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Este é o meu terceiro artigo sobre a actividade dos fundos de investimento no futebol, o último dos quais intitulado "A problemática dos fundos".

 

A FIFA anunciou recentemente que vai avançar com a proibição de partilha de passes de jogadores entre clubes e fundos de investimento, medida esta, que se for concretizada, poderá colocar em sério risco a existência desses grupos e que, na óptica de alguns observadores, afectará o futebol português mais do que muitos outros.

 

Há já algum tempo que Michel Platini - presidente da UEFA - anda a exortar Joseph Blatter - presidente da FIFA - para ter a coragem política para lidar com o problema. Apesar do impacte mediático destas considerações, não podemos deixar de questionar a sinceridade de intenções e a praticabilidade da respectiva implementação. Ao fim e ao cabo, Blatter fez esta mesma promessa em Outubro de 2007 sem efeito algum, e o próprio também já admitiu que a anunciada proibição não será imediata, porque requer um período de transição ainda por definir. 

 

A modalidade é proibida em Inglaterra, França e Polónia, mas está significativamente em voga na América do Sul, nomeadamente na Argentina e no Brasil, e na Europa é particularmente comum em Portugal e Espanha, muito pela influência do empresário português Jorge Mendes.

 

No centro da contenda está a autonomia dos clubes que, sem recursos financeiros próprios, recorrem aos fundos de investimento para a contratação de atletas que lhes permita atingir alguma paridade competitiva com os galácticos do universo futebolista. Podemos evocar as bem conhecidas circunstâncias dos três grandes portugueses, mas, em Espanha, a situação é idêntica, a exemplo do Atlético de Madrid, que, sem os fundos, nunca poderia competir com o Real Madrid e o Barcelona.

 

A modalidade, no seu actual formato, ameaça igualmente a integridade do desporto, mancha a sua imagem e representa uma sombra muito negra quanto à sobrevivência financeira dos clubes. Cada vez com mais frequência, os passes de jogadores são propriedade de empresas opacas, geridas em paraísos fiscais e controladas por figuras anónimas, que garantem enormes margens de lucro a quem nelas investe.

 

Mas será mesmo que a proibição dos fundos de investimentos afastará os clubes de endividamento ?... Se um clube pretender comprar um determinado jogador e não tiver dinheiro, o que é que impede esse clube de se dirigir a uma instituição bancária ou a um investidor particular para financiar a operação, em parte ou na totalidade, comprometendo-se a pagar mediante determinados prazos e condições ?... Não é evidente, neste momento, que medidas a FIFA poderá tomar neste sentido, até porque poderemos argumentar que sem acesso a crédito, a vasta maioria de clubes de futebol desaparecerá do mapa.

 

Há quem entenda, com razão de ser, que a solução ideal recai sobre a implementação de um sistema regulador rigoroso que impedirá terceiras partes de exercer controlo sobre os atletas e influenciar as operações dos clubes, ou seja, que permita a estes preservar a sua total autonomia e, por consequência, a integridade do desporto, mas sem eliminar totalmente o mecanismo através do qual os clubes menos ricos têm acesso a meios para atingir um elevado nível de competitividade.

 

A realidade nua e crua é que a actual situação extrema por um exagero perigoso devido, exclusivamente, à inaptidão tanto da FIFA como da UEFA, que, ao longo dos anos, se mantiveram nas linhas laterais a observar o desenvolvimento do "monstro", e não obstante a actual exposição mediática, o futuro ainda tem muito, quase tudo, por esclarecer. Isto, sem desculpabilizar os próprios clubes, que foram imprudentes e irresponsáveis nas suas gestões, de certo modo a exemplo do consumidor comum que, com um cartão de crédito na mão, despende além das suas possibilidades e sem medir as inevitáveis potencialmente desastrosas consequências.

