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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
A propósito do recente anúncio da recompra de dívida por parte do Sporting CP, o clube das Antas veio a público, novamente, lançar o tema do perdão de dívida. Alvitrou-se até em comparar valores com receitas provenientes de presenças na Liga dos Campeões.
Para lá da iliteracia financeira, do desconhecimento real dos fundamentos desta operação e do facciosismo clubístico, os "papagaios" deste discurso martelado e bafiento agem de má fé, ignorando os diversos benefícios, no mínimo duvidosos, que usufruíram no passado e que totalizaram dezenas de milhões de euros. Por alguns deles, autarcas e dirigentes do clube foram acusados pelo Ministério Público pelo crime de participação económica.

Avivemos então a memória malévola com alguns casos, já amplamente difundidos pela comunicação social...
Comecemos pelo polémico, e utilmente complexo, plano de pormenor das Antas, o famoso PPA, ao abrigo do qual a autarquia portuense se dignou a apoiar o clube das Antas com uma comparticipação financeira, na forma de subsídio em "espécie", diga-se terrenos, e que segundo as contas elaboradas pelo Tribunal de Contas, "o valor de alguns dos terrenos foi subavaliado para quase um terço do seu valor comercial". Um relatório da Inspecção-Geral de Finanças também regista uma alegada "ilegalidade" na atribuição dos terrenos ao clube das Antas pelo município.
Recordemos ainda as muito discutidas permutas de terreno entre o município portuense e o clube das Antas que chegaram a ser alvo de uma investigação, e acusação, por parte do Ministério Público. E a notória situação de empresas do grupo portista suportarem a sua actividade com contratos públicos outorgados sem concorrência efectiva?
Na outra margem do pitoresco rio Douro, o clube das Antas não se pode queixar, bem pelo contrário, do tratamento recebido por parte do município gaiense. Um necessário Centro de Estágio em "condições" altamente vantajosas é algo que se rejeite?
Apresentamos apenas alguns dos exemplos de negócios que, convenientemente titulados pelos próprios como "investimentos" ou "oportunidades negociais", foram altamente vantajosos para o clube das Antas ao contrário do que se verificou com os "parceiros" de negócio. Com ou sem consequências criminais, apesar das muitas dúvidas suscitadas, o resultado final traduziu-se sempre em largas dezenas de milhões de euros no mesmo sentido da equação. Largas dezenas essas que também equivalem a múltiplas presenças na Liga dos Campeões.
E são estas... "virgens ofendidas", com este curriculum, que atiram "pedras" a outros clubes?
Com "perdão" ou "adição" seria interessante verificar quem conseguiu "arrecadar" mais milhões. Sejam estes provenientes de bancos, municípios ou outras instituições.
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