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Fora com os vândalos!

Rui Gomes, em 09.01.20

juve-leo-sporting.jpg

Parece absolutamente incompreensível que o Sporting Clube de Portugal – dispondo da tecnologia necessária – não descubra, identifique e recorra aos seus seguranças e à PSP para, de imediato, expulsar e deter esses vândalos cretinos e desordeiros, responsáveis pelos distúrbios e o clima tenebroso que fomentam no estádio ou no pavilhão do nosso Clube - desafiando ostensivamente as clamorosas reacções condenatórias da generalidade do público presente.

Na realidade, só passam por não ser mais que bandos de delinquentes, perturbadores do espectáculo desportivo, criadores de um ambiente deveras intolerável, irritante, revoltante e assustador. Contribuindo fundamentalmente para o afastamento das pessoas dos estádios – causando, por conseguinte, avultados prejuízos financeiros ao Sporting.

mw-860.jpg

Recorrem a cânticos insultuosos, tarjas com mensagens ofensivas e despropositadas, explosivos, chamas e destruição de cadeiras, lançamento de tochas incandescentes para o relvado e sobre os jogadores, densa fumarada intoxicante – afectando gravemente crianças, idosos, pessoas com problemas respiratórios e, obviamente, os próprios atletas em jogo (como é possível colocar dentro do estádio todo esse perigoso material? Não existe controlo algum?).

Enfim, uma autêntica e infame sabotagem ao nosso Clube promovida por essa gentalha indesejável e destrutiva, que deve ser policialmente denunciada, banida para sempre de recintos desportivos e judicialmente forçada a pagar integralmente os volumosos danos causados pelos seus actos criminosos, assim como as indemnizações e coimas impostas pelas instâncias oficiais.

Porque não adoptar o bom exemplo da Juventus? Como noticiado, na sequência de uma denuncia do clube de Cristiano Ronaldo, a polícia de Turim deteve, no passado Setembro, 40 elementos da claque mais radical da agremiação, entre os quais dez dos seus líderes, acusados de prática chantagista por ameaças, provocarem nas bancadas, durante os jogos, cenas desordeiras e violentas e de entoarem cânticos insultantes se não recebessem um número específico de privilégios, incluindo bilhetes gratuitos, que seriam, de seguida, vendidos no mercado negro…

Caros sportinguistas, o que é que este caso nos faz lembrar?

Texto da autoria de Leão da Guia

publicado às 03:48

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9 comentários

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De Manuel Parreira a 09.01.2020 às 06:53

O slogan de Frederico Varandas era “unir o Sporting” mas, não se pode unir quem não quer união, não se pode unir vandalos, arruaceiros e criminosos, o lugar deles e’ no seu habitat próprio ; a cadeia.
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De Rui Gomes a 09.01.2020 às 15:18

Essa é a maior verdade de momento: não se pode unir quem não quer união!!!
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De António Tavares a 09.01.2020 às 10:13

Este não é o problema do Sporting. É um problema do Desporto em geral e principalmente do nosso Futebol. Eu gostava de ver nos estádios as claques dos anos 80's. Gosto de rivalidade e de uma doce de picardias sem ofensas. De resto, dispenso!
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De Rui Gomes a 09.01.2020 às 15:15

O problema é precisamente que já se ultrapassou completamente esses tempos e duvido muito que possam ser recuperados.
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De António Tavares a 09.01.2020 às 17:52

Se o Estado (Parlamento e Governo) quiser, estamos à tempo. Tudo depende do Estado. Hoje, é muito mais fácil controlar um adepto do que nos anos 90.
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De Jorge Pereira a 09.01.2020 às 10:18

Mude-se o paradigma! Acabe-se com as claques, legalizadas ou não, pois já se verificou que as desvantagens das mesmas são francamente superiores às vantagens.
As claques hoje em dia são desculpa para muita coisa extra-futebol, da droga à politica, passando por assaltos, lavagem de dinheiro e sabe-se lá mais o quê.
E ainda com um efeito nocivo terrível para o desporto no geral, e o futebol em particular, que é o de afastar cada vez mais dos recintos desportivos quem verdadeiramente gosta do desporto.
A nossa justiça deveria intervir de modo a evitar que nos dias dos jogos estes energúmenos pudessem deslocar-se aos estádios, pavilhões, etc.. Tal como já foi feito noutros países, deveria ser obrigatório que se apresentassem nas esquadras mais próximas à hora dos jogos.

Saudações Sportinguistas
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De Rui Gomes a 09.01.2020 às 15:17

Não há vontade política, coragem e nalguns casos interesse para intervir nesta situação.
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De Jorge a 09.01.2020 às 16:12

Um bom post que toca com o dedo na ferida! Sou apenas uma pessoa com mais de 20 anos de sócio, que vai regularmente ao Estádio desde 1998, ainda no velhinho Alvalade e que sempre se habitou a ver as claques. Com muita coisa boa, com cânticos extraordinários, bandeiras e tarjas, envolvendo todo o estádio, criando ambientes entusiasmantes e bonitos, e com outras coisas menos boas que já foram descritas no post. Por isso, a minha opinião vale o que vale, mas não posso deixar de discordar com a maneira como a direcção está a travar esta luta. Terminar por si só com as claques é uma posição extrema, que não só cria mais anti-corpos como prejudica o clube. As claques, com o seu propósito original, têm a sua importância! Não nos podemos esquecer das muitas pessoas pertencentes a estas claques que muito tempo e dedicação dão ao clube, em detrimento de algumas que usam as claques para seu próprio proveito e interesse.

O combate tem de ter um alvo claro: não as claques no seu todo, mas sim quem perverte o seu propósito e as utiliza para praticar desordem e violência. Como referido no post, há hoje em dia muitos meios para identificar e ir banindo esse tipo de elementos dos Estádios de Futebol. Diminuição ou mesmo corte dos apoios? Posso aceitar. Identificar e punir culpados? Completamente de acordo. Responsabilização pelos seus actos (pagamento de multas, etc)? Completamente de acordo. Extinção e marginalização das claques? Não posso concordar.

Assisti ao último Sporting-Porto, e aquela primeira parte foi confrangedora. Um estádio adormecido, com tentantivas de pequenos grupos de pôr o estádio a gritar "Sporting", sem qualquer sucesso. A magia de ir ao Estádio Alvalade e ver um jogo de futebol ao vivo sempre passou por tudo, o que se passa dentro do campo, e nas bancadas. Ninguém pode negar que um ambiente vibrante de apoio à equipa atrai muitos espectadores, é isso que faz diferença entre ver o jogo em casa e no Estádio. Por isso: identifiquem e proíbam os delinquentes de entrar nos Estádios, responsabilizem os mesmo pelos seus actos, mas não impeçam as claques, e quem lá está de boa fé, de apoiar o clube!



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De Rui Gomes a 09.01.2020 às 16:44

Mas esse é precisamente o problema: separar as maçãs podres das outras, até porque as podres não querem abdicar de livre vontade.

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