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Fotografia com história dentro (205)

Tour 1971: 11º etapa Grenoble - Orcières-Merlette (8.7.1971)

Leão Zargo, em 05.07.20

Tour 1971 11º etapa Grenoble - Orcières-Merlette

A 11ª etapa da Volta a França 1971 é considerada como uma das mais espectaculares de sempre do Tour. À partida, Joop Zoetmelk vestia a camisola amarela, mas Luís Ocaña, Gösta Pettersson, Lucien van Impe, Eddy Merckx Bernard Thévenet e Joaquim Agostinho seguiam-no na classificação com pequenas diferenças de tempo. Ocaña estava numa forma fantástica, a sua equipa Bic era fortíssima, e acreditava que alcançaria o 1º lugar.

Nessa etapa, Agostinho partiu o pelotão ao lançar um ataque pouco depois da partida em Grenoble, na subida de 9 quilómetros para o “Côte de Laffrey”, quase a 1 000 metros de altitude, onde chegou isolado com 15 segundos de vantagem. Mais à frente, apenas Ocaña, Zoetemelk e van Impe é que o conseguiram alcançar. Pettersson tentou segui-los, mas sem sucesso, enquanto que Merckx ficou na expectativa.

O ciclista português impôs um ritmo muito forte ao pequeno grupo de quatro ciclistas e o pelotão atrasou-se ainda mais. Com a sua equipa esfrangalhada, Merckx andou “sozinho” durante quase 80 quilómetros, procurando desesperadamente recuperar o atraso. Na meta elogiou os adversários, considerando que “é isto o desporto. Na vida, como no desporto, assistimos a acontecimentos fantásticos. Não há mais nada a dizer. É essa a regra, saber reconhecer o mérito”.

Ocaña fez uma corrida impressionante, venceu a etapa destacado com grande vantagem sobre os principais competidores (van Impe, Merckx, Zoetmelk, Agostinho e outros) e conquistou a camisola amarela. No entanto, na 14ª etapa, numa descida nos Pirenéus, com trovoada e a estrada encharcada, Ocaña sofreu uma queda a mais de 70 kms/hora, levantou-se, foi abalroado por Zoetemelk, e teve de desistir. Merckx que estava a 7´23´´, ficou com a amarela, mas recusou-se a vesti-la antes de ir homenagear o rival ao hospital.

Na fotografia, Agostinho com Ocaña, Zoetmelk e van Impe na 11ª etapa do Tour 1971.

publicado às 14:00

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31 comentários

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De Indiana Julio a 05.07.2020 às 14:18

Grandes nomes do ciclismo mundial, os que nos faziam agarrar ao pequeno ecran ainda a preto e branco , seguiamos sem pestanejar os fugitivos e os perseguidores com tremenda emoçâo e todos orgulhosos de ver ali o Agostinho no meio deles , aquilo era mesmo a doer .

Depois chegou o pendejo do Armstrong e deu cabo de tudo , o ciclismo ficou desacreditado e vai ser dificil recuperar a confiança dos adeptos
Depois de tudo ter ficado tâo clarinho como agua cristalina nunca mais voltei a ver ciclismo.
O entusiamo esfumou-se.
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De Bento a 05.07.2020 às 14:47

"Depois chegou o pendejo do Armstrong e deu cabo de tudo "

Caro Indiana

Está a falar de um assunto que desconhece.
O doping existe há mais de cinquenta anos no ciclismo e no desporto em geral. O Joaquim Agostinho acusou várias vezes doping.
Os desportistas estão sempre a tentar encontrar métodos para melhorarem o seu rendimento.
Já havia doping antes do Lance Armstrong, e continuou a existir depois dele.
O Lance Armstrong nunca testou positivo e foi dos desportistas que fez mais testes antidoping, provavelmente foi o melhor ciclista de todos os tempos.
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De Indiana Julio a 05.07.2020 às 16:19

"Está a falar de um assunto que desconhece"

De certeza?
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De Bento a 05.07.2020 às 19:27

De certeza absoluta caro Indiana.
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De Indiana Julio a 05.07.2020 às 22:33

Com os dedos num teclado sao todos uns herois .
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De Indiana Julio a 05.07.2020 às 22:39

Principalmente a julgarem a quem nao conhecem minimamente.
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De Bento a 06.07.2020 às 10:48

Caro Indiana.

