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Terminou o sonho europeu do leão. E a eliminatória foi mesmo perdida em Madrid após uma exibição distante daquilo que se passou ontem à noite em Alvalade - em que a remontada não foi, decididamente, uma utopia, por aquilo que se viu em campo.

 

O Sporting sai com muita honra da Europa do futebol, vencendo um Atlético de Madrid que, nos últimos quatro anos, só caiu em eliminatórias perante o Real Madrid.

 

Não se podia pedir mais a Jorge Jesus. No meio da missão de paz que tem vindo a mediar entre plantel e presidente conseguiu - sem Piccini, Fábio Coentrão, William Carvalho e Bas Dost (e depois ainda viu-se sem Mathieu numa fase inicial da partida) - estruturar uma equipa capaz de surpreender o vice-líder da Liga espanhola.

 

O melhor elogio que se pode fazer a treinador e jogadores do Sporting é que conseguiram em grande parte do jogo, sobretudo nos primeiros 45 minutos, realizar uma exibição de luxo, a melhor da época, e vulgarizar uma equipa que foi finalista da Liga dos Campeões por duas vezes nos últimos cinco anos.

 

Os colchoneros na primeira parte tiveram zero oportunidades e limitaram-se a ver o Sporting jogar e construir lances claros que lhe podiam ter permitido, pelo menos, chegar ao intervalo com a eliminatória empatada. Acuña, Coates e Gelson tiveram nas suas cabeças golos cantados - principalmente o uruguaio, que viu a bola desviada por Oblak, numa extraordinária defesa do esloveno.

 

A linha de três centrais do Sporting, os setores muito juntos (quase colados para facilitar a reação à perda da bola) e os posicionamentos de Gelson e Bruno Fernandes, um pouco atrás de Montero, confundiam o Atlético de Madrid e deixavam Simeone à beira de um ataque de nervos, sempre a retificar a equipa. Percebia-se que o Sporting tinha as meias-finais ao seu alcance e essa ideia ficou ainda mais clara depois de Montero ter marcado o único golo do encontro num lance em que Oblak avaliou mal e desfez pior o centro de Bruno Fernandes, muito chegado à baliza.

 

À beira do intervalo, com o Atlético encostado às cordas, Gelson teve na cabeça o 2-0 e, visto da bancada, parecia que a bola só podia ter como destino as redes da baliza do Atlético de Madrid.

 

A saída de Bryan Ruiz

 

No segundo tempo claro que os espanhóis surgiram mais pressionantes, mas a primeira real oportunidade só surgiu aos 58 minutos, com Griezmann a testar Rui Patrício numa altura em que o lesionado Diego Costa já tinha sido rendido por Fernando Torres.

 

Faltava um clic, uma pitada de sorte para que o segundo golo acontecesse - e ele podia ter surgido, novamente pela cabeça de Gelson ou por um remate de Montero, que tentou atirar em jeito mas sem força. Aos 70", Jesus, na ânsia de esticar a equipa e forçar o segundo golo, terá cometido um erro de análise ao retirar Bryan Ruiz, que estava a fazer uma enorme exibição ao lado de Battaglia. Rúben Ribeiro nada acrescentou e, com essa mudança, o Sporting desorganizou-se e permitiu que Griezmann se isolasse duas vezes - numa delas Patrício esteve em grande nível.

 

Doumbia ainda foi lançado, Gelson terminou a lateral, mas o Sporting ficou mesmo fora da Europa após uma extraordinária exibição que deve deixar o seu presidente orgulhoso, mas que, vendo bem as coisas, nada vale, pois foi o Atlético a seguir em frente. Resta agora o campeonato, a importantíssima meia-final da Taça de Portugal com o FC Porto e a amenização de um ambiente que, como é óbvio, deixou marcas. E se a bola não entra.

 

Bruno Pires, Diário de Notícias

 

publicado às 13:17

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