sei se a família era ou não simpatizante do Benfica. Agora ficção é que é a de que estava a ser forçado, contra sua vontade, para ir para o Sporting.
Fala-se de Eusébio por ser um jovem na altura e por seu um caso que deu muito que falar. Os outros casos que refere passaram-se com jogadores adultos, num contexto diferente. Houve falta de fair play? Digo que sim. Aliás não está escrita uma frase no meu texto, que diga que a falta de fair play é exclusiva de qualquer clube.
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De Rui Gomes a 16.07.2019 às 14:09

Caro Nação Valente,

Como já referi no meu outro comentário, a última pessoa a verdadeiramente compreender e a saber relatar a totalidade dos factos era o próprio Eusébio.

Nos seus últimos de vida, então, as sua declarações públicas sobre este e outros assuntos foram nada menos do que desastrosas, para ser simpático, e afectaram imenso a sua imagem perante o público português.

Está com Deus... descanse em paz.

P.S.: Curiosamente, no meu convívio ao longo dos anos com dirigentes, treinadores e jogadores do Benfica, este assunto nunca foi tema de conversa.
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 15:21

Caro Rui,

O caso Eusébio foi referido como ponto de partida e não como ponto de chegada. Os benfiquistas, em comentários, é que centraram a discussão nesse ponto. Compreendo que o assunto deixasse de ser falado, uma vez que foi ultrapassado com um acordo.

O ponto de chegada que passou à margem da discussão é o regabofe que existe no futebol no aliciamento de jovens/crianças com potencial. A entrada no mundo do trabalho é aos dezasseis anos. Se existe pagamento antes dessa idade estamos perante trabalho infantil clandestino. Eis o que quis acentuar.

Se esta situação não for travada corre-se o risco de clubes com mais dinheiro aliciarem os melhores, o que se traduz numa prática mais do que falta de ética, de um crime que não sei qualificar.
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De Rui Gomes a 16.07.2019 às 15:48

Sim, eu compreendi, mas era inevitável que acontecesse, por múltiplas razões.
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De Pedro Miguel a 17.07.2019 às 10:44

Eu também compreendi o teor principal do texto.

E, apesar de discordar de algumas das suas afirmações, genericamente, concordo com o princípio.

Eu apenas comentei pelo facto de, ao escolher um caso que, PARA SI, era um exemplo de falta de fair-play, foi escolher um caso do Benfica. E havia vários do SCP para escolher.

Ou seja, ao caracterizar a "deslealdade" com um exemplo de um clube rival, acabou por tirar a discussão do que pretendia, para a centrar nos detalhes "irrelevantes".
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De Borges Coutinho a 16.07.2019 às 09:59

Como sempre, caro Nação Valente, um post interessante e com boa nota artística.

Mas no cerne a situação que descreve do Eusébio é apenas e somente... mercado.

Isso da palavra dada, se é que foi mesmo dada (a versão do Eusébio é bem diferente), nos negócios nós bem sabemos o que vale... bola! O contrato estava assinado? Então que não se queixe a parte queixosa.

Foi assim que perdemos Jardel, Danilo, Falcão, James Rodriguez, sei lá quantos mais, para o Porto.... casos destes, em que um jogador estava "apalavrado", o que significa livre de assinar por quem quisesse, são cogumelos no mundo do futebol.
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De Anónimo a 16.07.2019 às 10:15

Comentário apagado.
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De Borges Coutinho a 16.07.2019 às 10:32

Fico feliz que o Sporting nunca desviou nenhum jogador que já estavam "informalmente comprometidos" com outros clubes, incluindo o Benfica.

Estas coisas só acontecem deste lado, onde só há vigaristas, ladrões, e a parte má da sociedade, e não desse, onde só há gente íntegra, anjinhos e criaturas impolutas.

