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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Fernando Gomes é um vieux routier do desporto português; dirigente do Porto, presidente da efémera Liga de Basquetebol, presidente da Liga de Clubes, presidente da Federação, presidente do Comité Olímpico, influente nas instâncias internacionais.
Conseguiu mesmo a proeza de convencer Portugal a participar num Mundial em modo de subalternidade e cuja utilidade para o país ainda não consegui perceber, mesmo com uma reabilitação, pelo meio, do Estádio de Alvalade.
Esta longa permanência das pessoas em cargos directivos cria hábitos proprietários, o que leva a confundir as instituições com os seus titulares.
Picado no seu orgulho, escorado na sua importância política, Fernando Gomes, que nunca morreu de bons amores pelo estilo Pedro Proença, passa à escala nuclear e larga a bomba atómica de tirar publicamente o tapete à candidatura portuguesa ao importante Comité Executivo da UEFA.
Excerto da crónica semanal de Carlos Barbosa da Cruz, em Record
ADENDA
Pedro Proença não foi eleito esta quinta-feira para o Comité Executivo da UEFA. Assim sendo, Portugal deixa de estar representado no organismo, que toma decisões importantes na gestão do futebol, numa fase em que o país prepara a organização do Mundial de 2030, com Espanha e Marrocos.
A votação foi realizada durante o Congresso da UEFA em Belgrado, na Sérvia, com os respectivos representantes das 55 federações que integram o organismo. O líder da federação portuguesa teve apenas 7 votos, foi último entre os 11 candidatos, com menos de metade dos votos do penúltimo. Foi a pior votação de sempre para um membro do Comité Executivo.
Fernando Gomes deve estar muito satisfeito com este resultado!
Mais um caso "Made in Portugal", infelizmente.
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