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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
“Fico, tenho contrato”, foram as palavras de Rúben Amorim, durante a comemoração da conquista do campeonato nacional. O histórico dirigente desportivo, Pimenta Machado disse em tempos (1988) uma frase que se tornou numa máxima, no futebol... “o que hoje é verdade, amanhã é mentira". Portanto, temos de considerar este tipo de declarações com alguma reserva.

O Sporting, tem de estar muito grato a Rúben Amorim, pela revolução tranquila que fez no futebol do Sporting, visível na conquista de títulos, mas que corresponde a um trabalho consistente e estruturado que precisa de continuidade. Por outro lado, Amorim também tem de estar grato ao Sporting, pois quando chegou ao clube, numa operação de risco, era um desconhecido, com pouca experiência, mas grande potencial, como veio a comprovar-se.
Pela frase citada, e por outras afirmações que proferiu, na mesma altura, como a conquista do bi-campeonato, sou levado a concluir que Rúben vai ficar, pelo menos, mais uma época. Nota-se que se sente bem no Sporting e que quer continuar o seu trabalho, embora pense também que vai ser exigente, no sentido em que lhe sejam garantidas as condições para poder continuar a ter êxito.
Da parte dos adeptos, Rúben Amorim continua a ter uma grande popularidade, porque perceberam que para além da espuma dos dias, é um técnico de projecto e tiveram a paciência de o apoiar mesmo nas fases negativas. Um dia, Amorim, partirá para outros voos e quando o fizer quererá sair pela porta grande. Penso que isso explica, em parte, a estranha, precipitada e inoportuna viagem a Londres. Por isso, penitencio-me por alguma crítica que fiz, pois entendo, como mera interpretação, que pode ter considerado continuar o seu trabalho no clube, podendo sair ainda mais em alta.
Nessa viagem, Rúben Amorim terá percebido que podia estar a dar um passo em falso e precipitado, pelo que reformulou a gestão da sua carreira. Continuar no Sporting pode permitir-lhe ir ainda muito mais longe. Em conclusão, saia quando sair, terá sempre o meu reconhecimento de sportinguista, pelo que já fez. Não passará, para mim, de bestial a besta, como é fácil e comum no mundo do futebol.
***Na imagem, a equipa técnica do Sporting.
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