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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Szabo e a táctica
Joseph Szabo era de uma dedicação extrema ao trabalho. Exigente, preparava com minúcia a táctica da sua equipa antes dos jogos. Foi sempre assim, mas tornou-se ainda mais meticuloso depois do estágio no Arsenal de Londres em 1935.
O treinador húngaro utilizava uns bonecos que colocava num tabuleiro a imitar um campo de futebol onde explicava a táctica do jogo, como os jogadores se deveriam colocar e organizar em campo e as características da equipa adversária. Fernando Peyroteo escreveu nas suas "Memórias" (1957) que, noutras ocasiões em que não tinha o tabuleiro, Szabo "pegava num lápis e num papel, onde marcava bolinhas e cruzinhas indicativas das posições dos companheiros e adversários".
Um dia, no Sporting, os jogadores tinham comprado bilhetes para uma 'matinée' no cinema e Peyroteo atreveu-se a dizer qualquer coisinha por causa de uma prelecção táctica de Szabo que parecia não ter fim. A resposta do Mestre foi pronta e definitiva: "Senhor Fernando, o seu cinema é este". Foi outra a 'matinée' dos atletas leoninos.
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