Aqui não há heroísmo nenhum, estamos apenas a comentar um post, e mediante o que disse eu respondi que não está por dentro da modalidade, porque se estivesse não dizia o que disse, pois o Lance Armstrong foi apenas mais um a utilizar os métodos disponíveis para aumentar o rendimento. Ele não inventou nada, o que ele consumia muitos outros consumiam.

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De João F. a 05.07.2020 às 16:41


O Armstrong nos primeiros anos da sua carreira profissional, revelou-se sempre um corredor médio e só depois de ter organizado uma equipa de dopagem para o assistir, é que começou a ganhar.

Dizer que nunca foi apanhado é uma treta. Tinha era na mão os dirigentes da UCI, como depois se veio a saber e ele mesmo o confessou recentemente nos EUA numa entrevista. A sua organização de controlo incluía dirigentes da UCI, médicos e os seus colaboradores mais próximos que corrompia, de maneira que a urina controlada nos laboratórios nunca era a sua. E não foi o único a ganhar dessa forma. Recordo-me de ler no jornal L'Equipe, que depois duma das suas duas vitórias no Tour na década de 70, o ciclista francês Bernard Thévenet ter sido internado num hospital cerca de um mês. Foi dito na mesma noticia que o referido ciclista possuía ossos de velho, pois a cortisona que tomava para combater a dor, lhe tinha esburacado o interior dos ossos.
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De Indiana Julio a 05.07.2020 às 17:18

Caro amigo Joao , todos os que seguem o ciclismo de perto sabem que sempre existiu o "extra" nesta modalidade , desde sempre , quando comento Armstrong é que foi a partir dele que todos perceberam melhor a amplitude do problema e os "processos "
Foi a machada que o ciclismo andava a precisar por uma vez tornar-se publico quem enriquecia na base das pendejadas e em geral foi o momento que os apaixonados pelo ciclismo perderam grande parte da sua motivaçâo .

Ja contei aqui uma historia que aconteceu quando o meu padrinho de casamento, Jose Soares era o Diretor do ciclismo do Benfica .
Com a luta tremenda entre o Nicolau e o Trindade do Sporting.
Em certa etapa na subida da serra da Estrela o Nicolau termina a etapa exausto , uma fuga do Trindade colocou a sua camisola amarela a segundos .
No dia seguinte havia a subida para a torre e o Nicolau estava super nervoso e pouco confiante , nao conseguia dormir .
A certa altura da noite levantou-se e foi á tenda do meu padrinho e acordou-o , o meu padrinho conta que a sua cara parecia que tinha visto um fantasma , transpirava por todo o corpo..
Que se passa Nicolau estas doente?
Nao sei Ze mas amanha nao sei se vou conseguir aguentar o Nicolau ,depois muito baixinho continua , Zé, nao tens aquela coisa da França? Preciso mesmo daquilo!!!
O meu padrinho percebeu logo ao que o pardal vinha e tranquilizou-o e disse-lhe que voltasse para a tenda, que ja la ia ter com o enfermeiro.
Passados alguns minutos o enfermeiro entra na sua tenda e espeta-lhe uma seringa com agua e diz-lhe , agora para que isto faça o efeito tens que dormir tranquilo e amanha estas como novo.

De manha o Nicolau acordou muito bem disposto, o meu padrinho chega-se junto a ele e pergunta-lhe baixinho , entao e agora como te sentes?
Resposta pronta - nem imaginas Ze estou cá com uma potencia , obrigadinho , aquilo é mesmo do melhor, trocaram olhares de cumplicidade e la foram abraçados sorridentes para a zona do aquecimento.

Esta historia primeiro ja confirma a existencia de substancias naquele tempo e tambem o estado psicologico dos atletas quando perdiam a fé neles proprios e uma seringa com agua resolvia o problema.

