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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Fernando Peyroteo abandonou o futebol no início da época de 1949-50 e Sándor Peics recorreu a Rola, primeiro, e a Mário Wilson, depois, que possuíam o perfil clássico do nº 9: muito fortes fisicamente e com um remate fácil e potente. O treinador húngaro também experimentou no lugar um jogador tecnicista e versátil que confundisse as marcações duras e impiedosas dos defesas adversários.
Jesus Correia possuía uma velocidade e técnica estonteantes, uma imaginação constante, um remate forte e colocado e um invulgar instinto para o golo, e jogava normalmente na posição de extremo-direito. Peics deslocou-o para o centro do ataque na fase final do Campeonato Nacional, tendo participado em quatro jogos (Benfica, Académica, O Elvas e Vitória de Guimarães).
Nesses jogos, Jesus Correia correspondeu às expectativas do seu treinador, marcou 9 golos e os leões venceram sempre. Randolph Galloway, na época seguinte, voltou a utilizá-lo como avançado-centro, mas seria João Martins a afirmar-se nessa posição, regressando “Necas” à posição de extremo-direito.
Na fotografia, a equipa do Sporting que defrontou o Vitória de Guimarães no Estádio do Lumiar em 7 de Maio de 1950. Jesus Correia jogou a avançado-centro.
Em cima - Manuel Marques (enfermeiro-massagista), Octávio Barrosa, Manuel Passos, Juca, Veríssimo, Sándor Peics (treinador), Canário, Fernando Vaz (adjunto) e Azevedo;
Em baixo - João Martins, Vasques, Jesus Correia, Travassos e Albano.
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