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Segundo o que está a ser noticiado esta tarde, "fonte oficial", mas anónima, do Sporting, surgiu a desmentir a notícia avançada esta quarta-feira pelo jornal O Jogo, através da qual é divulgado que a UEFA teria aceite um pedido de crédito da Doyen Sports equivalente ao valor que o Clube tem/terá de pagar no âmbito da decisão do TAS sobre o caso de Marcos Rojo.

 

Em causa estaria um valor de cerca de 14 milhões de euros, mais juros, custas e afins, que seria retirado dos prémios da Liga dos Campeões e entregue à agência desportiva liderada por Nélio Lucas.

 

«Se já incluímos esse valor no último Relatório e Contas é porque estamos preparados para o pagar, seja com dinheiro que já está em caixa, com venda de jogadores, de camisolas, ou com o que quer que seja. Não interessa de onde vem o dinheiro. Se tivéssemos de pagar já tínhamos o dinheiro ao dia de hoje.

 

O Sporting ainda não dá o processo Doyen como concluído e irá continuar a lutar pela sua razão».

 

Aceitamos perfeitamente - até provas em contrário - que esta informação corresponda à verdade, no entanto, ficamos algo perplexos pelo facto da declaração vir a público via fonte anónima, mesmo que apelidada como "oficial". Não vem a dar a mesma credibilidade à informação.

 

publicado às 18:00

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14 comentários

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De Drake Wilson a 21.04.2016 às 04:05

"There's one thing worse than change and that's the status quo".
John Le Carré, Smiley's People, 1979

Boa noite.
Em alusão ao fundamento nada censurável de "espionagem" por parte de Rui Gomes, a minha corroboração com axioma de que tal termo é o Status Quo do Sporting, há muito anos. Nada de novo, seguramente, para os apreciáveis responsáveis do Camarote.

Se o Rui Gomes me permitir abordar um assunto que está no limiar deste tópico, recordarei um episódio particularmente feliz e marcante na minha vida como adepto, no qual – por inerência despretensiosa do mesmo – pude constatar o quanto a intriga nos rodeia no Sporting. Remonta ao decorrer da época 99/00, em que em entusiástico impulso decidí marcar viagem à Madeira, procurando não apenas assistir à possibilidade do Sporting assumir-se como líder isolado no disputado campeonato (que o Sporting viria ganhar), como ao mesmo tempo fazer uma surpresa a um grande amigo que coadjuvava o corpo técnico de então.

No vôo, com impensável surpresa, tive o privilégio de conhecer e confraternizar pessoalmente com o presidente de então, senhor José Roquette, circunstância que me revelou a dimensão e verticalidade do indivíduo, oferecendo-me ainda admiração, essencialmente, por visões partilhadas no que respeito dizia a um mundo em metamorfose financeira, naquele início de década. Em ocasião, acompanhava um projecto profissional que o presidente conhecia bem, o que serviu de mote para algumas palavras. Despedi-me, à chegada ao Funchal, desejando-lhe (nos) a melhor sorte para o jogo que se avizinhava, preparando-me então para me dirigir à unidade hoteleira onde a equipa estagiava.

À saída do aeroporto, enquanto aguardava pelo taxí, constatei com alguma perplexidade que o presidente aguardava sereno e com olhar oscilante, como quem aguardava pela presença de alguém que o transportasse para junto dos restantes elementos do clube, seguramente, no meu entender. Como uma afronta aos meus princípios, seria impensável para mim que tal personalidade tivesse de se sujeitar a tal, imobilizado pela espera, fosse por quem fosse, levando-me então a oferecer a minha presença enquanto aguardava (de facto) pelo responsável directivo que, entre outros ofícios, teria como compromisso evitar submeter o presidente a um momento caricato como aquele.

Seguimos então no mesmo táxi para a unidade hoteleira. O que se dialogou no decorrer da viagem, e impondo a minha submissão de lealdade a quem me confidencia algo que me transcende, ficará para sempre marcado e guardado em mim, como Sportinguista. Mas não poderei deixar de ratificar, porque muito eu zelo por um clube que representa, mais do que tudo, um modo exemplar de estar na vida, que efectivamente o Sporting sempre foi vítima de personagens parasitárias, embrionadas tanto à estrutura directiva como à exploração de negócios nas instalações do clube, cujo interesse foi sempre o "encosto" e o "tirar partido".

Chegados ao hotel, e perante a perplexidade de quem estava incumbido de ter ido buscar o presidente, assistí a uma demonstração soberba de liderança que encareceu a minha opinião a respeito de uma das maiores personalidades que presidiu o Sporting (goste-se ou não do seu legado, algo que não tenho como propósito defender). Longe de olhares alheios, mas audível e de modo nada gracioso, proferiram-se palavras de sentído único que tal personagem ainda hoje deve ter as "orelhas a arder". E por sinal, um dos visados da "corporação" de interesseiros que vivia à custa do Sporting, mas nunca para o Sporting.

Apoiando-me em memórias de tal momento, observo com sentimento de dejá-vú cenários entretanto brotados, e em ocasião referidos, que muito se passa no Sporting com interesses envoltos em vinganças pessoais como até mesmo familiares. Hoje tenho a certeza que existem pessoas na esfera financeira que nunca perdoaram Roquette; vingaram-se no próprio clube, submetendo a "história" a culpar um presidente, para um dia mais tarde, poder surgir outro, o tal que hoje ocupa o lugar. Sem prejuízo aos intervenientes, mas com factos demasiado evidentes se descortinam nomes que não nem me merecem o direito de os propagar.
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De Anónimo a 21.04.2016 às 09:09

A história contada pelo DW vem ao encontro do que tenho dito aqui várias vezes. O mal principal do Sporting encontra-se bem no centro da "corte". Desde o tempo do JRocha (não sei como era antes). Ainda me lembro de um famoso Vice-Presidente que tinha feito tudo para impedir a contratação de um atleta pretendido pelos dirigentes da secção (não interessa qual) apoiados pelo Presidente, que mais tarde veio a ser uma as figuras de proa do Sporting, a dar-lhe palmadinhas nas costas em público (quando o dito atleta já era famoso) e a dizer-lhe "foi graças a mim que vieste para o Sporting, graças a mim".... perante o espanto do "capitão" da secção que não podia acreditar no que via e ouvia.

Nada de novo, portanto, e infelizmente continua, como se pode ver em muitos dos escritos que aqui aparecem, onde a crítica é substituída pelo ataque pessoal, a análise pelo despeito.

Contudo, acho que o DW tem também uma imaginação fértil, quando insinua que os ódios internos ao presidente Roquette congeminaram a eleição do actual presidente... não estamos propriamente a falar de uma "toupeira" do KGB...
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De HY a 21.04.2016 às 09:10

Perdão, o comentário anterior era meu

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