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penalti1.jpg

 

O International Board (IFAB) está a analisar mais uma possível alteração às regras do futebol e, desta vez, pode afectar o desempate por grandes penalidades. A ideia surgiu na última reunião do organismo, que aconteceu no início deste mês.

 

Um estudo mostra que, em 60 por cento das vezes, a equipa que faz o primeiro pontapé ganha e o IFAB quer testar um fórmula em que os pontapés da marca de grande penalidade sejam batidos de forma alternada.

 

O modelo a testar é semelhante ao utilizado nos “tie-breaks” de ténis: uma equipa bate o primeiro, a adversária bate dois e a série mantém-se de dois em dois, até se atingir os cinco pontapés.

 

O método é vulgarmente designado por "ABBA" e Stewart Regan, membro do IFAB e director-executivo da federação escocesa, disse acreditar que "o método ABBA vai acabar com a tendência estatística. É algo que agora vamos testar".

 

Tendo em conta que a execução de grandes penalidades envolve vários componentes, físicos e mentais, não estou a ver justificação para alterar as regras do jogo só porque as estatísticas indicam que quem executa a primeira grande penalidade ganha, em 60 por cento das vezes. Acho que há questões muito mais importantes no futebol que o IFAB deveria ponderar alterar.

 

publicado às 02:50

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9 comentários

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De Mike Portugal a 15.03.2017 às 08:32

É uma questão psicológica:

- Se és o 1º a marcar e acertas o penalty, o jogador que vai marcar a seguir tem um pouco mais de pressão para marcar e não falhar;

- Se és o 1º a marcar e falhas o penalty, o jogador a seguir terá a mesma pressão que já tinha antes para não falhar;

Olhando para as 2 condições acima, verifica-se que o jogador que bate a seguir ao 1º tem sempre um pouco mais de desvantagem.

É como se tiveres um grande a jogar sempre primeiro que outro, no campeonato. O que jogar a seguir tem sempre um pouco mais de pressão para ganhar o seu jogo. Só que neste caso a pressão não é tão intensa porque se dilui por todos os jogadores que fazem parte da equipa. No caso do penalty é apenas 1 jogador.
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De DSC a 15.03.2017 às 09:39

E também, adicionando um pouco ao que foi dito pelo Mike Portugal, o facto das grandes penalidades representarem o tira teimas final de 2 equipas que se equipararam durante 90 min + 30 min.

O que quero dizer, Sr. Rui Gomes, é que deveria ser 50/50. Mas não é. Há subversão (ligeira e, provavelmente, 'subversão' não é a palavra certa. Talvez mais 'correcção' seja o termo mais apropriado).

Parece-me bem tudo o que é para melhorar o jogo. Quanto á outras questões que o IFAB deveria debruçar-se, não sei quais poderão ser, mas a ideia de que só se consegue fazer 1 coisa de cada vez...

SD



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De Mike Portugal a 15.03.2017 às 11:35

E em termos estatísticos só se vai poder comprovar se de facto tem relevância (ou seja, se diminui os 60% ou não) quando se fizerem muitas marcações de penalties em vários anos.
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De Rui Gomes a 15.03.2017 às 14:04

Há aqui algo que me ultrapassa. Como é possível atingir a marca de 50/50 quando se está a lidar com o imprevisível ?

Vai levar alguns anos para se ver os resultados deste método "ABBA".

Para mim, e já escrevi isto, o sistema mais justo era o que foi iniciado pela antiga NASL em que as grandes penalidades para desempate eram marcadas a partir dos 30 metros e com o guarda-redes a poder movimentar-se dentro da área.

A FIFA não gostou porque não foi iniciativa de um dos seus "génios".
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De Mike Portugal a 15.03.2017 às 14:34

"Como é possível atingir a marca de 50/50 quando se está a lidar com o imprevisível ?"

Simples Rui. Quando tens um evento que ao fim de 1000000000000 ocorrências (tem que ser um número grande para ter significado estatístico) te dá uma probabilidade, podes tirar, de facto, conclusões sobre isso pois esse evento ocorreu tantas vezes que é mesmo possível tirar conclusões. Por mais imprevisivel que possa parecer, se baseares a probabilidade num número de ocorrências elevado, podes tirar algumas conclusões.

Se o sistema de penalties fosse absolutamente justo e não houvesse nada que afetasse a marcação dos penalties, ao fim de tantos penalties marcados deveria haver uma probabilidade muito próxima de 50% de ganhar fosses o 1º a marcar ou não. Ora, 60% não é próximo de 50%, pelos menos em termos estatísticos. 60% já demonstra uma tendência que vai para além do espectável e da sorte.

Por outras palavras ainda, se fores jogar à roleta e estiveres sempre a apostar no vermelho, diz a lei da probabilidade que tens 48% (mais ou menos) de ganhar em cada volta da roleta. Mas se jogares apenas 20 voltas, até pode acontecer que percas 15 vezes (o que parece que contraria a probabilidade), mas se jogares 100000000000 voltas, quando chegares à última vais ver que ganhaste muito perto de 48% das vezes. Desculpa o texto tão grande, mas espero que seja mais claro.
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De Rui Gomes a 15.03.2017 às 18:30

Não é uma questão de não ser claro, apenas que não consigo ver o intuito de atingir 50/50 quando tudo é imprevisível, por muitas contas teóricas que se faça.
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De JDC a 15.03.2017 às 09:51

Precisamente por ser uma alteração simples com poucas consequências na esmagadora maioria dos jogos é que est alteração deveria ser introduzida com agilidade.
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De peyroteo a 15.03.2017 às 14:04

De facto, estou como o Rui. Há questões muito mais importantes no futebol que o sistema de marcação de penaltys... Parece uma daquelas propostas que se fazem, só para dizer que não fazem nada...
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De DSC a 15.03.2017 às 18:11

Não é uma questão de apenas encher choriços. Os próprios jogadores conhecem a estatística. São eles que marcam. Sai uma moedinha e ainda antes de começar já estão a fazer contas aqueles que marcam em 2nd.

A proposta é focada no desempate a partir da marca das grandes penalidades. Ou seja, amas as equipas equipararam-se. E agora, vão continuar a equiparar-se com base no talento individual e não na posição que começam que já se sabe hoje que não é inteiramente equiparável.

Tudo o que é para tirar números da cabeça do jogador para que ele se foque no que tem de fazer é importante. É valor individual contra valor individual num dado momento para a vitória do colectivo. É importante. Tem de ser justo á partida.

Agora, têm de fazer mais cenas, ok. Mas não dá para fazer 2 ou mais ao mesmo tempo?

SD

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