Nota: Falta saber se o meu padrinho me contou a verdade e se em vez de agua portuguesa foi mesmo a agua bendita de França
. Tenho a certeza que me contou a verdade LoL.
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De João F. a 05.07.2020 às 18:34

Até à 2ª.guerra mundial, os organizadores do Tour não tinham médico na caravana e eram os corredores que os arranjavam e no final de cada prova, apresentavam as despesas medicais à organização que as pagava.
Foi verdadeiramente a seguir ao fim da guerra, que surgiram as anfetaminas nas competições desportivas e especialmente no ciclismo, depois dos pilotos ingleses as terem utilisado ao máximo.Como a força aérea inglesa tinha aviões, mas como lhe faltavam pilotos, era obrigada a mantê-los no ar o mais tempo possível e só o conseguiram, "drogando-os" com o referido medicamento.

Daí até passar a ser corriqueiro no ciclismo, foi rápido.Entretanto, o Tour passou a ter um médico durante a prova, mas não tinha meios de controlo, embora certamente se apercebesse de muita coisa. O uso dessas tais "vitaminas" foram substituídas por outras bem mais complexas e eficazes.A morte do inglês Simpson, salvo erro em 1967, foi até ao momento o único que perdeu a vida durante a disputa do Tour por causa da dopagem.

Recordo-me também de um ciclista espanhol de nome Perez Francês, que na década de 70 ganhou a Vuelta e que depois foi hospitalizado durante várias semanas. O rapaz deve ter recebido "doses de cavalo", pois nunca mais brilhou. E tudo porque a certa altura durante essa Vuelta, houve uma união entre os corredores espanhóis e a organização, para impedir que um corredor estrangeiro ganhasse e como ele era na altura o espanhol melhor qualificado, foi levado à força para a vitória.
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De Bento a 05.07.2020 às 20:34

Caro Indiana

"quando comento Armstrong é que foi a partir dele que todos perceberam melhor a amplitude do problema e os "processos ""

Não foi nada a partir dele, o ciclismo há muito que combatia energeticamente o doping.
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De Leão Zargo a 05.07.2020 às 22:03

Indiana

Mesmo um grande ciclista como o Nicolau tinha os seus momentos de fraqueza e dúvida!
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De Indiana Julio a 05.07.2020 às 22:43

Os ciclistas sofrem muito a pedalar , muitos tem a sua vida e o seu futuro na força das suas pernas e na capacidade de sofrimento á dor e quando as pernas tremem a moral cai e a tentaçao de resolverem o problema passa a ser grande.
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De Bento a 05.07.2020 às 20:12

João F

"O Armstrong nos primeiros anos da sua carreira profissional, revelou-se sempre um corredor médio e só depois de ter organizado uma equipa de dopagem para o assistir, é que começou a ganhar."

O Armstrong no início da carreira era um corredor diferente, era um "corredor de clássicas", com explosão e muito mais pesado.
Depois do problema que teve mudou o "chip" emagreceu bastante, e tornou-se num corredor de provas por etapas.

"Dizer que nunca foi apanhado é uma treta."

Não é uma treta é uma realidade, ele nunca acusou positivo, o que significa que tinha sempre os valores dentro dos limites legais.

"Tinha era na mão os dirigentes da UCI, como depois se veio a saber e ele mesmo o confessou recentemente nos EUA numa entrevista. A sua organização de controlo incluía dirigentes da UCI, médicos e os seus colaboradores mais próximos que corrompia"

Você com este parágrafo está a querer passar a imagem que o controle antidoping no ciclismo era uma treta, que era á vontade do freguês, que os ciclistas pagavam para não serem controlados e isso não é verdade, o ciclismo é a modalidade que melhor combate o doping e essa luta contra o doping já tem mais de 20 anos, o Lance foi dos atletas mais controlados de sempre.

"de maneira que a urina controlada nos laboratórios nunca era a sua"

É notório que não está por dentro da modalidade, senão sabia que o ciclismo faz há muito testes sanguíneos além dos da urina, e era nos testes sanguíneos que podia-se apanhar o Lance caso os valores excedessem os limites impostos.


"Recordo-me de ler no jornal L'Equipe, que depois duma das suas duas vitórias no Tour na década de 70"

Como disse no comentário anterior, há mais de cinquenta anos que existe doping no ciclismo, o Lance Armstrong não inventou nada, o doping existia antes dele e continuou a existir depois dele.
Você engana-se redondamente ao pensar que o Lance Armstrong inventou o método que ele utilizava.
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De Jorge Leitão a 05.07.2020 às 21:21

Acusou, sim. Só que os testes foram abafados.
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De Bento a 06.07.2020 às 00:04

Acusou em que prova?
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De João F. a 05.07.2020 às 21:28

"O Armstrong no início da carreira era um corredor diferente, era um "corredor de clássicas", com explosão e muito mais pesado"

As suas vitórias, se verdadeiramente as teve, não tiveram expressão internacional.

