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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
O jogo fora do campo no nosso campeonato, não é uma grande novidade. Há muito tempo que me lembro desse debate, especialmente a partir do momento em que os jogos são televisionados, e sobretudo desde que estes programas de análise e debate nas televisões, proliferam como cogumelos venenosos.

A CMTV é a campeã no âmbito televisivo, desse tipo de programas e percebe-se porquê. Na luta pelas audiências, igual a receitas monetárias, não há limites, mas no referido canal há horas e horas de programas sobre o futebol luso, que se justificam pelas receitas que proporcionam.
Como não embarco em quaisquer teorias de conspiração, não considero este canal, como qualquer outro, porta voz de um determinado clube, como argumentam alguns adeptos sportinguistas. Como atrás já referi, o que move as televisões é basicamente o “cifrão”, Daí que tenham jornalistas/comentadores que são especialistas aptos na arte de prender os espectadores. Muito para além disso, acrescentam comentadores clubísticos com o mesmo objectivo, o de captar audiências. Daí que sejam os “reis” deste segmento televisivo.

No programa de ontem, foram os primeiros a chamar a atenção para erros de arbitragem no jogo do Sporting com o Estoril, como já aconteceu noutros jogos. Mas é justo referir que têm a mesma atitude em relação a outros “grandes”, porque o que está em jogo, repito, é sobretudo “money”.
Embora a assunto dos erros de arbitragem que teriam beneficiado o Sporting no jogo referido, tenha sido largamente debatido, quero deixar uma opinião de adepto sempre condicionado pelo clubismo. Mesmo na estação referida, onde comentam dois analistas de arbitragem, cada um tem a sua opinião. Isto mostra que são lances de interpretação.Do que li sobre os especialistas da área, há uma diversidade de análises para todos os gostos. Comparando o que vi com essas opiniões, tenho que concluir que foram lances legais.

Esta situação sensacionalista de divergências que não é nova, vai continuar de forma ainda mais assanhada, por duas grandes ordens de razões. A primeira tem a ver com o facto de o SCP ter despertado de uma longa letargia e ter começado a disputar títulos de igual para igual, com a agravante de os adversários estarem afastados dos principais títulos há algum tempo. A segunda razão, está ligada ao clube da Luz onde há uma disputa pela presidência, estando o presidente actual e candidato incumbente, em “maus lençóis” por poder perder o lugar.
Uma coisa é certa, este grande jogo fora das quatro linhas vai continuar sem regras. Ao Sporting cabe manter a serenidade e continuar o seu rumo, focando-se na luta dentro das quatro linhas, com eficácia e competência.
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