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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Na inauguração do Estádio Nacional, em 10 de Junho de 1944, disputou-se um Sporting- Benfica. Os leões tinham conquistado o Campeonato Nacional e os encarnados a Taça de Portugal, e a Federação Portuguesa de Futebol instituiu a Taça Império para ser disputada pelos vencedores dessas duas competições. Apesar de prevista a sua continuidade, apenas seria retomada em 1979 com a designação de Supertaça Cândido de Oliveira.
O Sporting venceu por 3-2 (1-1 no tempo regulamentar) com inteira justiça. Adaptou-se melhor à forte ventania e, com grande segurança defensiva, através do seu futebol ofensivo e rectilíneo manteve a defensiva benfiquista sob pressão constante. Fernando Peyroteo fez uma grande exibição e foi o autor do primeiro golo no Jamor.
Tavares da Silva escreveu a crónica do jogo para a revista Stadium (nº 80 de 14 de Junho de 1944) e registou esse golo inaugural da seguinte maneira: “A Peyroteo coube a honra de marcar a primeira bola, inaugurando as redes do Estádio Nacional. Sem dúvida, o destino escolheu bem, neste capítulo, dada a formidável carreira de rematador do avançado-centro sportinguista.”
Ficha de jogo:
Taça Império, 10 de Junho de 1944
Sporting 3 - Benfica 2
Arbitro - Vieira da Costa (Porto)
Sporting - João Azevedo; Álvaro Cardoso e Manuel Marques “Manecas”; Canário, Octávio Barrosa e Eliseu; Mourão, João da Cruz, Peyroteo, António Marques e Albano
Treinador - Joseph Szabó
Benfica - Martins; César Ferreira e Carvalho; Jacinto, Albino e Francisco Ferreira; Espírito Santo, Arsénio, Julinho, Joaquim Teixeira e Rogério “Pipi”
Treinador - János Biri
Golos - Peyroteo (60’ e 92’), Espírito Santo (77’), Eliseu (107’) e Julinho (115’)
Na fotografia, a bola rematada por Peyroteo está dentro da baliza, o guarda-redes Martins nada pode fazer e Albano prepara-se para festejar.
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