"Não é uma treta é uma realidade, ele nunca acusou positivo"

É uma treta sim, porque o presidente da UCI da época mais outros foram condenados por terem apoiado as vigarices por se terem deixado subornar. As urinas que eram apresentadas para análise não eram as suas.E ele já depois de ter sido destituído dos títulos, confirmou que se tinha dopado, mesmo depois de se ter curado dum cancro.Na entrevista que deu recentemente nos EUA, confirmou-o.

"É notório que não está por dentro da modalidade…)

Não me julgue porque não sabe nada de mim. O ciclismo foi sempre o meu primeiro desporto preferido.Cheguei mesmo a praticá-lo e só um acidente é que me afastou de continuar a praticá-lo na minha juventude.
É muito ingénuo, porque não acredita que as amostras de sangue, tal como as urinas, não eram as dele.
Você é que parece saber que só há mais de 50 anos é que existe dopagem no ciclismo, mas eu digo-lhe que já existe desde os primeiros Tours, mas com drogas rudimentares e fáceis de aplicar, porque não havia controle.

"Você engana-se redondamente ao pensar que o Lance Armstrong inventou o método que ele utilizava"

Ele inventou o método que utilizava e refinou-o de tal forma que o profissionalizou, chegando ao ponto de controlar os laboratórios de análise e os dirigentes principais da UCI com suborno, tendo tirado sempre vantagem do facto dos laboratórios que fabricavam o doping, terem sempre alguns anos de avanço na arte de esconder o que produziam. Foram passados quase 10 anos que se pôde confirmar tudo, depois de descoberta a técnica na análise do ADN, que nos anos 90 estava a dar os primeiros passos.
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De Bento a 05.07.2020 às 23:59

"As suas vitórias, se verdadeiramente as teve, não tiveram expressão internacional"

Mais uma vez o João revela parco conhecimento da modalidade.

"aos 21 anos, sendo um dos mais novos a competir, venceu o Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada.

Armstrong iniciou a sua carreira como profissional pela Motorola, em 1992, na clássica competição de San Sebastián, quando terminou em último lugar. Mas ele venceria a prova em 1995.

A vitória no Campeonato do Mundo de Oslo mostrou um ciclista completo e disposto a tudo.

Um ano depois, em Verdun, venceu a sua primeira etapa do Tour de France. Em 1995 repetiu o triunfo da etapa, em França, e conseguiu a sua primeira vitória numa grande etapa no Tour, triunfo a que somou a Flecha Valona de 1996."

"É uma treta sim, porque o presidente da UCI da época mais outros foram condenados por terem apoiado as vigarices por se terem deixado subornar"

João o que é uma treta, é o que o João está a escrever, como já escrevi ele nunca acusou positivo, o resto são estórinhas para entreter.

"As urinas que eram apresentadas para análise não eram as suas"

Mais uma treta João. Como já lhe disse no outro comentário

"Você com este parágrafo está a querer passar a imagem que o controle antidoping no ciclismo era uma treta, que era á vontade do freguês, que os ciclistas pagavam para não serem controlados e isso não é verdade, o ciclismo é a modalidade que melhor combate o doping e essa luta contra o doping já tem mais de 20 anos, o Lance foi dos atletas mais controlados de sempre"


"É muito ingénuo, porque não acredita que as amostras de sangue, tal como as urinas, não eram as dele"

João não diga palermices, o controle antidoping é feito por pessoas sérias e competentes, as análises sanguíneas e a urina são do próprio atleta, não são de mais ninguém.


"Ele inventou o método que utilizava e refinou-o de tal forma que o profissionalizou"

Mais uma vez o João está a falar á sorte, sem saber.
Ele não inventou método nenhum, já há muito era conhecido esse método.

