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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
O que se passou no Dragão foi a imagem da mesquinhez que corrói o futebol português: jogadores tratados como lixo, bolas e pinos escondidos, ilegalidades de gente pequena e sem caráter. Depois, como se não bastasse, ainda se vitimizam em comunicados.
André Villas-Boas tem revelado ser pior do que o anterior inquilino. Age pela provocação, instiga o conflito e depois esconde-se atrás de comunicados. É populismo barato, não liderança.
Ontem vimos a diferença abissal. Frederico Varandas, militar com experiência em cenários de guerra, foi interpelado pelos jornalistas e, num discurso fluído e elevado, defendeu a honra do clube, dos jogadores e do treinador. Mas o gesto maior veio a seguir: apelou aos sportinguistas para receberem bem a comitiva do FCPorto, em Alvalade. Lembrou-nos que não podemos descer ao nível deles, que não podemos sequer pensar em replicar as maldades que nos fizeram. Isto é um líder. Isto é um homem com valores.
Neste futebol português podre, onde até alegados insultos racistas (Prestiani a Vinicius Jr.) envergonham o país lá fora, a comunicação social agrava a confusão. Preocupados com audiências, dão voz a comentadores adeptos e desonestos, muitos do FCPorto, que há décadas tentam colocar todos no mesmo patamar.
Não, senhores jornalistas/comentadores. Não são todos iguais.
Não comparem um presidente que age por reação e defesa do clube com um que age por provocação calculada.
Não comparem um líder que pede respeito com quem atira gasolina para a fogueira.
Não comparem um homem de honra com quem faz do futebol uma guerra mesquinha, mostrando ódio visceral pelos clubes da capital.
Frederico Varandas mostrou ontem a fibra de que é feito. Honrou o símbolo que enverga.
Obrigada presidente, por nos lembrar da importância de agirmos com urbanidade, porque efectivamente, não somos iguais.
Saudações Leoninas 💚🤍
Amiga Carlinha
Villas Boas revela tanta preocupação com o Sporting que não consegue esconder ao que vem. Tem a sombra de Pinto da Costa sobre ele e convenceu-se que de tanto repetir imbecilidades ainda vai conseguir chegar a algum lado. Ainda por cima, a estratégia (ou será a falta dela?) está a tornar-se obsessiva fomentando falsas polémicas e fugindo à verdade.
O presidente Frederico Varandas já percebeu o que move Villas Boas e trata de o pôr em sentido. O presidente do Sporting deixa-o falar, falar muito, e, como decorre da pura teoria das probabilidades, sabe que ele tende a errar cada vez mais. Assim, quando considera conveniente, responde-lhe e denuncia com rigor o que ele pretende e como está a arrastar o futebol português para a lama. Não se trata do Sporting, principalmente, é o futebol português que é posto em causa.
Vamos ser honestos e dignos – um pouco na linha do que o Luisão, aparentemente, fez em relação ao caso entre o Prestianni e o Vini Jr. Aliás, é isso o que nos pede o nosso presidente quando reclama para si como virtudes a honestidade e a dignidade, ou a “nobreza” e a “honra”. A alusão dele, ontem, a África, não é digna, honesta, nobre ou honrada – é racista. Eu, como sportinguista, sinto-me indignado. Dizer que um comportamento miserável como o que teve a estrutura do FC Porto no clássico do Dragão não acontece já sequer na Europa periférica mas apenas em África, mais do que revelar um pedantismo ocidentalista a que a própria realidade retira fundamento (basta ver que todos os caminhos da elite ocidental vão hoje dar à ilha do Epstein), reverbera uma mentalidade colonialista que há muito não deveria ter ecos, ela sim, na Europa – nem em lugar nenhum. Não percebo sequer como isto tem passado entre os pingos da chuva. É grave e exige, no mínimo, uma retratação. Sob pena de se esvaziar de sentido todo o reiterado discurso de exaltação dos “valores Sporting”.
Nem preciso de aludir aos muitos africanos que serviram e servem o Sporting. Gostaria, por exemplo, de saber como o Diomande ou o Faye sentiram as palavras do presidente Varandas.
Antes de mais, o teu comentário diz tudo sobre o respeito que tens pelos outros. Eu sinalizei um facto e pu-lo em contexto: palavras no mínimo infelizes, ou equivocadas, para as quais o bom senso e a civilidade – tão apregoados por Varandas – exigem um esclarecimento. Qualquer pessoa honesta concordará comigo em que a referência a África como único reduto do mundo onde comportamentos semelhantes aos verificados no Dragão não causam espanto pode – e talvez deva – ser interpretada como supremacista. Cabe ao presidente do Sporting mostrar-nos que isso não faz sentido. Sinceramente, não me admiraria nada de que o FC Porto entretanto se desse conta da gravidade deste “acto falhado” – esperemos que tenha sido mesmo só isso – e o explorasse dentro da sua campanha mediática de destruição dos adversários e, por extensão, do futebol.
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