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Fotografia com história dentro (251)

Sporting 1965-66

Leão Zargo, em 13.06.21

SCP 1965-66 Campeão Nacional.jpg

A conquista pelo Sporting do Campeonato Nacional em 1965-66 constitui um caso de estudo do que resulta de uma equipa competitiva que integra atletas sportinguistas ou que “sentem” o leão ao peito. Muitos dos jogadores estiveram no Clube durante sete ou oito anos, ou até mais. Desde então, Carvalho, Pedro Gomes, Mário Lino, Alexandre Batista, José Carlos, Hilário, João Morais, Caló, Dani, Fernando Mendes, Osvaldo Silva, Lourenço, Figueiredo e Oliveira Duarte constituem, para mim, o valor referencial daquilo que deve ser o “atleta sportinguista”.

Foi o “meu” primeiro título de campeão nacional, e talvez por isso, ou por ser ainda uma criança, ficou indelével na minha memória. Depois, o Sporting teve as melhores equipas que conheci, as de 1973-74, 1981-82, 2006-07 e 2020-21, cujo fascínio nunca esquecerei, mas houve também épocas sucessivas em que tive de engolir em seco por mais outro ano frustrante. Umas vezes por causa de “campos inclinados” que nos impediram de triunfar, outras vezes por incapacidade própria, por desorganização ou incompetência. Ou porque outras equipas foram mais fortes.

Não estando “agarrado” ao passado, recordo-o apenas por uma questão de identidade e de “lição de vida”, vivo virado para o futuro, para a frente, sempre num misto de confiança e de esperança no sucesso. No entanto, quando o Sporting alcança um grande triunfo, como aconteceu esta época, decorrido o momento da emoção e do prazer da vitória, lembro-me sempre da equipa de 1965-66. A minha equipa leonina!

publicado às 14:30

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9 comentários

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De Manuel Parreira a 13.06.2021 às 15:43

1966 foi o ano em que fui dos Açores para o continente no serviço militar, obrigatorio naquele tempo, o Sporting tinha sido campeão, depositávamos muita esperança nesta equipa, afazer serviço no Hospital da estrela tive oportunidade de ver varios jogos do Sporting, mas para meu desespero nunca vi o Sporting ganhar, mas também nunca vi o Sporting perder, 1966/67 acabou por ser um ano para esquecer.
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De Leão Zargo a 13.06.2021 às 16:19

Uma época para esquecer, sem dúvida. Apenas com um aspecto muito positivo: foi a época em que Vítor Damas se estreou na equipa principal do Sporting.
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De Leão do Norte a 13.06.2021 às 16:50

Caro Leão Zargo,
Se bem me recordo, em post anterior, o caro amigo referiu que quando o Sporting conquistou o título de campeão em 1965-66 foi quando se tornou sportinguista e que esta equipa leonina era a sua preferida. Chegou a expressar que "não há amor como o primeiro".
No meu caso esta geração de sportinguistas são uma realidade apenas nos livros da história, mas também comungo da opinião que representam o "atleta sportinguista".
Estando virados para o futuro, são estas referências do passado que nos fazem enfrentar esse futuro com maior confiança.
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De Leão Zargo a 13.06.2021 às 17:23

Caro Leão do Norte

Há uma pequena história dentro da história desta fotografia. Tinha 12 anos de idade quando o Campeonato começou no Verão de 1965 e na rua José Joaquim de Moura, em Faro, eu e os meus melhores amigos éramos todos do Farense e do Benfica. Por razões que já não recordo bem, durante o campeonato comecei a "torcer" pelo Sporting, talvez pela bravura da equipa, pelo carácter dos jogadores, desagrado pelo Benfica que era o "papa quase tudo" naquele tempo ou para contrariar os meus amigos. Um pouco de cada coisa, provavelmente.

Numa fase muito avançada da prova, perto do fim, o Sporting empatou no Restelo e o Benfica passou para a frente. E eu sofri. Foi sol de pouca dura para os encarnados, pois perderam na jornada seguinte, os leões voltaram a liderar e vibrei com a situação. Tornei-me leão o que deu azo a longas e dramáticas discussões com os meus companheiros de bola e brincadeira. Por isso é que referi que "não há amor como o primeiro"!
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De Leão do Norte a 13.06.2021 às 17:57

Aí o destino deu "força" à expressão "Leão de Faro".
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De Leão Zargo a 13.06.2021 às 21:49

Pois, pois, "Leão de Faro"... do Sporting CP e do SC Farense!
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De RCL a 13.06.2021 às 18:43

Foi o primeiro campeonato que vi em Alvalade, os anteriores: radio de pilha e Domingo Desportivo, lá mais acima na Beira, na terra de Carlos Lopes.
Peão porque não havia cacau para mais. Tenho saudades do futebol desses tempos, tempo do "jogar à Sporting".
Realmente aquela equipa era constituída por jogadores que sentiam a camisola, algo que se perdeu a partir da decada de 80 com a vinda de "craques" estranjeiros. Titulos nem vê-los.
O maior elogio que se pode fazer à atual Direção foi o ter regressado às origens, apostou forte na formação e ganhou em todos os tabuleiros. A equipa voltou a jogar à Sporting.
SL
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De Leão Zargo a 13.06.2021 às 21:54

Nos anos 60, nos domingos à tarde, por causa da rádio Alvalade ficava quase do tamanho do mundo. Os locutores construíam as imagens do jogo, a finta repentina, o remate indefensável ou a defesa impossível. Artur Agostinho, Alves dos Santos, etc. E o peão onde cabia sempre um!!!
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De Naçao Valente a 14.06.2021 às 19:14

Grande vitória. Grande equipa. Vou acrescentar uma nota pessoal. Em 1967 estava a cumprir serviço militar em Alcabideche. Nessa unidade, que fazia parte do extinto Regimento de Artilharia de Costa (RAC) estava a fazer a formação na especialidade, Dani com quem convivi, e que participava nas nossas peladinhas. Um médio muito promissor que depois se eclipsou. Na altura, este regimento recebia os jogadores do Sporting, que tinham estatuto especial. O comandante era o coronel Ayala, conhecido sportinguista.
Depois da instrução Dani deixou de estar sempre presente no quartel, e desapareceu da equipa leonina. Depois de ter cumprido serviço militar, e quando vivia em Lisboa, cruzei-me, casualmente com ele, numa madrugada na praça do Chile, tão embriagado que mal se mantinha de pé. Passou por mim sem me ver. Não me lembro se ainda jogava futebol. O facto é que nunca mais ouvi falar dele. Acho que foi uma estrela cadente.

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