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Jornal Sporting

"Segundos que decidem um título"

Rui Gomes, em 05.06.21

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Uma das belezas do Desporto são as vitórias arrancadas a ferros. Aquele último esforço, aqueles últimos segundos de uma competição, que decidem pontos, jogos, vitórias e, por vezes, campeonatos. Como exemplo poderíamos falar do corredor que ultrapassa o adversário nos últimos metros por 0,05 segundos, daquele que salta mais um centímetro do que o outro na derradeira tentativa, do golo de Miguel Garcia contra o Az Alkmaar ou dos cinco segundos finais do último jogo do Campeonato Nacional de basquetebol, também conhecido por Liga Placard, que colocou frente‑a‑frente o Sporting CP e o FC Porto.

Uma jogada defensiva para evitar a derrota acabou em falta atacante evidente e inequívoca sobre Micah Downs. O norte‑americano fez o derradeiro lançamento, mas há todo um grupo de pessoas que está de parabéns, que sabe, melhor do que ninguém, o caminho percorrido para chegar até aqui.

Mas o Desporto tem sempre os dois lados da medalha, quem ganha e, inevitavelmente, quem perde. Este ano de 2021 revelou um mau perder transversal do FC Porto assente numa narrativa bélica contra as arbitragens, pressionando e condicionando o futuro, seja dentro ou fora de campo, nesta e noutras modalidades. Ao longo do ano futebolístico essa foi uma das formas de agir e os exemplos são conhecidos por todos. Porém, não se limitaram à Liga NOS ou à Taça da Liga.

Veja‑se a equipa B do FC Porto, em Janeiro:

"A nossa equipa bem pode queixar‑se, mais uma vez, dos muitos erros alheios que determinaram a perda de pontos. Foi mais do mesmo. Estão a brincar com o trabalho dos jogadores, treinadores e staff. Foi um golpe duro, ninguém percebeu a expulsão, só o árbitro percebeu. Não são os adversários que têm tirado pontos ao FC Porto B, têm sido os árbitros”.

Na final da Liga Europeia de hóquei em patins:

"Ainda não foi desta que o FC Porto voltou a conquistar a Liga Europeia de hóquei em patins. Na final disputada no Pavilhão Gimnodesportivo do Luso, os Dragões perderam diante do Sporting CP por 4‑3, após prolongamento, mas o trabalho da equipa de arbitragem espanhola teve muito que se lhe diga”.

Ainda na final do basquetebol, além dos pontapés às cadeiras e danificar o troféu de campeão:

"Foi das maiores roubalheiras a que assisti. Uma roubalheira monumental. Foi a maior vergonha que vi em toda a minha vida! Peço desculpa a todos os que gostam de basket e de desporto pelo que acabaram de assistir!... Hoje gozaram connosco e com o trabalho de uma época inteira. Este foi um título sonegado às claras num resultado fortemente influenciado pelo árbitro Carlos Santos".

A forma e o conteúdo dos azuis e brancos é sempre o mesmo e é transversal. A culpa, se não ganham, é sempre das arbitragens. Mérito dos outros é que não.

Artigo de Miguel BragaResponsável de Comunicação do SCP

publicado às 03:02

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7 comentários

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De Yazalde a 05.06.2021 às 07:39

O porto teve sempre mau perder, eles querem sempre ganhar n a todo custo, e uma cultura que não sabe estar no desporto , a vermos assim ganhavam sempre não tinham a rivais
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De Fernando Albuquerque a 05.06.2021 às 08:37