 

publicado às 02:50

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29 comentários

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De rraleixo a 28.09.2014 às 15:23

Não podia estar mais de acordo com o pos Deserto Lion. Acho que o ultimo parágrafo que escreveu um óptimo resumo da situação.

Acho que a proibição dos mesmos fará o desporto retroceder uns 10anos em termos de competividade dos clubes adeptos dos fundos o que de algum modo punha alguma justiça no desporto pelo menos, como diz no post, até estes arranjarem um novo malabarismo para se financiarem nas aquisições.

Também estou com um pé atrás relativamente á aplicação destas promessas já que os interesses são muitos e o poderio financeiro destes ainda maior.

SL
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De Rui Gomes a 28.09.2014 às 16:01

Caro RRAleixo,

O post é meu e não do Desert Lion. Não é que seja importante, mas o esclarecimento deve ser feito.
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De RRAleixo a 28.09.2014 às 16:45

Então peço desculpa Rui, tinha ficado com a idéia à 2posts penso eu que tinha dito que o Desert ia escrever um post sobre isso e como tem colocado alguns posts por eles devo ter feito confusão. É só ler-se Rui Gomes em vez de Desert Lion no 1º paragrafo.

SL
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De Rui Gomes a 28.09.2014 às 17:01

Como já disse, não tem importância. O meu colega está a preparar um texto sobre o fair-play financeiro da UEFA.
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De sergiom a 28.09.2014 às 15:58

Quem não tem dinheiro não tem vícios.

"Cada vez com mais frequência, os passes de jogadores são propriedade de empresas opacas, geridas em paraísos fiscais e controladas por figuras anónimas, que garantem enormes margens de lucro a quem nelas investe."

Este parágrafo por si só apresenta o porquê de os fundos estarem no futebol a denegrir a imagem deste. Desde quando uma empresa opaca, pode ser credível?

Qualquer dia a senhora de mercearia vai recorrer a um fundo porque o hipermercado da cidade está-lhe a roubar os clientes. O cenário é mais ou menos este.

Evidente que os mais fortes terão de ser mais fortes e os mais fracos não têm de branquear a sua situação com recurso a quaisquer meios.

"Se um clube pretender comprar um determinado jogador e não tiver dinheiro, o que é que impede esse clube de se dirigir a uma instituição bancária ou a um investidor particular para financiar a operação"

Nada impede o clube de se dirigir a uma instituição bancária, mas também não é certo que do outro lado a resposta seja afirmativa ao financiamento da operação.
Não creio em instituições bancárias ou particulares a emprestarem dinheiro a quem nem as dividas que tem atualmente consegue pagar.

"os clubes menos ricos têm acesso a meios para atingir um elevado nível de competitividade."

E isto não é também escamotear a realidade?!

O problema é agora com os clubes que estão com planteis completamente entregue aos fundos. Desatar esse nó não vai ser fácil.

Mas também creio que este anuncio da fifa é só teoria, porque da teoria à pratica vai uma grande distância.
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De sergiom a 28.09.2014 às 16:02

Escrevo assim porque eu em minha opinião sou completamente contra os fundos. Para o bem ou para o mal cada um tem de lutar com as armas que tem.

Em vez de investirem em fundos, invistam nas formações e em boas equipas de scouting. Considero que em Portugal fazemos esse trabalho muito bem.
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De Rui Gomes a 28.09.2014 às 16:13

Cãro Sergiom,

A questão é complexa e, evidentemente, de resolução muito problemática.

A realidade é que os clubes portugueses, neste caso concreto, terão de abandonar quaisquer objectivos fora fronteiras - já para não invocar a qualidade do futebol que será praticado em termos nacionais - sem acesso a crédito. Pensar o contrário é mera ilusão.

Acho que a solução encontrar-se-á no centro dos dois extremos, em que possam continuar a existir os meios para os clubes com menos recursos tentarem manter-se competitivos sem recorrer a gestões irresponsáveis. Mesmo hoje, o abismo entre os que têm e os que não têm já é enorme, e mais acentuado ficará se medidas radicais forem implementadas.