Há uma linha que separa o céu e o inferno: a 2ª Circular.
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De João a 16.07.2019 às 10:49

Nunca disse uma verdade tão grande!!!
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 13:46

BC,
Pode especular como entender, mas não viu escrito no meu texto, nada do que escreveu neste comentário.
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De Indiana Julio a 16.07.2019 às 15:24

essa do fazer -se do coitadinho , do marginalizado , do incompreendido na forma sarcástica e carregada de hipocrisia é a cereja no topo do bolo quando os adeptos lampiónicos deixam escapar o estalar do verniz e demonstram a real a sua real forma de estar na sociedade do desporto em Portugal.
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 13:39

Borges Coutinho,

Em certo sentido tem razão. No caso Eusébio, dado com exemplo, da falta de ética no mundo do futebol, o Sporting considerou que o jogador lhe pertencia e deixou-se dormir na forma. Outros casos idênticos aconteceram e acontecerão. É o mercado, pois é, mas devia ser um pouquinho mais regulado, e não refém do total oportunismo.
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De Hugo Gomes a 16.07.2019 às 16:41

Nacao valente como se pode regular? E visto por outro lado como se pode destinguir um aliciamento de ex: sou sportinguista ferranho e ponho o meu filho nas escolas do spor6ting aos 7 anos, e ele vai evoluindo muito e descobre-se que ele até tem jeito, quando ele faz 14 anos mudo o para o slb ( somente ponho slb, pois parece me que nos un5imos anos é a escola que tem mais saida) e mudo o para a escola do slb por me parecer que é o melhor para o meu filho. Acho que os clubes grandes estão sempre em vantagem pois é diferente por um miudo nas escolas do Sporting ou pôr nas do Sporting de Espinho, como aconteceu com o Ronaldo da Madeira mudou para o Sporting, isso terá sido aceitavel? E se ele não tivesse singrado? Todos os anos longe da familia e da cidade natal para nada? As criancas serão sempre abusadas (infelizmente) pois o futebol é uma industria que faz muito dinheiro e cilindra muita gente pelo caminho.
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 17:50

Hugo Gomes,

Compreendo o seu ponto de vista, mas existem dois planos a ter em conta. Quando a criança ou o jovem vem de um clube pequeno e procura uma estrutura mais avançada onde possa evoluir é uma coisa. Quando troca um grande por outro grande é outra. As razões podem ser várias. Se os pais acham que o clube B forma melhor que o A e decidem fazer essa mudança tudo bem. Quando essa mudança é feita por aliciamento com base em dinheiro acho errado. Até porque não vejo grandes diferenças entre a formação dos "grandes". O que vejo é mais ou menos dinheiro.
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De Hugo Gomes a 16.07.2019 às 19:33

Eu tambem não vejo grande diferença nas formações vejo é diferenca no depois e a partir dos 14 anos já comecam a pensar qual o clube que lhes dá mais opurtunidades de ganhar dinheiro furturamente e neste momento é o Benfica e aí os pais comecam a pensar mudar, acho que não precisam de oferecer dinheiro e aí é os outros grandes não estão a conseguir acompanhar
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De Anónimo a 16.07.2019 às 11:21

Comentário apagado.
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De Hugo Gomes a 16.07.2019 às 11:49

Jose Silva onde voce foi buscar que o benfica era o clube do regime? Deixem de matar a historia por favor, uma estupidez repetida muitas vezes não se torna um facto. Aja pachorra
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De Rui Gomes a 16.07.2019 às 13:02

O comentário do leitor José Silva foi apagado. Por razões que me ultrapassam completamente, ele recusa identificar-se como compete. Já o alertei inúmeras vezes. Enfim...
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De Hugo Gomes a 16.07.2019 às 16:52

Rui Gomes se um dia fosse possível poderia por um post a explicar a muita gente que todos os clubes grandes durante a ditadura tinham gente do regime, pois se não tivessem o governo arranjava maneira de os fechar, que Portugal vivia em ditadura e Salazar controlava o país e tenava controlar a sociadade, mas que em todos os clubes havia tambem gente que lutou contra a ditadura e todos os clubes tem situacoes que ajudaram à liberdade.por isso dizer que este ou aquele clube que era do regime é simplesmente estupido.
Ps- peco desculpa de ter saido do tema
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De Rui Gomes a 16.07.2019 às 17:19

Não sei se esse assunto merece ser mais debatido. Há opiniões formadas há muito tempo, especialmente por aqueles que viveram em período do nosso País.

Para nós, nada nos fará mudar de parecer sobre qual era o clube do regime!
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De Rui Gomes a 16.07.2019 às 17:20

Perdão, queria dizer "esse período"...
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De Mateus a 16.07.2019 às 12:02

Oh Zé da Silva, escrevinhaste isto antes ou depois do almoço?
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De RCL a 16.07.2019 às 12:28

Eusébio vinha para o Sporting. Ponto
O irmão de Eusébio, seu empresário, desentendeu-se com Brás Medeiros que além de não disponibilizar a quantia pedida de luvas queria que Eusébio viesse à experiência. o Expresso contou a história que eu conhecia de um moçambicano que jogou no Sporting de Lourenço Marques no tempo de Eusébio. Um lampião antecipou-se e terá dobrado o valor das luvas.
O que Eusébio nunca contou , foi barrado no clube benfiquista de Lourenço Marques(Operário), hoje Maputo.
Eusébio é da formação do Sporting de Lourenço Marques, filial do SCP.

