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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Isto, a acreditar numa recém-reportagem do jornal Expresso - publicada sob o título do post - na qual alega que figuras públicas, incluindo jogadores e ex-jogadores do Sporting, que anunciaram o seu apoio e a subscrição de obrigações na Oferta Pública de Subscrição ‘Sporting SAD 2018-2021’ têm de ter, de facto, concretizado esses investimentos, sob pena de estarem, potencialmente, a violar a lei:
"Mas tem de ter aderência à realidade sob pena de a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) poder considerar que existe manipulação de mercado. Nesta, como noutras operações de mercado, é procedimento normal de um regulador acautelar a coerência entre o que foi publicamente anunciado e a realidade, o que é possível através do registo das subscrições concretizadas uma vez concluída uma oferta".
"O CVM explica, no seu artigo 379º, do que falamos quando o tema é manipulação do mercado: “Quem divulgue informações falsas, incompletas, exageradas, tendenciosas ou enganosas, realize operações de natureza fictícia ou execute outras práticas fraudulentas que sejam idóneas para alterar artificialmente o regular funcionamento do mercado de valores mobiliários ou de outros instrumentos financeiros”. Estas infracções podem, no limite, ser punidas com pena de prisão ou multa".
Bem referenciado pela autora, o artigo 7º do CVM, que diz que “a informação respeitante a instrumentos financeiros (...) deve ser completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita” e “aplica-se seja qual for o meio de divulgação e ainda que a informação seja inserida em conselho, recomendação, mensagem publicitária ou relatório de notação de risco”".
Tudo muito bem. Para todos aqueles que desconheciam o Código de Valores Mobiliários, ficam agora bem informados, e, aliás, não se pretende de modo algum sugerir que este Código não seja respeitado.
O que nos surpreende bastante - ou talvez não - é que com tanto de grave em que o futebol português está imerso nesta altura - já perdi conta ao elevado número de processos que se manifestam na via judicial - o jornal Expresso esteja preocupado com o Código de Valores Mobiliários e a participação de atletas e outras figuras do Sporting na promoção do recém-concluído empréstimo obrigacionista.
Será, porventura, apenas um mero exemplo da não isenção do jornalismo português, ou então, um simples caso da autora da reportagem não ter nada mais de importante na sua vida profissional. Não sendo novidade, não deixa de ser por isso menos condenável.
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