Os clubes ingleses podem-se dar ao luxo da proibição, pelo poderio económico do país e as receitas daí provenientes. Um recém-promovido à Premier, recebe 4/5 vezes mais em direitos televisivos do que quaisquer dos históricos três grandes em Portugal. Isto, um mero exemplo.
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De Guilherme Rosado a 28.09.2014 às 23:59

Boa noite.
Caro Rui respeito o seu ponto de vista, mas discordo dele. Os clubes podem perfeitamente ser competitivos sem recorrer a fundos, apostando na formação de jogadores. Veja-se o caso do Sporting em que nenhum dos seus actuais titulares foi adquirido com recurso a fundos. As percentagens dos jogadores que não pertencem ao Sporting foram negociadas quando eles já eram do clube e no caso de uma futura venda o Sporting receberá apenas parte do valor da transferência, saindo prejudicado na medida em que apenas o clube suporta as despesas (vencimentos, seguros, apoio médico, formação, etc). O fundo aparece apenas na altura de receber, por vezes com lucros astronómicos.
Outra parte do problema é que não são conhecidos os nomes das pessoas envolvidas neste negócio, nem sequer a origem do dinheiro. Poderemos ter um jogador na nossa equipa controlado pelos nossos rivais. Um bom exemplo deste problema é o caso recente do Marcos Rojo em que tudo aponta para que o fundo tenha forçado a saída do jogador.
Penso que os fundos, a longo prazo, servem para afundar ainda mais os clubes. Também retiram credibilidade às competições afastando publico e tele-espectadores.
SL
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De Rui Gomes a 29.09.2014 às 00:10

Concordo genericamente com o seu ponto de vista, tendo em conta o actual estado das coisas. Contudo, é preciso não perder de vista que o investimento dos fundos é de grande risco e muitos jogadores não chegam a valer o valor do investimento. Nós só ouvimos dos negócios lucrativos.

Além do mais, o fundo só receberá os valor relativo à sua percentagem. O clube controla totalmente essa percentagem.

De resto, com o respeito que me merece, é uma ilusão pensar que o Sporting, ou outros, poderá ser competitivo ao nível desejado, assente apenas na formação.

Por tudo isto reitero que o essencial é regulamentação rigorosa. A FIFA e a UEFA "falam" muito mas nunca as vi oferecer oferecer soluções aos clubes para atingirem maior competitividade.
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De Carlos N.T. a 29.09.2014 às 00:43

Como é mesmo aquele velho ditado........ A necessidade aguca o engenho

Formacao---- o país nao é só Lisboa
Treinadores----mais....... e especifidade
Scouting----- o mundo nao é so ......
Marketing----- dentro e fora do país.... há sportinguistas por esse mundo

Na verdade, a mim admira-me como os clubes grandes portugueses nao sao ainda maiores......por exemplo: Valencia, Totenham, Chelsea, Arsenal, etc... tem menos adeptos ...
O que é.....que nos falta ??? Engenho!!! .... Marketing e nao um mecenas
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De Rui Gomes a 29.09.2014 às 00:54

Meu caro,

Falta-nos uma outra mentalidade e um país com uma outra estrutura. Outro problema, em termos desportivos, é que o adepto português associa-se mais à paixão clubista do que ao futebol, por si.

Quando diz que esses clubes têm menos adeptos, não sei bem a que refere, mas é apenas teórico, porque os nossos supostos 3 milhões nunca preenchem a capacidade do Estádio.
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De Carlos N.T. a 29.09.2014 às 01:14

Estrura país.. por isso escrevi, mundo
Paixao clubística, perfeito...em todas ex-colónias e comunidades portuguesas há sportinguistas (Os 3 milhoes mencionados. Os outros nem supostos )
Mentalidade.. por isso falei em engenho e talvez seja aqui o maior problema
Pois eu acho e vejo o que outros fazem..... marketing, do bom :) Que aprendam com os ingleses e americanos..que na minha opiniao sao os melhores em marketing desportivo....

