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Leonardo Jardim, durante o Fórum do Treinador de Futebol/Futsal, na Maia, comenta o actual estado desportivo do Sporting e o seu desempenho como técnico da equipa principal:

 

«O Sporting é o clube dos três grandes que mais jogadores da formação utiliza e o plantel, neste momento, está valorizado cinco vezes mais em relação ao início da época. É mais fácil comprar um produto acabado do que potenciar jovens valores. Na primeira fase da época tive de avaliar jogadores que estavam emprestados, como William Carvalho e Diogo Salomão. Depois foi necessário construir uma equipa com identidade, potenciar os jogadores e, felizmente, o plantel está a valorizar-se com o trabalho desenvolvido.

Neste momento a minha função é a de mecânico de manutenção, ou seja, devo focar-me apenas nos pormenores que possam retirar rendimento à equipa. Se o Sporting perder alguns dos seus jogadores terá de procurar substitutos dentro ou fora, formá-los e potenciá-los. Isto é como um automóvel: pode estar a andar bem mas precisa de fazer a manutenção.»

 

Será possível, porventura, analisar o trabalho do treinador do Sporting sob uma lupa crítica e apontar um ou outro detalhe que não satisfará totalmente. No entanto, é completamente impossível uma mente minimamente sensata não reconhecer a elevada qualidade da obra que tem vindo a desenvolver esta época, especialmente tendo em consideração o estado da equipa após o "desastre" do ano passado. Há aqueles, como é o meu caso, que gostariam de ver a equipa jogar em um sistema táctico que não apenas o 4x3x3, por razões que já aqui escrevi em diversas ocasiões. Há outros, que o acusam de ser excessivamente cauteloso e que terá sido essa sua postura que ajudará a explicar os empates sofridos com equipas perfeitamente ao alcance, especialmente a jogar em Alvalade, arbitragens à parte. E há ainda quem não aprecie inteiramente a sua preferência por determinados jogadores, considerados como menos-valias, em detrimento de outros, em princípio, superiores. Seja como for, a responsabilidade não é dos treinadores de bancada, mas sim dele, e só final da época e após a determinação das metas realizadas, é que será possível e justo levar a cabo uma apreciação sobre a soma do seu trabalho. Não hesito em adiantar-lhe alguma crítica quando entendo que há causa para criticar, mas não deixo de reconhecer que é missão impossível um treinador de futebol, ou de qualquer outra modalidade desportiva, agradar a todos, sempre.

 

publicado às 20:32

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4 comentários

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De Caio Enobarbo a 24.03.2014 às 20:49

Não ganhou nada no primeiro ano. Sejamos claros. Mas podemos compreender. Mas se não ganhar nada no segundo ano...
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De Rui Gomes a 24.03.2014 às 21:30

Penso que isso dependerá tanto ou mais da estrutura do que dele, tendo em conta as limitações conhecidas do plantel. Se de facto conseguirmos ir à Champions, teremos de elevar qualidade do plantel e teremos de esperar para ver a capacidade da SAD nesse sentido. Se não surgir algum investimento, será difícil.
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De Petinga a 25.03.2014 às 06:11

No final se farao as contas. O trabalho de um treinador é sempre avaliado implacavelmente por um único aspecto: resultados. Em termos de gestao de SAD, o aspecto "valorizacao de jogadores" (a que LJ tenta fazer alusao aqui) reveste-se de grande importancia e é (por exemplo), sem dúvida, a principal razao pela qual o inenarrável jj ainda se encontra no slb.

A história geralmente esquece os detalhes, arbitragens, orcamentos...
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De Mike Portugal a 25.03.2014 às 08:27

Eu penso que, embora isto não seja dito oficialmente, o objetivo desta direção é levar a equipa à fase de grupo da champions e tentar ficar no 3º lugar para depois ir à liga europa. Assim arrecada algum dinheiro e poderá aspirar a vencer alguma coisa, bem como amealhar pontos para o ranking do clube, que tanto nos fazem falta.

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