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Frederico Varandas obteve 42,32% dos votos e foi eleito presidente do Sporting Clube de Portugal nas eleições mais concorridas de sempre. Participaram 22 400 sócios, sendo a percentagem de brancos e nulos praticamente insignificante (2,52%). Segundo Luís Paixão Martins, o novo presidente leonino deve a sua vitória ao apoio que conseguiu entre os associados “Efectivo A” com direito a entre 5 a 10 votos, e que constituem 55% do universo eleitoral. Isto é, aqueles que têm entre quinze anos e quarenta e quatro anos de pagamento de quotas.

 

Frederico Varandas beneficiou do facto de ter apresentado mais cedo a sua candidatura, rompendo desde logo com o poder vigente na altura. Gerou uma expectativa positiva inicialmente, foi cuidadoso na abordagem da questão do treinador e comprometeu-se com a estabilidade no Clube. No entanto, caiu na armadilha de constituir uma “Comissão de Honra” que nada acrescentou e principalmente foi desastroso nos debates ou intervenções públicas. Valeu-lhe o facto de a campanha eleitoral ter sido fraca em geral, com muitos lugares comuns, pouca imaginação e sobranceria excessiva nuns ou agressividade a mais noutros. Todas as candidaturas tinham virtudes e defeitos, mas Varandas conseguiu colocar-se no “centro” e levar o seu discurso racional aos que têm uma maior capacidade de decidir as eleições.

 

Agora, depois de tomar posse como o 43º Presidente do Sporting, Frederico Varandas terá os olhos dos sportinguistas fixados nele e é certo que não vai ter um prolongado estado de graça. Os adeptos de Bruno de Carvalho que se lhe referem como “traidor” e “fivelas” não lhe darão descanso e o facto de João Bendito ter obtido cerca de 1 100 votantes a mais do que ele estará sempre presente na memória de muitos. Na vida nada é permanente e no futebol pouco é previsível.

 

De certa forma, os novos órgãos sociais leoninos dependem do sucesso, mesmo que relativo, da equipa principal de futebol. É sempre assim. O Conselho Directivo precisa de tempo para pôr em prática um plano de acção que convença a maioria dos adeptos. Um modelo de governo do Clube com práticas efectivas de transparência e de exigência, a organização competente e eficaz do futebol, a continuação do sucesso nas modalidades, uma gestão financeira e fontes de financiamento adequadas às necessidades a curto e médio prazo, um relacionamento institucional inteligente e um estilo de comunicação abrangente para todos os sportinguistas. E, evidentemente, aquilo que está em cima da mesa: os processos de rescisão litigiosos de jogadores.

 

Apesar do sentido único para a sua governação, Frederico Varandas pode encarar o futuro com uma nesga de optimismo.  Os sportinguistas estão mais convictos do que nunca de que unanimismos e caudilhismos não permitem que, permanentemente, se descortinem as melhores soluções para o Clube. Nem um subliminar providencialismo, próprio de quem se considera o salvador, irá resgatar o Sporting dos seus males e insucessos desportivos. Por isso, muitos estarão mais atentos à qualidade do modelo de governo do que aos aspectos acessórios e mediáticos que fizeram história no passado recente.

 

publicado às 17:27

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4 comentários

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De António a 09.09.2018 às 20:48

Vou gravar uma frase que disse numa entrevista e que passou de mansinho.
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De Borges Coutinho a 09.09.2018 às 22:16

A equipa dele é boa, e tem os jogadores consigo. Pode e deve romper com o passado de arruaça e devolver a presidência do Sporting à dignidade e à boa educação.

Por isso não consigo perceber porque terá dito que não pretende reatar relações com o Benfica. Será para agradar ao Barbini, e outros quejandos?

Oxalá reconsidere a sua posição, pois o futebol português está mesmo a precisar de diálogo e diplomacia.
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De António a 09.09.2018 às 22:27

Essa afirmação é o lado BC do homem.

Concordo que tem uma boa equipa nalguns setores, daí ser pena que João Benedito não tivesse ganho. Melhor ainda era Dias Ferreira. 😆
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De o acutilante a 10.09.2018 às 00:09

Espero bem que sim. Que tenha palavra e não reate relações com o Benfica que o clube benfiquistas agradecem.
Cada macaco no seu galho, cada equipa com os seus trunfos.

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