O nao encher o estádio.. bom será que os adeptos sportinguistas estao mesmo espalhadíssimos :) por esse país fora ?? No mundo??
Será mesmo que o Sporting é mesmo de Portugal ?? Talvez resida aí um pouquinho do problema
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De Carlos N.T. a 29.09.2014 às 01:20

LOOOL !! Por vezes esqueco-me de umas vírgulas e obrigo aqui os sportinguistas a um exercício mental suplementar.. É a pressa ou é do teclado :) ou azelhice LOOLL !!
Desculpem..
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De jose a 29.09.2014 às 10:47

Caro Rui,
Face as noticias que tenho lido na relação dos fundos com o sporting não vejo onde está o risco. No caso do Rojo, se valorizar, todas as mais valias referentes a percentagem do fundo reverterão para este, se houver prejuízo, o sporting terá que pagar o investimento não sei se com juros ou sem juros. Ainda que seja sem juros onde é que está o risco neste exemplo? O fundo não paga salários, não paga riscos, não paga seguros, etc, etc?

Os fundos estão cada vez mais ricos e estes têm proliferado porque na maioria dos dirigentes são parte interessada nestes fundo.

Se acabarem com eles é um favor que fazem aos clubes, provavelmente alguns dirigentes será com tristeza o fim dos fundos.
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De jose a 29.09.2014 às 11:18

oops..
Onde escrevi o verbo no futuro, devia ser no passado...
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De Zargo a 28.09.2014 às 17:34

Os procedimentos e estratégias dos fundos parecem ser incompatíveis com a legalidade desportiva, principalmente quando ligados a mais do que um clube do mesmo campeonato/liga. No entanto, estou convicto que até se conhecer um mecanismo mais justo e adequado, esta será a melhor fórmula para muitos clubes irem sobrevivendo ao mais alto nível. Refiro-me a campeonatos como o português, mas também a determinados clubes como o Atlético de Madrid.

Surpreende-me que em sociedades liberais, de um ponto de vista financeiro e da contratação de funcionários, se possa limitar para além de certo ponto o recurso a entidades financeiras que permita a contratação de futebolistas com um determinado currículo desportivo. E, sinceramente, para além de uma regulação que se tornou necessária perante os exageros entretanto praticados, não imagino os senhores Blatter ou Platini a interferirem demasiado na livre circulação de capitais e na contratação de jogadores de futebol.

Não me agrada este cenário que ainda sou, com exagero, do tempo da baliza às costas e das botas de futebol com travessas. Mas, esses são os sinais deste tempo.
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De Rui Gomes a 28.09.2014 às 18:43

Como já indiquei, entendo que a solução encontrar-se-á em regulamentação rigorosa, tanto para minimizar os extremos a que os clubes recorrem a crédito e, em simultâneo, reduzir a influência no futebol por parte dos investidores.

Não vejo de bons olhos a eliminação radical e total.
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De Julius Coelho a 29.09.2014 às 00:28

