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Futebol com humor à mistura (4)

Rui Gomes, em 13.03.17

 

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Continuamos com a interessante rubrica em que Rogério Casanova, jornal Expresso, nos brinda com os seus comentários humorísticos sobre as performances dos jogadores do Sporting, neste caso no embate com o Tondela:

 

Schelotto

 

É o figurante perpetuamente transpirado num filme de acção, sinédoque ambulante para o nervosismo que o espectador sente devido à sua presença em campo. Chega a todas as zonas do terreno como quem acabou de atravessar um jardim repleto de aspersores. Recebe cada passe como quem recebe uma pasta com plutónio. Devolve cada bola como quem tenta atira uma granada para fora do tanque. Ainda mais, na semana em foi inacreditavelmente pré-convocado para a selecção vice-campeã do Mundo, fez mais uma exibição inacreditável, no sentido literal do termo.

 

Zeegelaar

 

Cérebro de Zeegelaar: Sou indubitavelmente o melhor jogador do mundo.
Pé esquerdo de Zeegelaar: Vem lá uma bola.
Pé direito de Zeegelaar: Calma, eu trato disto.
Peito de Zeegelaar: Por acaso, e com a vossa licença, não me importo de ir lá eu.
Pé esquerdo de Zeegelaar: Bem visto. E agora?
Cérebro de Zeegelaar: Vamos tentar fintar esta pessoa! Todos juntos!
Braços de Zeegelaar: Eu ajudo: vou tirá-lo da frente!
Cérebro de Zeegelaar: É impressionante a minha qualidade.

 

Bryan Ruiz

 

Na ausência de Bruno César (e de Zanetti, e de Lahm, e de André Almeida), coube-lhe hoje ser ele a fingir que sabe jogar em qualquer posição no terreno. Fez o que pode quando a equipa não teve bola, tentando manter-se em zonas recuadas e trocando a intensidade na pressão pela capacidade de adivinhar intenções; em posse, emprestou uma débil postura de urgência aos seus lânguidos maneirismos – como um bispo a tentar dar a missa cheio de pressa. Foi de um passe errado seu (acertou mais nos longos do que nos curtos) que nasceu o golo do Tondela. Apesar de tudo, já fez jogos piores esta época.

 

Podence

 

Não tem o aspecto de um típico futebolista. Não tem sequer o aspecto de uma típica mesinha de cabeceira. E mostrou hoje, mais uma vez, que a cabeça e os pés também não são típicos, mas bastante acima da média. Desenhou o lance do primeiro golo e mais três ou quatro jogadas de grande qualidade. Tal como o jogador que substituiu sabe procurar as zonas certas para receber; terá talvez a vantagem de conseguir fazer as coisas bastante mais depressa a partir daí – e de, sem bola, ser o tipo de jogador ofensivo que a equipa não tem desde Slimani: um gajo que chateia toda a gente e não deixa ninguém descansar. Desapareceu depois do intervalo, mas fez mais do que suficiente nos primeiros 45 minutos para continuar no onze.

 

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publicado às 05:31

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