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Fotografia com história dentro (269)

Capel, Capel!

Leão Zargo, em 17.10.21

Diego Capel SCP.jpg

O futebol está cheio de histórias sobre jogadores cujas carreiras ficaram algo longe das expectativas dos seus adeptos. Sem essas histórias, e as intermináveis conversas sobre os jogadores em causa, o futebol não seria a mesma coisa. Diego Capel é bem capaz de ser um desses casos. Em 2008, jogava no Sevilha, era um dos extremos mais cobiçados do futebol mundial e até o Real Madrid se interessou pelos seus serviços.

Em 2011, com alguma surpresa pelos elogios e pelas referências na imprensa espanhola e internacional, Capel tinha 23 anos de idade e foi contratado pelo Sporting, a troco de 3.5 milhões de euros. Veio por cinco épocas, ficou quatro anos, e os dois primeiros foram dos melhores da sua carreira. No entanto não evoluiu como deveria, sempre com as mesmas qualidades e os mesmos defeitos, e deixou de ser um titular indiscutível.

Apesar de não ser um goleador nato, era um extremo esquerdo com grande velocidade e poder de arranque. Tinha um domínio de bola muito bom, comparativamente a muitos outros na sua posição. Os sportinguistas já tinham saudades de ver um extremo a sério em Alvalade, alguém que acelerava o jogo, que o abanava com esticões, que não tinha medo de ter a bola no pé e de partir para cima do adversário. Transmitia-nos aquilo que faz falta no nosso e no futebol: a ilusão de que com ele em campo estaríamos sempre mais perto da vitória.

Diego Capel marcou alguns grandes golos e fez assistências perfeitas. Naquele jeito dele, de cabeça baixa sempre com a bola colada ao pé e a ir super veloz para cima dos defesas contrários, parecia adivinhar o posicionamento dos companheiros de equipa, fazia-lhes chegar a bola em perfeitas condições para então rematarem à baliza adversária. O pior era quando as coisas não lhe corriam de feição. Passes transviados, bolas que se perdiam, o desespero que se instalava. Sendo um jogador emocional necessitava de sentir a confiança do treinador.

A fotografia corresponde à imagem de Diego Capel entre os sportinguistas. Um jogador excitante, mas algo inconsequente muitas vezes. O extremo tinha acabado de marcar ao Athletic Bilbao nas meias-finais da Europa League, virando o resultado para um favorável 2-1 aos 80 minutos de jogo. No entanto, os bascos na 2ª mão venceram por 3-1 e esfumou-se o sonho de participar em mais uma final europeia. Como foi decepcionante a final da Taça de Portugal com a Académica, com uma derrota por 1-0.

publicado às 14:30

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3 comentários

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De Juskowiak a 17.10.2021 às 15:44

Não jogava nada... muita velocidade, muitas acelerações de jogo pela esquerda, mas no final era quase sempre inconsequente. Cruzava mal, rematava mal, passava mal..

Um jogador que à primeira vista até entusiasmava, mas outra coisa não foi senão um flop.
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De Juskowiak a 17.10.2021 às 20:49

Caros Leões Zargo e do Norte

Respeitosamente vou ser teimoso.

Capel não jogava nada, pelo menos para as exigências de um clube como o Sporting... e na minha opinião a não-tão-má-assim recordação que nos deixa explica-se assim:

Nos anos de Godinho Lopes as equipas eram tão más, tão más, mas tão más... que qualquer jogador que fosse apenas razoável parecia um bom jogador.
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De Leão Zargo a 17.10.2021 às 21:31

Caro Juskowiak

Respeitosamente também vou ser teimoso. Godinho Lopes não interessa agora nesta conversa, mas devo recordar que na equipa de 2011-12, para além de Capel, havia Rui Patrício, João Pereira, Polga, Ínsua, Daniel Carriço, Matias Fernandez, Stijn Schaars, Rinaudo, Ricky van Wolfswinkel...

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