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"Fora daqui ainda era pior"

Rui Gomes, em 07.01.22

img_192x192$2020_02_13_19_45_22_1663516.pngOs trabalhos recém-publicados pela ‘Sábado’, Record e ‘CM’ sobre os negócios e o ambiente que se viveu no Sport Lisboa e Benfica durante a presidência de Luís Filipe Vieira são um expressivo e exemplar radiografia sobre o decadente estado do clube. Em grande medida, são um retrato implacável do próprio futebol português, da impunidade reinante, da promiscuidade com uma parte da banca, dos interesses transversais que não têm em mínima consideração os suportes essenciais da vida de um clube, como o são os seus adeptos e a sua história.

Luís Filipe Vieira seguiu o exemplo de Pinto da Costa, mais velho na arte de transformar o clube no seu próprio escudo e em rentável negócio pessoal. No momento em que se afirma "cansado" e até em que precisa de "descanso na cabeça", Vieira congratula-se por ser presidente do Benfica "porque, senão, fora daqui ainda era pior".

Na conversa com José António Santos, o ‘nadador salvador’, como o qualifica nas escutas do processo ‘Cartão Vermelho’, Vieira dá-nos a confirmação plena de que o clube é apenas e tão só a fortaleza que o defende dos inimigos, em particular da justiça. Felizmente, Vieira enganou-se.

Screenshot (568).png

Em mais de quarenta volumes, a justiça mostra como Vieira ganha dinheiro e como o clube é instrumental. Mostra que gere o Benfica quase exclusivamente em função dos seus interesses. Mostra como criou uma teia de cumplicidade num grupo de comissionistas e facturou em tudo o que foi transferência. Percebe-se bem, por ali, que é praticamente impossível que este grandioso ‘modus operandi’ fosse desconhecido de pessoas envolvidas directamente na gestão da SAD, em particular alguns dos seus mais altos responsáveis e que lá estão ainda. Percebe-se bem, também, como já aqui se escreveu, que esse ambiente putrefacto foi criando um pântano que não seca e desaparece de um dia para o outro.

Podemos ficar à espera das provas que sustentem um julgamento em juízo mas o que o dinheiro e o seu rasto mostram, nas mais diversas operações, já deveria ter desencadeado punições na esfera dos reguladores e das autoridades que gerem o futebol. Se continuarem todos a meter a cabeça na areia, persistirá o futebol profissional português na marcha em direcção ao abismo. A caminho da extinção por manifesta falta de objecto, seja ela a verdade desportiva, que há muito se foi, ou o prazer dos adeptos, pelo menos daqueles que não estão fanatizados por claques que se movem apenas e só pelo seu quinhão no saque a que todos estamos a assistir. Em directo e a cores!

Artigo da autoria de Eduardo DâmasoDirector da Sábado

publicado às 04:02

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