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Fotografia com história dentro (222)

O Vasco da Gama - Sporting e a Taça Príncipe de Gales (1928)

Leão Zargo, em 08.11.20

thumbnail_Taça Príncipe de Gales.jpg

O Sporting realizou uma digressão ao Brasil no Verão de 1928 para disputar um conjunto de quatro jogos com o Vasco da Gama, Fluminense e selecção do Rio de Janeiro. Foi nessa altura que os leões passaram a utilizar a camisola às riscas horizontais verdes e brancas da equipa de râguebi por ser mais leve e fresca do que a camisola bipartida, actualmente conhecida como Stromp.

A comitiva, reforçada com quatro jogadores de outros clubes, partiu de Lisboa no dia 1 de Julho no paquete “Alcântara”, da Mala Real Inglesa. Tratou-se da primeira digressão transcontinental do Sporting, pois até aí apenas tinha viajado para fora do país com a finalidade de defrontar equipas europeias.

Em 1928, o Vasco da Gama, um dos clubes mais poderosos do Brasil, possuía a maior “torcida” no Rio de Janeiro e o seu estádio, o São Januário, era o maior da América do Sul. O dia do jogo, 22 de Julho, esteve bastante chuvoso mas isso não impediu que o público acorresse em grande número.

Depois da habitual troca de cumprimentos e da oferta ao Sporting de um magnífico bronze artístico que pesava mais de trinta quilos, o prélio iniciou-se com a saída de bola pelos vascaínos. Apesar dos esforços dos jogadores das duas equipas para conseguirem a vitória, o resultado final foi um empate (1-1). Num gesto de grande desportivismo, os dirigentes do Vasco da Gama decidiram que a belíssima Taça Príncipe de Gales deveria ser atribuída à equipa visitante.

Ficha de jogo:

Jogo amigável

Vasco da Gama 1 - Sporting 1

Estádio de São Januário, Rio de Janeiro, 22 de Julho de 1928

Árbitro - Luiz Vinhaes

Vasco da Gama - Jaguaré, Hespanhol e Itália; Rainha, Nesi e Mola; Paschoal, Pepico, Russinho, Américo e Sant’Anna

Sporting - António Roquette (Casa Pia), Carlos Alves (Carcavelinhos) e Jorge Vieira; João Francisco, Serra e Moura e Martinho Santos; Liberto Santos (União de Lisboa), Armando Martins (Vitória de Setúbal), depois Gustavo Teixeira, João dos Santos, Cervantes, depois Abrantes Mendes, e José Manuel Martins

Golos - Gustavo Teixeira (77’) e Pepico (82’)

A fotografia foi retirada da página no Facebook “Museu Sporting”.

publicado às 14:30

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14 comentários

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De Leão do Norte a 08.11.2020 às 15:53

De certeza mais uma das muitas belíssimas taças que o nosso museu possui.Curiosamente não tenho recordação de me ter chamado à atenção nas visitas que efectuei ao museu.
Estarei atento na próxima visita.
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De Leão Zargo a 08.11.2020 às 18:58

A taça até se destaca pelo tamanho e beleza, mas passa despercebida por estar numa vitrina secundária com muitos outros troféus. No fim de contas, o espaço acaba por ser pequeno, e para se proporcionar relevo a títulos oficiais, muitas taças estão "escondidas".
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De Leão do Norte a 08.11.2020 às 21:13

É o que dá sermos um Clube com uma história tão rica e tão titulado. Muitas das taças passam despercebidas!
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De Leão Zargo a 08.11.2020 às 21:46

Verdade, Leão do Norte. E com a vantagem de proporcionar um melhor conhecimento da História centenária do Sporting.
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De Rui Gomes a 08.11.2020 às 21:57

Mas não se esqueçam que não há muitos anos a maior parte dos troféus estavam num armazém a monte ou em caixotes. Eu cheguei a ver e, por exemplo, nessa altura, a Taça das Taças até passava completamente despercebida. Muito mudou, para melhor.
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De RCL a 08.11.2020 às 20:53

Jaguaré mítico guarda-redes do Vasco da Gama que gostava de fintar os jogadores contrários .Esteve em Espanha e França. Ainda na década de 50 era muito falado no Brasil, diziam que tinha sido o Garrincha da baliza, mais velho claro.
SL
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De Leão Zargo a 08.11.2020 às 21:44

Jaguaré era um guarda-redes espectacular. Habituado ao trabalho na estiva, as mãos seguravam as bolas com firmeza, era rápido entre os postes, tinha grande impulsão e até marcava golos de penálti e de livres directos.

Ele jogou no Sporting, foi o nosso primeiro guarda-redes estrangeiro, na equipa que conquistou o Campeonato de Lisboa de 1935-36.
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De RCL a 08.11.2020 às 22:32

Leão Zarco
Não sabia de todo que Jaguaré tinha estado no Sporting.
Sei das suas história através de amigos brasileiros, alguns que brilharam nos "vapores do rego". Também falavam em Domingos da Guia, avançado do Flamengo. Cultura futebolistica transmitida pelos pais e Avós.
SL
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De Leão Zargo a 09.11.2020 às 11:17

RCL

É verdade, Jaguaré jogou no Sporting em 1935-36. Em 1935 ele pretendeu viajar para a Itália, mas ficou retido no porto de Lisboa por causa da invasão da Abissínia (actual Etiópia) pelo exército italiano. O Sporting aproveitou e contratou-o para ocupar o lugar do Artur Dyson que atravessava um mau momento.

No entanto, Jaguaré fez apenas sete jogos pela equipa principal, creio que todos no Campeonato de Lisboa. Perdeu a titularidade, primeiro para Dyson e mais tarde para o jovem João Azevedo que tinha sido contratado ao Luso do Barreiro.

No final da época, Jaguaré partiu para França onde jogou no Olympique Marseille. Lá chamaram-lhe "Le Jaguar"!

SL
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De Fernando a 18.12.2020 às 17:07

Domingos da Guia não era avançado, mas sim zagueiro.
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De RCL a 18.12.2020 às 20:45

Tem razão
Avançado foi Friedenreich, uma geralção mais velha, consideradomo maior artilheiroso do mundo.
sl

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