"chegando ao ponto de controlar os laboratórios de análise e os dirigentes principais da UCI com suborno""

O João tem noção do que está a dizer? Não me parece.
Para si ele controlava tudo, era médicos, companheiros, laboratórios, dirigentes, etc.

"terem sempre alguns anos de avanço na arte de esconder o que produziam."

Não era para esconder o que produziam, era porque algumas substâncias quando descobertas não entram logo na lista de substâncias proibidas, e dessa forma os atletas podem utilizá-las sem acusar positivo.
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De João F. a 06.07.2020 às 10:37

"João não diga palermices, o controle antidoping é feito por pessoas sérias e competentes, as análises sanguíneas e a urina são do próprio atleta, não são de mais ninguém."

Vou só comentar esta que é de morrer a rir!

Houve numa dessas amostras de urinas dum ciclista, que depois de analisada provou que o ciclista estava grávido!!!
A urina apresentada era duma mulher! E isto foi dito num programa de TV francês na década de 90, quando do escândalo com a equipa FESTINA, depois de terem feito um controlo surpresa no hotel!

E depois o ignorante sou eu!...

Como você é um convencido compulsivo e gosta de fazer de mim palerma, é melhor ficar por aqui.
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De João F. a 06.07.2020 às 12:08

E se me permite o Sr. Rui Gomes, acrescento umas partes da entrevista dada pelo Lance Armstrong ao canal de TV ESPN, do dia 18/5/2020.

"Quando me dopei pela primeira vez? Eu devia ter 21 anos e foi na primeira época profissional em 1992."

Ele também reconhece haver uma ligação entre o seu cancro e a dopagem, mas não tem a certeza.

"Nós tínhamos já experimentado a cortisona, mas o EPO era de um outro nível.
As vantagens nos resultados eram tão importantes que o desporto passou
da dopagem com fraco índice de octanas, para um carburante de míssil com índice
elevado de octanas."

O EPO, para quem não se recorda, era a mixórdia preparada por um belga, em que um ciclista francês confessou tomar mesmo durante os treinos, ele e todos os sus colegas.
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De Bento a 06.07.2020 às 12:45

João

Não estou a querer fazer de si palerma, nem estou para arranjar chatices com ninguém. O João é que nos seus comentários revelou algum desconhecimento, isto não faz de si palerma.

O que eu discordo de si, é quando você foca em Lance Armstrong o problema do doping.
Volto a repetir, antes do Lance Armstrong já havia doping, depois dele continuou a haver, e ele não inventou nada, as pessoas que estão por dentro do ciclismo já sabiam dos métodos que se utilizava na altura.

Em relação a esse caso que relata no seu comentário, que fazem lembrar os métodos utilizados pelo bloco de leste, se existiu,foi numa altura em que o controle antidoping seria pouco profissional.
Na altura do Lance Armstrong o controle antidoping era feito duma forma bastante profissional. Havia um grande combate ao doping por parte da agência antidoping como o João refere no seu comentário o caso da Festina.
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De Leão Zargo a 05.07.2020 às 22:10

Bento,
olhe que a a revista Sports Illustrated divulgou uma lista de atletas mais anti-desportivos em 2012 com Armstrong em primeiro lugar!
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De Leão Zargo a 05.07.2020 às 22:15

João F

É exagerado dizer que Armstrong no início da sua carreira profissional, revelou-se sempre um corredor médio e só depois de ter organizado uma equipa de dopagem para o assistir é que começou a ganhar. Recordo-me que em 1993 foi campeão de ciclismo em estrada e que em 1995 venceu a clássica de San Sebastián.
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De João F. a 06.07.2020 às 00:06

Leão Zargo

Pois, mas para mim ciclistas muito acima da média, foram Merkx, Hinault e Anquetil, que ganharam clássicas de um só dia e o titulo mundial de estrada, tendo mesmo o Anquetil e o Merkx batido o recorde mundial da hora. Estes sim, foram corredores excepcionais, tão bons na estrada como na pista, a rolar como a trepar, grandes sprinters, todos na linha de Bartali e Coppi, os primeiros grandes monstros do ciclismo no após guerra.