Boa noite a todos
Este tema dos Fundos sinceramente vejo-o claramente como um cancro no futebol uma janela aberta para os variados esquemas obscuros que levam e de várias formas a ludribiar a verdade desportiva.
E nao é por acaso que aparece agora Blatter com a promessa que vai haver mudanças radicais, Blatter tem guardado alguns assuntos ( aceitação dos meios electronicos no futebol e agora esta afirmação de que estará para breve o fim dos Fundos) propositadamente para o timing certo da campanha para a sua reeleiçao como presidente da FIFA.
À que decidir o caminho a levar, o que aparenta maior garantia de transparencia ou por uma direção mais acidentada, nublosa, muito pantanosa em que assusta a própria FIFA que correrá riscos de perder parte do seu controle em todo o sistema que envolve esta industria de milhões.
Os Fundos têm feito um pleno aproveitamento da falta de regras para a sua actuação, e avançaram minando e envolvendo já uma fatia muito visível do futebol Mundial.
A FIFA demorou a reagir e neste momento já vê nos fundos um inimigo futuro e poderoso, o aparecimento de uma base perigosa, um novo sistema de poder a colidir com o sistema e controle absoluto da FIFA.
As vantagens que os Fundos aparentam dar a alguns clubes sem capacidade financeira são puros engodos , clubes que irão ficar cada vez mais frágeis, mais dependentes a servirem unicamente de postos de passagem para as constantes negociatas desse Fundos.
Permitir os Fundos será acabar com o futebol , com a transparencia, será a transformaçao de muitos clubes em satélites dos poderosos, será o fim das Academias, o fim definitivo do amor á camisola, teremos um mundo de futebol artificial mais aproximado da play station. As equipas apresentarão uma maioria de jogadores emprestados, colocados obrigatóriamente, os treinadores terão antes dos jogos na cabine um papel vindo da" base "a indicar quem vai ter que pôr jogar, os clubes ficarão mais pobres e "alguem" irá enriquecer até ficar a cagar plata.
Isto sem abordar outras coisas que o poder desses Fundos explora e tira partido criando uma base de apostas nos resultados dos jogos. Claramente uma Máfia vinda do futuro com organizaçao muito avançada.
Não pode haver ingenuidade nestas decisões, com tantos e tantos milhões não acredito na boa fé e nos bons princípios.
Ou cortam definitivamente ou caminharemos para o.......caos.
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De Rui Gomes a 29.09.2014 às 00:47

Tudo bem. Como já disse a outro leitor, considerando o actual estado das coisas, os fundos representam um elemento destrutivo para o futebol. O que eu sinto alguma dificuldade em compreender, é a não alternativa de regulamentação rigorosa.

Dizer que está mal é óbvio, mas onde clubes como o Sporting e outros vão poder competir sem ter acesso a crédito - seja este via fundos ou outras fontes de investidores - é que não aparecem sugestões.

E, muito sinceramente, pensar que a formação é suficitente, é não reconhecer a realidade do futebol da actualidade.

A exemplo do que acontece neste momento no Sporting, muitos jogadores (a maioria baratos) foram adquiridos sem recorrer a fundos, mas o crédito teve de vir de algum lado, porque é por de mais evidente que o Sporting não os pagou todos a pronto.
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De Julius Coelho a 29.09.2014 às 01:07

Rui com os Fundos quem tiver melhores amizades safa-se quem nao as tiver será mais prejudicado ou seja quem aceitar alinhar nos "esquemas" terá "ajudas" quem nao aceitar só terá entraves.
As dificuldades haverá sempre nas duas formas com fundos ou sem fundos, mas é preferível ficarmos só dependentes das "nossas capacidades" e só a depender das regras universais do Futebol, com os fundos se alguém nos quiser destruir poderá fazê-lo com muito mais facilidade e nada os poderá impedir. Será a lei do velho Oeste.
É sensível pensar-se em regras mesmo bem defenidas para os fundos poderem continuar será sempre uma janela perigosa, Quizá estabelecer um limite de investimento na compra do passe que nunca seja superior ao investimento do próprio clube podería ser uma das soluções, mas creio que desta forma tornar-se-ía um negócio desinteressante para os fundos e claro está ficarem sem qualquer autonomia nas negociações com sanções bastante pesadas caso o façam.
Os fundos e as pessoas que estão por trás desses fundos viram no futebol um autentico furo.
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De Julius Coelho a 29.09.2014 às 01:25

