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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Para todos nós, sportinguistas, o dia 1 de Julho de 1906 constitui uma data memorável, da criação formal do nosso Clube. É uma data de festa e de comemoração. Mas, é também um dia de nostalgia e de memória, pois em 1 de Julho de 1930 morreu Francisco Stromp, o sócio perpétuo nº 3 do Sporting, que está sepultado no cemitério do Lumiar.
O Sporting era a sua grande e única paixão, foi o atleta exemplar, o capitão e o treinador sempre disponível e o dirigente atento e conhecedor. O elevado conceito em que tinha as virtudes do desporto e o respeito pela ética desportiva, faziam dele o amigo e cavalheiro sem limites, mesmo com os seus adversários das pugnas desportivas. Sempre atento às dificuldades financeiras dos seus companheiros de equipa, era frequente ajudá-los. Foi o que se passou com a viúva e os filhos do malogrado Amadeu Cruz, guarda-redes leonino.
Frequentador do Café Martinho, no Largo do Camões, Francisco Stromp aparecia por lá ao fim da tarde. Ali convivia com escritores e políticos, como D. João da Câmara, Fialho de Almeida, Machado dos Santos e Brito Camacho, entre outros. Numa mesa do fundo, transformada em secretaria do Sporting, despachava o expediente do Clube. Dele, diziam os amigos: “No Chico, nem namoros, nem política - a sua amante é o Sporting!”
(Fonte António Simões, Desporto com Política, ed. INCM, Lisboa, 2011)
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