Rui Gomes

A forma arrogante como o DDT do Norte fala e escreve, não admitindo derrotas, mesmo que os adversários sejam superiores, os desacatos a que assistimos , acabam por ser " normais" , sem que haja da parte dos Organismos Oficiais, e da CS, quem lhes diga que existem outros clubes em Portugal e que os jogos têm três resultados possíveis.
É uma cultura que existe há várias décadas que não tem fim. . Sempre que têm uma má prestação a culpa é sempre dos árbitros e nunca dos seus jogadores, em qualquer modalidade . Um exemplo claro é a equiba B de futebol, cuja classificação andou muitas vezes no fim da tabela e as queixas eram semanais apontadas às prestações dos apitadores. Sabendo o medo, que os apitadores nutrem, quando apitam os jogos desse clube, é caricato tudo o que lemos e ouvimos das queixas que nos chegam ao nosso conhecimento. Fernando Albuquerque (SCP CAMPEÃO)
,
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De FF a 05.06.2021 às 09:45

Bom-dia,
Nunca morri de amores pelo Benfica e passei a detestá-lo ainda mais, desde que o criminoso cadastrado se tornou presidente do clube.
Porém, quando acontecem demonstrações de são desportivismo, ainda que raramente, vale a pena realçá-las.
Vem isto a propósito de ter visto, ontem, na Sporting TV, a retransmissão do jogo da supertaça de Raguebi feminino em que o SCP derrotou o Benfica, jogo com uma arbitragem correcta como poderiam e deveriam ser todas as arbitragens de todos os jogos desportivos e que só não o são devido aos miseráveis corruptos assopradores de apito que se cionhecem.
No final do jogo e antes da atribuição das respectivas medalhas às atletas, foi gratificante verificar a homenagem prestada pelas benfiquistas às vencedoras.
Ao olhar para este espectáculo não pude deixar de lembrar, a contrastar, o que se passou no Pavilhão João Rocha na final de basquetebol onde a besta do treinador portista de mau perder, pontapeou as cadeiras, após o que o gripo portista abandonou o recinto de jogo sem esperar pelas medalhas dos vencidos.
Se as tivessem recebido talvez repetissem o que a equipa de futebol fez numa final da Taça de Portugal no Jamor.
Esta é a cultura desportiva do bandido do norte (um bandido será sempre um bandido).
Perante o sucedido no Pavilhão João Rocha, que irão fazer as "autoridades" desportivas deste país, sempre tão lestas em punir a mínima infracção de qualquer elemento do SCP?
FF
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De Leão do Norte a 05.06.2021 às 12:42

O mau perder deste clube é quase visceral e, com raras excepções, é seguido fielmente pelos seus adeptos. Resultou da ideia do seu "líder espiritual" de que as vitórias só se conseguem através da união contra as "forças do mal" e da vitimização nas sempre injustas derrotas.
Mas, neste caso, o que mais me incomoda, e surpreende, é o branqueamento e a tentativa de "abafar" este comportamento.
Partir um troféu, o suposto líder do grupo pontapear tudo o que lhe apareceu à frente, para além do comportamento geral da equipa, é de uma gravidade extrema que, para além de medidas punitivas concretas, exigia uma forte condenação pública por diversos sectores.
Mas no final ainda vão sair como as vítimas.
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De Paulo Salcedas a 05.06.2021 às 16:19

Infelizmente esta é a realidade, e os conselhos de disciplina nada fazem, ou tarde e más horas... veja-se que até o castigo no futebol por causa da pouca vergonha passada em Portimão, foi aplicado para ser cumprido.... nas férias!
Isto é gozar com os outros clubes, mas nada me admira, quando no conselho de disciplina da FPF predominam elementos com ligações ao norte e ao Porto (cidade e clube), estes artistas do FCP sabem que têm as costas quentes, por isso fazem o que fazem e dizem o que querem.... se fosse noutro país duvido muito que o Sonceição fizesse o que faz cá, só o fazia uma vez.... se calhar era banido.

Quanto às queixas destes senhores e principalmente no futebol diria que no tempo do saudoso Martins dos Santos é que era, arbitragens isentas, á lá Porto....
Ou nos tempos do saudoso guarda Abel.... túnel das Antas, fruta, conselhos matrimoniais.... etc etc etc....

Infelizmente neste país há uma justiça de papel, forte com os fracos, fraca com os fortes, noutro país se calhar há muito que estavam na 2ª divisão, ou mais baixo.

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