Se, com espero, João Félix atingir o estrelato terá que ficar ligado à formação do FCP(SETE ANOS).
sl
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 13:43

É isso, caro RCL, O Sporting ficou a dormir, enquanto o Benfica lhe pôs muitos contos na mão. Para uma família pobre isso é muito relevante, mesmo na época em o futebol não era o que é hoje.
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De Greenlight a 16.07.2019 às 12:39

Os cartilheiros encartados da Tv quando não conseguem explicar as transferências, o que acontece muitas vezes, recorrem à palavra Mercado, a palavra mágica, que explica o inexplicável, nomeadamente os negócios em que intervêm pessoas de alto gabarito, algumas com passado de delinquência comprovado. Os adeptos do Slb, que comentam no CL, seguem o mesmo caminho, pois muitos dos negócios do "Glorioso" não têm explicação lógica e alguns contradizem a narrativa oficial. São um clube formador mas vão caçar (para não dizer roubar) as jovens promessas (alguns mais que promessas) aos outros clubes, a estratégia é simples, compram o produto já feito, embalam na estação de empacotamento do Seixal, fazem uns jogos na equipa principal e JM vende o pacote com o rótulo Premium. Pelo meio desta brilhante estratégia, rumo à conquista da Europa, o Slb compra (a um prço alto) uns suplentes dos colossos europeus e o péssoal fica algo confuso. É o Mercado...
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De Rui Gomes a 16.07.2019 às 12:40

Meus caros benfiquistas,

Não é minha intenção envolver-me neste debate sobre o Eusébio, assunto muito antigo e já debatido à exaustão.

Noto, no entanto, que quase ninguém aqui tem conhecimento dos factos do caso, é tudo assente em paixões, opiniões e informações em segunda/terceira mão.

A história da vinda do Eusébio para Portugal e eventualmente para o Benfica, não é subjectiva. Há longo que foi completamente comprovada.

Acontece, no entanto, que privei com o Eusébio muitas vezes e acreditem se desejarem que a última pessoa a saber relatar o caso com exactidão era o próprio. Com o passar dos anos, a linha entre a mentira, o exagero, a ilusão e a verdade, tornaram-se indistinguíveis.

Além do mais, convivi com pessoas que acompanharam o caso pessoal e directamente na altura. O Hilário já clarificou mais do que uma vez o que ocorreu, salvo, possivelmente, alguns detalhes.

Tudo o resto passa a ser um mito, passado de pessoa para pessoa, sempre com novos contornos mediante a paixão clubística.
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De Jose Antonio a 16.07.2019 às 13:12

Caro Rui Gomes, concordo em absoluto.
Neste caso pode-se muito bem aplicar aquele adágio popular:
Quem conta um conto acrecenta-lhe um ponto.
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De Hugo Gomes a 16.07.2019 às 16:45

Rui Gomes o Eusébio sempre foi admirado pelas suas pernas e seus golos, nunca pela sua boca pois desde o marisco tremoço, nunca ninguem Lugo muito al que ele flava.
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De Rui Gomes a 16.07.2019 às 16:59

O Eusébio fora das quatro linhas era um Eusébio muito diferente, mas, concordo, todos nós o apreciámos pelos seus dotes no relvado.

Já contei esta história há uns anos atrás. Tive escritório e cheguei a residir em Hong Kong durante uns anos. Na minha primeira viagem, em 1987, hospedado então no Hotel Sheraton, em Tsim Sha Tsui, fui questionado por um funcionário quanto à minha nacionalidade.

Bem... "nasci em Portugal", respondi eu. Ele replicou... "Oh... Eusebio"!

Nunca me esqueci e fiquei orgulhoso, como português. Infelizmente, anos mais tarde, perdi o respeito todo pelo homem, embora sem esquecer o futebolista.

