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FIFA altera regras para empréstimos

Rui Gomes, em 21.01.22

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A reestruturação do mercado de transferências tem sido uma das principais bandeiras da presidência de Gianni Infantino na FIFA. A entidade máxima do futebol mundial já tinha anunciado, há várias semanas, as medidas com vista à regulamentação da actividade dos intermediários em compras e vendas de jogadores, e agora juntou a essas propostas alterações relacionada com os empréstimos.

Inicialmente, a entrada em vigor do novo regime relativo a cedências estava prevista para Julho de 2020, mas esse arranque foi atrasado devido à pandemia. Em comunicado, a FIFA indica que as regras “entrarão em vigor no dia 1 de Julho de 2022”, sendo dado “um período transição de três anos a cada Federação para garantir que as normas estão totalmente aplicadas a nível interno”.

A principal novidade do novo regulamento da FIFA quando aos jogadores cedidos – o qual, esclarece a entidade, “não se aplica aos atletas com 21 anos ou menos ou formados no clube” – diz então respeito à limitação do número máximo de entradas ou saídas por empréstimo que cada clube pode fazer. 

Assim, de 1 de Julho de 2022 a 30 de Junho de 2023, um emblema não pode ter mais do que oito futebolistas cedidos a outros clubes ou oito futebolistas cedidos por outros clubes no seu plantel. Em 2023-24, este número passará para sete, chegando ao limite máximo de seis jogadores cedidos a saírem ou entrarem do clube a partir de 1 de Julho de 2024.

A FIFA refere que o objectivo destas medidas é “desenvolver jovens jogadores, promover o equilíbrio competitivo e prevenir a acumulação de futebolistas”. Uma das principais intenções de Infantino é combater o excesso de atletas existente nos quadros de alguns dos clubes mais poderosos – o Manchester City tem, segundos dados do Transfermarkt, neste momento, 14 emprestados a outras equipas e no caso do Inter de Milão, esse número ascende a 26 cedidos.

A juntar a isto, há também um tecto na quantidade de negócios por empréstimos feitos entre dois clubes: em “qualquer momento da temporada”, uma equipa não pode ter mais do que três jogadores cedidos ao mesmo clube nem receber mais do que três atletas cedidos pelo mesmo conjunto. 

Outras regras anunciadas pela FIFA são o estabelecimento de um ano como o período máximo de empréstimo – no Sporting, Pedro Porro é um caso de uma cedência feita por duas temporadas – e a proibição de um clube ceder um jogador que já está no seu plantel emprestado por um outro conjunto.

Olhando ao impacto que estas regras poderiam ter em Portugal, nenhuma das quatro principais equipas do futebol nacional tem menos de oito jogadores cedidos a outros clubes: de acordo com o “Transfermarkt”, o Sporting tem 13, o Benfica 11 e o FC Porto e o Sporting de Braga oito – mas recorde-se que esta regra não se aplicaria a Tomás Tavares, Eduardo Quaresma ou Romário Baró, já que são sub-21.

No sentido oposto, encontram-se o Tondela, que tem no seu plantel oito emprestados, ou Portimonense e Famalicão, cada um com sete cedidos na sua equipa.

publicado às 03:30

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3 comentários

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De Mike Portugal a 21.01.2022 às 14:59

Alterações muito bem vindas. Já basta clubes comprarem 30000000 jogadores para emprestarem quase todos. E outros ainda que metem filiais inteiras com jogadores seus.
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De Rui Gomes a 21.01.2022 às 16:20

Mike,

Subscrevo e até acho que a FIFA devia ir ainda mais longe. A prática de alguns clubes com meios de armazenar jogadores já devia ter sido eliminada há muito.
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De JCR a 21.01.2022 às 19:19

Será que a FIFA, finalmente, começa a meter as coisas na ordem, começa a perceber que não vale tudo no futebol, começa a perceber que tem poder para alterar e acabar com as muitas barbaridades que existem? Só espero mesmo que sim, mas ainda tenho grandes dúvidas...

Os clubes só têm 1 única alternativa: apostarem na formação, e isto só lá ia, com também leis de tectos salariais, ou seja, todos os clubes tinham o mesmo dinheiro para gastar, de forma a evitar vermos os chulos árabes do PSG a jogar na Liga dos Campeões, contra clubes com menos dinheiro, a FIFA tem e pode fazer muito pela justiça no nosso futebol, só não sei é se quer mesmo fazer...

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