Veja o caso do Benfica um dos mais estranhos, têm a Benfica Stars Found como fachada para entrar no negócio nas varias compras de passes dos seus jogadores mas este fundo é alimentado por ligações a outros fundos desconhecidos e pior ainda são desconhecidos os rostos das pessoas que estão por trás desses fundos.
O jogo assim nao fica claro é inaceitável uma situaçao destas á escala Mundial, seria o caos do futebol como indiquei.
Os fundos necessitam e servem-se dos agentes oficiais dos jogadores para as "manobras" por esse motivo alguns agentes estão a ficar quase donos do Mundo, é o nascimento de uma industria paralela mas esta sem qualquer tipo de controle.
Andam as finanças da Europa ,de Portugal a perseguir sem piedade os desgraçados que devem 100€ de qualquer infraçao ou de imposto e depois permite-se estas monstroisidades de negociatas que envolvem milhões branqueados.
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De Carlos N.T. a 29.09.2014 às 01:46

Markteting ..

Que tal apostar em turismo desportivo.
Que tal apostar em circuito fechado via internet, com oferta de visualizar treinos (os abertos) e afins..e ver e ouvir o que Bruno diz LOOOLL !!!

Agora é, os precos serem super acessíveis, quero dizer, baixíssimos. Apostar na quantidade e nao no preco exorbitante, como é costume em Itália, Portugal, por exemplo. .
Sao ideias malucas !!! pois é, o Facebook e o WhatsApp também eram. Agora até parece fácil... Isso é engenho

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De Carlos N.T. a 29.09.2014 às 01:50

Estou a dar dicas públicas em demasia.... Depois nao se admirem se algum nao sportinguista, as aproveita :)
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De Mike Portugal a 29.09.2014 às 09:33

Eu acho que o que vai acabar por acontecer é que os fundos ao não poderem ter % de passes de jogadores irão fazer contratos com os clubes para receber mais valias nas futuras vendas e assim poderão continuar a participar na "vida" dos clubes. Há sempre forma de dar volta à questão.
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De L a 29.09.2014 às 11:33

Também havia uma afirmação no post do clássico:

“A ser verdade esta poderá vir ser a grande vitória do D.Quixote Bruno de Carvalho.”

E se bem que entenda que não há matéria nenhuma que não deva ser discutida com elevação, deixo hoje as questões que a afirmação levanta de pronto:

O que é que uma discussão tão antiga no seio dos principais organismos que tutelam o futebol e que envolve os fundos de investimento tem a ver com o facto do D.Quixote Bruno rasgar contratos? O próprio D. Quixote disse à Sky que não tem nada contra os fundos, na generalidade. Ou a Traffic será assim tão diferente da Doyen? E ainda disse algo mais curioso, que os clubes é que são os verdadeiros donos do destino dos jogadores. Só isso justifica também uma manobra muito utilizada em Portugal e sem qualquer sustentação legal, as famosas cláusulas que limitam o reingresso nos rivais.

Ainda andava o D.Quixote a tentar digerir o fracasso da primeira tentativa de golpada – no Centenário – e o Sporting já tinha um presidente, JEB, que se mostrou sempre frontalmente contra os fundos. E depois pagou sozinho 6M pelo Pongolle. Tal como o Rui Gomes já lembrou, quando a discussão rebentou no seio da UEFA o saldo dos fundos de investimento no futebol até era muito negativo.

É muito redutor discutir só o aspecto mais financeiro dos fundos, ainda por cima sem conhecer cada contrato per si, como opções de recompra, risco, etc, etc, etc. E nem foi sequer o aspecto que mais levantou a discussão no seio da UEFA. O problema maior do Sporting e que pode vir a custar muito é que ninguém acredita que o Rojo não queria jogar no Man United.
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De Petinga a 29.09.2014 às 16:08

De volta de férias, comento aqui. Espero nao ser acusado de já chegar tarde...

