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Interregno

Naçao Valente, em 29.03.22

Durante mais uma interrupção do campeonato, talvez seja pertinente fazer uma reflexão sobre o comportamento da equipa de futebol profissional. Concluído este apuramento da Selecção Nacional, que espero seja vitorioso, e que podia ter sido evitado, regressamos às provas caseiras. Para ser integralmente rigoroso, Portugal até já estava apurado, não fosse o escamoteamento de um golo 'limpo', no primeiro jogo com a Sérvia, pelos homens do apito, os únicos que têm margem para errar.

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Vamos entrar na recta final da maratona que é o campeonato nacional de futebol, embora com outra designação. A comparação com a maratona justifica-se porque é uma prova de regularidade. O Sporting CP, conseguiu manter-se na frente desde o início, mas teve uma quebra natural a meio da prova, o que costuma acontecer nas provas mais longas. Nesta competição, apenas o clube das Antas ainda não quebrou, ou melhor, quando quebrou teve os “santos” do apito dourado, a darem um empurrãozinho. Seja como for, já tenho visto recuperações com a meta à vista, e por isso é preciso manter o foco.

Não sou adepto de entrar em ladainhas de lamentações, chorando sobre o leite derramado. A verdade é que o deixámos derramar num momento de menor concentração. Quando isso acontece, em provas que continuam viciadas, pode muito bem ser a queda do artista. Não nos podemos esquecer de modo algum que ainda não chegámos (se chegarmos) à fase do jogo limpo. Nesse sentido, temos de jogar contra adversários, e contra o que se chama o “sistema”, que tem tremido, mas que continua bem de pé. Para dar um mero exemplo, e há muito outros, o “sistema” resolveu no último jogo nas Antas, que estávamos a dominar com clara vantagem, inventar uma expulsão, para jogarmos com menos um. Prática aliás extensiva a adversários desse clube, noutros jogos.

Que este interregno sirva para recuperarmos forças para lutas imediatas, pois ainda nada está fechado, e para começar a preparar a próxima época, dando corpo e consistência ao projecto que foi iniciado com a contratação de Amorim. Sem pôr em causa o lançamento dos nossos talentos da formação, a equipa precisa de ser reforçada, cirurgicamente, com critério, para nos podermos bater contra tudo e contra todos. O acréscimo da capacidade competitiva tem que subir quer dentro, quer fora do país, porque só assim conseguiremos derrotar o sistema, que com adaptações e nuances, domina o nosso futebol desde os anos oitenta, e que já se está a preparar para continuar, com novo “papa”.

Independentemente do que acontecer até final desta época, o balanço não pode deixar de ser positivo. Para mais o aparecimento de mais-valias desportivas, rentabilizáveis, permite encaixar no final da época muitos milhões que contribuirão para a consistência financeira do Clube, aspecto fundamental para a consolidação do projecto desportivo.

publicado às 03:19

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15 comentários

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De RCL a 29.03.2022 às 12:07

Faltando sete jogos ainda é cedo para atirar a toalha ao chão; está ao nosso alcance ganhar todos os jogos e esperar que ASD não volte Aaapitar os jogos dos frehgueses da pastelaria.
SL
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De RCL a 29.03.2022 às 12:10

apitar os jogos dos fregueses da pastelaria.
não foi de propósito mas estava de acordo com esta Liga, uma baralhada
SL
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De Naçao Valente a 29.03.2022 às 12:29

RCL,

Como se costuma dizer enquanto houver caminho é para andar. Quanto às arbitragens só precisamos que sejam isentas. Não é apenas ASD que me preocupa. Há mais
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De Naçao Valente a 29.03.2022 às 12:36

RCL,

Enquanto houver caminho é preciso caminhar, e tudo pode acontecer desde que as arbitragens sejam isentas.
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De Yazalde a 29.03.2022 às 12:58

Não me acredito que isto mude, este campeonato está perdido, para os corruptos
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De Naçao Valente a 29.03.2022 às 16:36

Homem de pouca fé?
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De Rui Gomes a 29.03.2022 às 21:45

