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Fotografia com história dentro (261)

O atleta Mário Moniz Pereira

Leão Zargo, em 23.08.21

Mário Moniz Pereira atletismo.jpg

A Mário Moniz Pereira chamaram muito justamente o “Senhor Atletismo” porque, graças a ele, essa modalidade deu um enorme salto qualitativo, atingindo o seu ponto mais alto com Carlos Lopes, Fernando Mamede, Armando Aldegalega, os irmãos Castro, entre muitos. São todos atletas de uma época relativamente recente, mas a actividade de Moniz Pereira começou nos anos 50 quando tornou Álvaro Dias num dos melhores saltadores em comprimento de sempre no nosso país, o primeiro atleta português a estar próximo de um grande resultado internacional. 

O jovem Moniz Pereira era de tal forma um desportista eclético que praticou atletismo, voleibol, natação, andebol e basquetebol quando estudou no INEF e equitação, esgrima, tiro e natação quando teve de cumprir o serviço militar. Pelo INEF, foi campeão de Lisboa universitário de salto em comprimento, triplo salto, 110m barreiras e 4x100m e campeão de Portugal universitário de triplo salto e recordista nacional. Esteve entre os fundadores do Centro Desportivo Universitário de Lisboa (CDUL).

Em 1922, Mário Moniz Pereira tornou-se sócio do Sporting e em 1939 ingressou no Clube como praticante de ténis de mesa, passando depois para o atletismo, ginástica, hóquei em patins, ténis e voleibol, modalidade em que se sagrou campeão nacional em 1953-54 e em 1955-56, esta última conquista também como treinador. Antes dos históricos feitos que conseguiria como treinador no atletismo, destacou-se como atleta com a camisola leonina, nomeadamente no salto em altura, triplo salto e salto em comprimento e em provas de velocidade.

Na fotografia, o atleta Mário Moniz Pereira em acção no antigo Estádio do Lumiar.

publicado às 11:45

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6 comentários

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De Julius Coelho a 23.08.2021 às 12:44

Caro amigo Leão Zargo, podemos juntar no seu invejável currículo o ter sido também campeão de futebol pelo Sporting, como preparador físico da equipa técnica de Fernando Vaz. Esteve presente em 12 jogos olímpicos um numero quase proíbido.

A grande curiosidade é que foi também compositar de inumeros temas musicais, escreveu várias letras musicas para a Amália, temas que se tornaram célebres.

Eu particularmente tive uma experiência com ele, tinha os meus 12 anos e nunca tinha perdido uma corrida de velocidade para ninguém, o Professor estava com uma equipa tecnica do Sporting a captar talentos no antigo estádio da FNAC perto da Avenida de Roma em Lisboa, eu morava perto e aproveitei para lá ir, recordo que faltei à escola, ali estava ele na pista do estádio a fazer testes a miudos que ali apareciam. Inscrevi-me e tentei a minha sorte nos 100 mt , corri sózinho contra o cronómetro que ele tinha na mão, deu o sinal e parti, nunca me disse o tempo que fiz, sómente me disse que eu não era suficientemente rápido, fiquei muito desiludido porque nunca tinha perdido uma corrida para ninguém.
Depois pediu-me que desse 3 voltas á pista e aí no final parecia mais satisfeito com o resultado, perguntou se eu podia apresentar-me no Sporting na semana seguinte. Fiquei feliz, mas outros caminhos se cruzaram e acabei no futebol do Benfica. Os meus pais meteram-me na cabeça que o atletismo não dava nada.

Mais tarde e já com 18 anos nas finais das provas de atletismo da Força Aerea em Tancos, ganhei as medalhas de primeiro lugar nos 100m, 200m e 400m. Nos 100m fiz 11.0. Creio que o professor se equivocou, eu poderia ter sido sim rápido.

No futebol como extremo a velocidade foi sempre a minha principal arma, dava "adios" a todos.
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De Julius Coelho a 23.08.2021 às 12:46

" Dava um "adios" a todos"
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De Leão Zargo a 23.08.2021 às 15:23

Caro Julius

O amigo no futebol como extremo tinha grande velocidade e dava um "adios" aos seus adversários, mas 100 metros na pista é outra história. O cronómetro do professor estava atento a essa diferença.

Fez bem em referir a colaboração de Moniz Pereira com Fernando Vaz como preparador físico da equipa de futebol do Sporting. Um Campeonato Nacional no primeiro ano e uma Taça de Portugal no segundo ano. Também trabalhou com Mário Imbelloni, Mário Lino e Fernando Mendes no Sporting e Cândido de Oliveira e Fernando Vaz na Selecção Nacional.
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De Leão do Norte a 23.08.2021 às 22:39

Caros amigos,
Para ser fiel aos feitos e conquistas do professor Mário Moniz Pereira o amigo Leão Zargo teria de dedicar a ele os posts dos próximos meses!

Julius, o professor Moniz Pereira tinha uma visão altruísta do desporto. Não queria que o atletismo "roubasse" ao futebol um veloz extremo e com potencial para o sucesso.
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De Leão do Norte a 23.08.2021 às 22:28

Caro amigo Leão Zargo,
Com o professor Mário Moniz Pereira atrevo-me a dizer que este post não é uma fotografia com história dentro, mas a história dentro desta fotografia!
Há muito poucos cujo percurso desportivo se confunde tanto com a própria história como ele.
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De Leão Zargo a 24.08.2021 às 08:58

Caro amigo Leão do Norte

Na verdade, o Professor Mário Moniz Pereira foi uma personalidade prodigiosa e invulgar no centexto do desporto português e mundial. Pelo seu excepcional ecletismo desportivo (não tenho conhecimento de outra pessoa assim), mas principalmente pelos suas qualidades de estudioso e investigador a que acrescentou uma espírito de organização e liderança notáveis. Não foi por acaso que trabalhou com dois treinadores como Cândido de Oliveira e Fernando Vaz.

O atletismo foi a sua grande paixão desportiva. Provavelmente poucos sportinguistas saberão que ele continuou a competir ainda na categoria de veteranos. Entre outros trunfos, foi medalha de bronze, no salto em comprimento e triplo, nos Campeonatos Mundiais de Veteranos de 1977 (Gotemburgo) e também no triplo salto, nos Campeonatos Europeus de 1982 (Estrasburgo).

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