A questao dos fundos é complexa sim senhor. Nao teria atingido as proporcoes que atingiu se tivesse havido regulacao na altura apropriada e com parametros bem definidos. O problema nao reside na forma de os clubes se financiarem (mais sobre isto abaixo) e com isso serem ou nao mais competitivos, mas por um lado na origem muito duvidosa da maioria dos fundos e, sobretudo, nas pressoes que os mesmos exercem sobre o funcionamento dos clubes de futebol.

Como se escreve, os clubes nao vao deixar de recorrer a dinheiro de terceiros para contratarem os jogadores que desejam. Agora, por um lado eu acho que se esse dinheiro vier de entidades bancárias (e nao de offshores para lavagem de dinheiro ou associados a casas de apostas desportivas) a coisa vai ficar mais fino.

Por outro lado, sobre a questao de competitividade: a última equipa Portuguesa que venceu a Champions League precisou de algum fundo? A sua constituicao foi um rombo financeiro para o clube em questao? Segundo me lembro foi formada essencialmente por jogadores portugueses (afinal é possível) e, na sua maioria, contratados a equipas de segundo plano em Portugal ou (em casos pontuais) até rejeitados pelos seus clubes de formacao (Maniche, Nuno Valente...).

Porque é que nao se volta a formar uma equipa de clube com alcance internacional com recurso a formacao de jogadores e/ou bons talentos da liga Sagres (basta ver jogos que nao envolvam os 3 grandes para descobrir, aqui e ali, um ou outro jogador interessante)? Para mim a resposta é dupla: por um lado, é preciso treinadores geniais (para fazer de um Fabio Coentrao desterrado na Académica um lateral de 30 M€ do Real Madrid nao basta querer... é preciso saber), e isso já percebemos que nao é propriamente um dom universal (quantos de entre os últimos 15 treinadores do Sporting sao/eram realmente de nível técnico excelente?). Por outro, as comissoes resultantes das grandes transferencias sao o verdadeiro entrave. Tenho para mim que mesmo JJ sucumbe facilmente ao apelo de encaixar algum quando entram certos jogadores de fora. Mas isto é uma conversa diferente...

Cumprimentos
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De Rui Gomes a 29.09.2014 às 16:55

Apenas dois reparos:

Primeiro, a vasta maioria de clubes não tem crédito perante a Banca, especialmente para a aquisição de jogadores, nem a Banca está disponível para isso, sem outras garantias.

A indústria futebol mudou muito com o passar dos anos. Esse título do FC Porto foi em 2003/04 e, além de haver muito que se lhe diga àquele plantel, tinha um treinador chamado José Mourinho.
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De Petinga a 29.09.2014 às 18:51

Os reparos sao pertinentes, mas parecem-me ignorar a realidade.
Se os clubes nao teem crédito perante a Banca, isso significará algo? A solucao é, portanto, emprestar-lhes dinheiro por outras vias para que se continuem a endividar? O sucesso desportivo (ou a sua promessa...) vale mesmo tanto que as pessoas prefiram ver os clubes viver acima das suas possibilidades?

A reaccao da Doyen (http://desporto.sapo.pt/futebol/internacional/artigo/2014/09/29/doyen-alerta-para-problemas-com-a-proibi-o-dos-fundos?utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed) vai na mesma linha daquilo que o Rui defende, mas sinceramente parece-me um pouco patética.
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De Rui Gomes a 29.09.2014 às 19:04

Ainda não li o que a Doyen disse e já tenho este parecer há muito tempo. Serei o último a defender os Fundos, mas parece-me ingénuo apontar tudo a eles quando são os clubes que lhes vão pedir dinheiro. Se não existirem clientes, os fundos deixarão de existir.

O que eu contendo, fundamentalmente, seja por via de fundos, a banca ou outros investidores, é que os clubes não sobreviverão sem crédito, e quaisquer mecanismos nesse sentido devem operar sob rigorosa regulamentação.

Ao fim e ao cabo, o actual estado das coisas deve-se somente ao desinteresse e inactividade da FIFA e da UEFA.

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