O Mundial de 66, nas minhas memórias, só é acompanhado pela Taça das Taças do Sporting.
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De antonio a 16.07.2019 às 13:54

Nao consigo compreender o que há de mal. Cada um salvaguarda o seu negócio, que é um negócio desportivo e obviamente tem que dar lucro financeiro, senao mais vale fechar as portas. Se o Benfica reconhece talento óbvio num jogador jovem e nao o quer ver noutro clube, que lute por ele.
Agora, se o LFV quer ir buscar jovens apenas para provocar o adversário, entao sim temos um problema sério, onde se mexe com a carreira de jogadores para bel-prazer do rei Sol.

Andamos a fazer uma tempestade num copo de água para que?
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 15:27

António,
Cada qual luta pelos seus interesses desde que seja com armas legais. Se um clube, seja qual for, aliciar jogadores com dinheiro abaixo da idade de trabalho legal, comete ilícito.
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De Chakraindigo a 16.07.2019 às 22:03

Caro Nação Valente,
Embora compreenda o seu ponto de vista, estes casos de que fala estão longe de configurar um caso assim tão grave.

Se o compararmos com as academias criadas pela China para que os seus atletas ganhassem supremacia nas medalhas dos jogos olímpicos de Pequim, ou o caso das ginastas de vários países, com treinos bi-diários de 4 horas, um regime espartano, e total controle psicológico e físico sobre essas crianças prodígio, com consequências irreversíveis na sua feminilidade, então sim, estamos a falar de escravatura e dominação por interesses pouco recomendáveis.

A alta competição, hoje em dia, é uma saída para as famílias dos atletas prodígio, desde o ténis, o basquetebol, o xadrez, futebol e por aí fora.

E essas famílias escolhem os que oferecem melhores condições, começando muito novos a ser dominados por empresários (algumas vezes os próprios pais), e só depois por clubes.
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De Naçao Valente a 16.07.2019 às 23:07

Eu sei que existem essas práticas que refere. E também já existiram na Europa em tempos idos.
Quando eu era criança entrava-se no mundo do trabalho após a conclusão da chamada instrução primária e às vezes antes. A expressão trabalho infantil nem era utilizada.

Entretanto o mundo mudou, mas parece que nem tanto. A exploração do trabalho infantil continua em certos países. E mesmo em Portugal onde é proibido há exemplos recentes de ter sido (ou ainda ser) utilizado clandestinamente.

O trabalho infantil, na Europa, configura um ilícito. A formação de crianças nas escolas de futebol começa cada vez mais cedo. Muitas vezes por incentivo dos pais que veem nos filhos potencialidades que permitirão enriquecimento rápido. Mas essa formação até à idade de entrar no mundo do trabalho não pode ser remunerada. Se alguém o faz com mesmo com consentimento do lesado, porque vê uma hipótese de futuras mais valias, não está a infringir a lei?


A questão é que não falamos apenas de formação desportiva vocacionada para o êxito. Falamos de exploração consentida que implica dinheiro para muita gente. Não é grave. Bem, à luz da sociedade da ganância em que vivemos talvez não. Como a formiga no carreiro, vou em sentido contrário.

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De Chakraindigo a 16.07.2019 às 23:16

Caro Nação Valente,
Isto daria um bom debate, desde logo, o que é remuneração - pagamento de colégios internos, táxi à disposição para transporte casa/academia, uma "bolsa" de formação, compensação financeira aos pais por "disponibilizarem " o produto, perdão, o filho, etc etc...

mas o que lhe posso dizer é que faz muito bem em ir em sentido contrário - como diria o Mahatma, "torna-te a mudança que queres ver no Mundo".
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De Naçao Valente a 17.07.2019 às 00:41

Caro Chakraindigo


Sem conhecer em concreto a situação, penso que o tipo de remuneração que refere, excluindo compensação financeiras aos pais, não é generalizável. Varia de caso para caso. tenho um sobrinho-neto que frequenta, (deixou à pouco as fraldas), uma escola do Sporting longe de Lisboa. Anda lá porque a mãe sportinguista ferrenha, assim quer. Se tem ou não jeito logo se vê. Nunca perguntei, mas acho que não tem qualquer benesse, nem sei se paga algo.


Pagamento de transporte, ajuda para formação escolar, com limites, até admito. Forma-se o homem e não apenas o atleta. O que acho excessivo para não dizer outra coisa, é o que chama de compensação financeira aos pais. Para além do eventual ilícito, fomenta a corrupção e a desigualdade. Pode um clube, seja qual for, arregimentar, por ter mais dinheiro, todos os prováveis "craques". Admirável mundo novo.

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