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Gonçalo Inácio não fez falta (?)

Rui Gomes, em 27.03.23

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Gonçalo Inácio foi titular e fez um excelente jogo contra o Liechtenstein. Para o embate com o Luxemburgo, que Portugal venceu por 6-0, não foi convocado.

Eis a explicação do seleccionador Roberto Martínez para esta sua decisão...

"Mudámos nas posições de mais desgaste físico. Gostei muito de ver o Gonçalo Inácio, mas era importante dar descanso hoje. Foi também muito importante ver o António Silva a entrar numa posição que hoje foi muito importante para defender as transições do Luxemburgo. A experiência do Danilo e do Rúben Dias... Acho que a equipa foi muito forte defensivamente".

Tudo bem, quando acaba bem. Portugal marcou praticamente nas primeira três ocasiões que foi à baliza do Luxemburgo, aos 9', 18' e 31', e o jogo ficou logo aí resolvido.

Caso contrário, talvez o senhor Martínez fosse obrigado a explicar um pouco mais...

A jogar num sistema de três centrais, Portugal alinhou com Rúben Dias no meio, António Silva à direita e Danilo à esquerda.

Ora, António Silva nunca antes tinha jogado neste sistema, mas tudo bem. Danilo, como bem sabemos, é um central adaptado e, ainda por cima, é destro.

Mas o Luxemburgo não deu a luta que nós esperávamos e os centrais lusos nunca foram testados perigosamente. Rui Patrício fez uma única defesa, salvo erro.

Gonçalo Inácio não tem capacidade para "defender as transições do Luxemburgo"?

Roberto Martínez ainda acrescentou esta consideração...

"Se joga um ou outro... tenho 35/36 jogadores de alto nível. Se falarmos dos que não jogam, entramos na dinâmica errada".

De certo modo, até tem razão, mas nem sempre explica tudo, especialmente considerando que o mosaico futebolístico português é tudo menos integral e transparente.

publicado às 03:04

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30 comentários

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De Naçao Valente a 27.03.2023 às 15:12

Vou repetir-me: muitas vezes tenho dito que nós simples cidadãos, temos tendência para nos considerarmos especialistas em tudo o que mexe. E no que diz respeito ao futebol não temos limites. Somos mais que catedráticos, motivados por interesses clubísticos.

O nosso seleccionador de futebol ainda nem teve tempo de assentar arraiais e já está nas "bocas do mundo". A única coisa que se sabe de concreto é que anda a aprender português e já o vai arranhando. Desculpas pela franqueza, mas sobre as suas competências profissionais para além do que já se conhece, sabemos zero, em relação à experiência portuguesa.

Sobre este início de actividade faço a seguinte apreciação: chegou, observou jogadores, fez a sua escolha, fez uns breves treinos, e constituiu equipas para dois jogos, o que sendo equipas muito acessíveis, lhe permitiu fazer experiências tácticas e observar "in loco" jogadores, o que, na minha perspectiva, fez bem.

Como Martinez disse, Portugal possui um leque bastante elevado de atletas de alto nível. A verdade é que só podem jogar, de cada vez onze, e compete-lhe fazer opções. Eu não gosto de embarcar em teorias da conspiração, especulando sobre interesses que estão para lá da sua visão de jogo, e assim sendo, com respeito por todas as opiniões, acho que Martinez merece ter período de graça.

O que também me faz confusão é a tendência que todos temos de ver a Selecção Nacional como um palco para jogadores, especialmente os "nossos". Peço mais uma vez desculpa por ir em sentido contrário. A escolha da equipa nacional deve basear-se no interesse competitivo, independentemente dos atletas serem de uma ou de outra equipa. A propósito lembrei-me do campeonato do mundo de 1966, que merecíamos ter ganho, e que levantou todo o país. A base dessa equipa era o SLB, porque tinha os melhores dos melhores.

P.S. Subscrevo a opinião aqui expressa pelo Július Coelho, acentuando o facto de devermos querer ter os nossos atletas, sobretudo preparados para o difícil calendário que temos pela frente. Acrescento que Gonçalo Inácio irá ser um futuro defesa da "Selecção" , seja qual for o treinador. Por agora prefiro vê-lo concentrado, como outros, nos interesses da nossa equipa.

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De Leão do Norte a 27.03.2023 às 22:15

Amigo Nação Valente,
O seu pensamento e postura em relação à Selecção Nacional, de uma forma geral, e ao novo selecionador, em particular, é inatacável e por mim, em tese, subscrito.
No entanto julgo que o a realidade que consubstancia todo o produto final da Selecção Nacional não é credora dessa visão. E ela própria que ao longo gos tempos, através da sua teia de interesses, nos tem tirado a ilusão do mérito, da justiça e do interesse competitivo.
O novo selecionador ainda agora chegou e merece o estado de graça, mas a experiência passada impele muitos adeptos, qual reflexo pavloviano, a suspeitar que também será engolido por esta impiedosa realidade.
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De Leão do Norte a 27.03.2023 às 22:16

"...ao longo dos tempos..."
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De Naçao Valente a 27.03.2023 às 23:40

Compreendo a sua tese, amigo Leão do Norte. Reflecte o pensamento geral sobre o funcionamento das instituições dominadas e controladas por determinados interesses. Na verdade as instituições, em vários segmentos, são dirigidas por pessoas, e estas na sua condição humana são imperfeitas, e refletem essa imperfeição no que dominam.

Talvez por ingenuidade, quero acreditar que existe gente honesta e que sendo difícil fugir aos comportamentos condenáveis, pautam a sua acção por princípios e valores, com predominância na isenção. Por isso, em relação ao caso concreto em discussão, prefiro optar por dar o benefício da dúvida, antes de levantar especulações para as quais não vejo fundamento.

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