O Yazalde não convive bem com esperança e optimismo.
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De Leão do Norte a 29.03.2022 às 14:07

Bom dia caro amigo Nação Valente,
A assertiva e bem actual reflexão que faz é a ilustração de que, infelizmente, pouco mudou no futebol português ao longo dos anos.
O Sporting CP está a fazer uma muito boa maratona, apenas com uma natural quebra. O estranho está no facto do principal adversário não só não quebrar, como ter apenas alguns abanões. E metade deles (porque será?) foram com o nosso Clube.
Será isto normal? Para vencer esta maratona teremos de ser perfeitos em todos os metros do percurso?
Numa competição normal tal seria uma assinalável excepção, mas no campeonato português, e contra adversários que beneficiam de "estímulos" extra, tal parece ser a regra.
Seja como for, e como bem escreve, o nosso espírito tem de ser o de encetar a recuperação para uma ultrapassagem, mesmo que seja feita com a meta à vista. Quanto mais não seja para a meta da dignidade e do dever cumprido.
Com este comportamento haveremos de, algures no futuro, vencer a maratona da competição credível, séria e justa.
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De Naçao Valente a 29.03.2022 às 16:48

Caro amigo Leão do Norte,

Podemos ganhar no campeonato das vitórias morais, mas o que fica para memória futura, são os títulos registados como tais. Sinto-me honrado em pertencer a um Clube que privilegia os valores. Há porém quem faça disso letra morta, atirando-nos à cara com o presidente mais titulado. Quem não tem vergonha na cara, vive de meias verdades.
Aspiramos justamente a ser um clube cada vez mais titulado, mas queremos sê-lo, como diz, com dignidade. E com paciência e frontalidade, haveremos de lá chegar.

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De Leão do Norte a 29.03.2022 às 17:27

Caro Nação Valente,

Porventura expressei-me mal, mas a minha ideia nunca passou por ganhar no campeonato das vitórias morais.
Quando me refiro à meta da dignidade e do dever cumprido faço-o relativamente à necessidade de, nestes jogos que faltam, darmos tudo para no final não ficarmos com um "amargo de boca" por não termos cumprido a nossa parte.
Em relação a, algures no futuro, vencermos a maratona da competição credível, séria e justa refere-se à esperança de ganharmos campeonatos onde a competição é identificada por esses predicados e não por critérios "manhosos e dúbios" onde o rendimento e o mérito desportivos parecem meros acessórios.

Moralmente sérios e competitivos. Nunca moralmente ingénuos ou passivos.
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De Naçao Valente a 29.03.2022 às 17:39

Percebi o seu pensamento, caro Leão do Norte, expresso com clareza. Eu é que introduzi a questão da moralidade para acentuar a falta dela nas atitude do nosso adversário mais directo, no momento. Esclarecendo um pouco melhor, considero que as vitórias não ficam completas, sem a componente moral, como reflexo da seriedade competitiva.
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De Leão Zargo a 29.03.2022 às 16:08

Caro amigo Nação Valente

De facto, a época que decorre está ser positiva para o Sporting que, até agora, conquistou duas competições (Supertaça e Taça da Liga). Apesar de estar em situação algo desfavorável, ainda está na luta pelo Campeonato e Taça de Portugal. Por outro lado, como refere, verifica-se a consolidação financeira do Clube e ocorre-me que o resultado das recentes eleições para os órgãos sociais permite pensar que vamos ter alguma acalmia interna. Com estabilidade a próxima época será preparada em melhores condições.
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De Naçao Valente a 29.03.2022 às 16:53

Amigo Leão Zargo, a estabilidade é muito importante para criarmos um clima de vitórias permanentes, mas não podemos esquecer que esta está dependente de boas prestações desportivas. Conjugar as duas facetas, tem que ser o objectivo.
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De Rui Gomes a 29.03.2022 às 21:49

Subscrevo a ideia caro Leão Zargo, não podemos ser nós a dar tiros nos pés, como tanta vez aconteceu no passado. Isto, evidentemente, muito além das intervenções alheias.

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