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FIFA pretende alterar as Leis do Jogo

Rui Gomes, em 19.07.21

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A FIFA está apostada em revolucionar o futebol e encontra-se neste momento a testar várias novidades num torneio de jovens a decorrer na Holanda, o chamado Future of Football Cup, que conta com a presença de PSV, AZ, RB Leipzig e Club Brugge.

Ao todo são cinco novas medidas, que poderão no futuro passar à realidade nos principais campeonatos mundiais. No final deste teste, refira-se, a FIFA avaliará o impacto das medidas testadas e avaliará a possibilidade de fazer alguma chegar ao International Board, de forma a mudar as regras.

Cinco medidas estão a ser considerada nesta altura.

- Dividir o jogo em dois períodos de 30 minutos, havendo paragens do cronómetro a cada interrupção, como sucede no basquetebol ou futsal.

Há muito que alguns de nós argumentamos que o tempo de jogo não deve ser controlado pelo árbitro e que o cronómetro deve ser parado a cada interrupção. Esta medida peca por tardia, já que não é a primeira vez que é proposta e não implementada.

Enquanto sou cem por cento a favor da utlização do cronómetro, já não tenho a mesma convicção quanto à redução do tempo de jogo para 60 minutos. Preferia que ficasse nos actuais 90, no mínimo 80, muito embora o tempo útil aumente significativamente.

A paragem do cronómetro não vai eliminar as simulações de lesão que visam em muitos casos apenas afectar a fluidez de jogo do adversário, mas, pelo menos, essas simulações não vão "queimar" tempo.

Esta medida, se implementada, vai aumentar significativamente a duração da transmissão televisiva. É impossível prever com exactidão esse aumento. A exemplo, na NHL, onde o jogo é dividido em três períodos de vinte minutos cada, a transmissão nunca dura menos de duas horas e meia, com intervalos e publicidade.

- Realização dos lançamentos de linha lateral com os pés;

Discordo. Não vejo benefício algum nesta alteração. Implementada, o actual lançamento da linha lateral passa a ser na realidade um livre.

- Deixa de ser obrigatório passar a bola para um colega tanto nos lançamentos de linha lateral como cantos e pontapés de baliza. Basicamente, os jogadores podem sair a jogar sempre que a bola abandona o terreno de jogo.

Não faz sentido, nem vejo benefício algum. Potencial para criar confusão com o jogo em andamento.

- Aplicar uma suspensão temporal de cinco minutos sempre que um jogador vir o cartão amarelo, ao jeito do futsal. Se o jogador for alvo de um segundo cartão a regra continua a ser a actual: é expulso.- aplicar uma suspensão temporal de 5 minutos sempre que um jogador vir o cartão amarelo, ao jeito do futsal. Se o jogador vir um segundo cartão a regra continua a ser a atual: é expulso.

Fundamentalmente, concordo com esta ideia, mesmo reconhecendo que os cartões nem sempre são justos. Exemplos não faltam, nomeadamente em Portugal, onde os critérios são muito subjectivos. Por outro lado, não se deve perder de vista que uma equipa jogar com superioridade numérica durante cinco minutos no futebol, não tem o mesmo impacte do que acontece no futsal ou no hóquei. Ou seja, o jogador é punido, sem dúvida, mas a vantagem para o adversário é mínima.

Num caso de um amarelo ao guarda-redes num lance de penálti - ou em qualquer outro lance - a situação complica-se, em que esse guarda-redes terá de sair do relvado e ser substituido durante cinco minutos. Para entrar o suplente, terá de sair outro jogador.

- Possibilidade de fazer substituições ilimitadas.

Mixed feelings nesta questão. Acho que teria de ver o efeito na prática, para então avaliar. Actualmente é permitido inscrever 18 jogadores na linha de jogo, o que significa que seria então possível fazer sete substituções.

Na realidade, o facto destas medidas estarem a ser consideradas agora, não significa que possam vir a ser implementadas num futuro próximo, até porque quem tem a palavra final nesta matéria é o International Board.

O que escrevi neste post são apenas as minhas opiniões. O leitor é livre de dar a sua!

publicado às 09:03

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42 comentários

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De Leão do Norte a 19.07.2021 às 17:33

Falando em alterações às leis do jogo, e especificamente em relação às substituições, há uma situação que eu alterava. As substituições nos minutos/segundos finais dos jogos.
Para além de nitidamente serem efectuadas para "queimar" tempo, muitas vezes são uma falta de respeito para com os jogadores que entram. E a suposta compensação dada pelo árbitro não impede as quebras de ritmo verificadas.
Nesse sentido eu proibia substituições por exemplo a partir dos 85 minutos ou, no máximo, nos descontos, contando o tempo em que a substituição era solicitada ao quarto árbitro. Pode parecer pouco, mas certamente teria algum impacto.
Bem sei que pode haver lesões depois desse tempo e uma equipa ser prejudicada por esse facto, mas o mesmo acontece actualmente se as substituições já tiverem sido esgotadas.
Pode-se argumentar que podia originar uma grande paragem por volta do limite de tempo em que seriam permitidas, mas ainda assim teriamos algum tempo para depois se disputar o jogo com o mínimo de fluidez.
É uma medida polémica, com inconvenientes e que necessitava de ser bem estudada, mas penso que algo deve ser feito para terminar com o uso de um esquema com muito pouco interesse táctico e que provoca que, nos minutos finais, muitos jogos se "arrastem" sem o mínimo de disputa competitiva. É que, ao contrário de outras modalidades, as substituições nos minutos/segundos finais de um jogo de futebol pouco ou nada acrescentam a nível táctico.
Assim apresentada (peço desculpa pela sua extensão) é, até para mim, uma medida discutível, mas o estado actual dos minutos finais dos jogos é algo que necessita de ser repensado.

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