Para mim, o Armstrong não passou dum ciclista de categoria média, que só alcançou 7 vitórias no Tour, graças a organização mafiosa que montou para o servir.
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De Indiana Julio a 06.07.2020 às 02:13

Eddy Merckx foi o mais completo ciclista de sempre até aos dias de hoje.
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De Bento a 06.07.2020 às 10:58

"para mim ciclistas muito acima da média, foram Merkx, Hinault e Anquetil"

Pois foram, mas o João acha que eles andavam a pão e água?
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De Leão Zargo a 05.07.2020 às 22:06

Caro Indiana

Percebo quando afirma que "o entusiasmo esfumou-se". Mas, olhe que o ciclismo continua a ser uma das modalidades desportivas mais espectaculares.
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De Bento a 05.07.2020 às 14:34

Caro Leão Zargo

Agradeço este post que nos faz recordar bons tempos, quer desportivos quer de uma altura em que havia outros valores na sociedade.

👍
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De Leão Zargo a 05.07.2020 às 22:01

Caro Bento

Agradeço as suas palavras.
Na verdade, era outro tempo, outra sociedade, outra economia, outros atletas... O mundo evoluiu muito, mas nem sempre no melhor sentido.
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De Bento a 06.07.2020 às 00:05

"O mundo evoluiu muito, mas nem sempre no melhor sentido."

👍
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De Bento a 06.07.2020 às 13:17

Vou colocar aqui apenas ALGUNS casos conhecidos de doping entre quais os casos de Fausto Coppi, Jacques Anquetil, Eddy Merckx, senão o comentário ficaria muitíssimo extenso.

"Fausto Coppi da Itália admitiu em uma entrevista na televisão em 1952 que ele usou 'La Bomba', como não havia outra alternativa se você queria para se manter competitiva

Roger Rivière da França admitiu, depois de sua carreira terminou, para ter tomado " as anfetaminas e solucamphre" durante o seu recorde da hora, de 1958, inclusive tomando comprimidos durante a tentativa

Jacques Anquetil da França nunca escondeu que ele usava drogas - uma prática comum na época - e de um debate com um ministro do governo na televisão francesa disse que só um tolo poderia imaginar que era possível montar Bordeaux-Paris, em apenas água

Evert Dolman dos Países Baixos foi destituído de seu 1967 Dutch National Road Race Championship título por causa de doping.

1968
Felice Gimondi da Itália testou positivo no Giro D'Italia

Eddy Merckx da Bélgica testou positivo para o estimulante Reactivan em Savona durante o Giro d'Italia 1969

1973
Eddy Merckx testaram positivo para uma substância proibida no Giro di Lombardia clássico

Bernard Thévenet da França ganhou o Tour de France 1975 usando cortisona

Bernard Thévenet da França ganhou o Tour de France 1977 com a ajuda de cortisona.
Joop Zoetemelk dos Países Baixos testou positivo para Pemoline no Tour de France 1977, embora Pemoline era uma substância legal na época. No Tour de France 1979, ele testou positivo para 'hormônios'

Michel Pollentier da Bélgica foi pego tentando enganar as drogas controlar com urina de outra pessoa em um bulbo de borracha em seus shorts após a vitória no Alpe d'Huez


1983
Adri van der Poel o holandês campeão cyclocross mundo e vencedor da etapa Tour de France testou positivo para estricnina

Pedro Delgado da Espanha testou positivo para probenecida no Tour de France 1988 . Probenicid interfere com produtos químicos que segregam os rins, e assim despertaram uma suspeita de que ele estava a usá-lo como um agente de máscara para utilização de esteróides.

Jesper Worre da Dinamarca testou positivo para uso de amineptina , uma droga estimulante, que havia sido proibida em 1 de Janeiro do mesmo ano.

Bo Hamburger da Dinamarca admitiu tomar EPO a partir de 1995-1997 em sua autobiografia de 2007

Laurent Brochard da França foi expulso do Tour de France em 17 de julho 1998, com toda a equipe Festina

Eugeni Berzin foi impedido de iniciar a 2000 Volta à Itália por causa do nível de hematócrito (devido à utilização de EPO) acima de 50%


2004
David Fuentes dos EUA testou positivo para um esteróide anabolizante no clássico da bicicleta de Redlands

Manuel Beltrán testou positivo para EPO após a primeira etapa do Tour de France. A notícia foi divulgada em 11 de julho de 2008

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