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A questão dos adeptos nos campos é polémica e complexa. O comportamento dos adeptos, pelo menos, de parte, é incontrolável dentro do campo. Teria de haver um controlo muito apertado, que exige bastantes meios. Mas a melhor prova é fazer a experiência.

Quando não se está no centro do furação é muito fácil acusar quem tem de lidar com ele. Não houve nenhum milagre português, e nem me parece que essa ideia fosse propalada, sendo elogiados muitas vezes, como fundamentais, o comportamento dos portugueses. O que realmente houve, foi um vasto leque de medidas que permitiram que a situação não se descontrolasse, contrariamente ao que aconteceu, em muitos outros países.

Os "parlapatões" nas suas palavras, estão em todo o mundo. Veja-se o que se passa, neste momento - só para falar da Europa - em Espanha, na França, na Alemanha e até na impoluta Inglaterra, que nos marginalizou, mas que está numa situação muito pior, à beira de grande descontrole. Tudo "incompetentes".

Lidar com um surto pandémico desta dimensão e imprevisibilidade é muito complicado, como se vê a nível global. Ser treinador de bancada, no futebol, ainda se admite. Num caso sério com este, enfim... Criticar a autorização ou não de adeptos nos estádios é aceitável. Fazer apreciações políticas, na minha perspectiva. sem fundamento e conhecimento de causa, chama-se oportunismo. Nem vem a propósito neste espaço.

Texto da autoria de Nação Valente

ADENDA

Parece-me pertinente fazer um esclarecimento a este comentário, contextualizando-o. Este texto resultou de uma resposta ao leitor Greenlight a propósito da questão de não serem autorizados adeptos nos estádios de futebol, com base numa transcrição de declarações do presidente Varandas.

O referido leitor criticou, com todo o direito, essa postura da DGS. Mas para além disso aproveitou, na minha opinião, fora do contexto, para atacar o Governo português, como responsável pela evolução da epidemia, numa perspectiva de posicionamento político, que não me pareceu adequado ao que estava em debate.Reafirmo que o debate de adeptos nos estádios faz parte da manifestação livre de opinião, no âmbito em que se insere.

Espero ter esclarecido eventuais leitores sobre o que escrevi.

Nação Valente

publicado às 04:18

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9 comentários

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De De Vigia a 26.09.2020 às 12:09

Tem toda a razão o caro NV. Qualquer decisão tem de ser deixada ás Autoridades Sanitárias suportada em pareceres da Ciência. A economia seja familiar, seja da empresa ou do país é importantíssima, mas sem o indispensável contributo activo das pessoas não vale nada!
Infelizmente em Portugal existe uma quantidade de "cromos" que por terem um microfone e camara na frente são logo especialistas "do tudo e do nada".
Só quem nunca foi ao teatro e ao cinema pode comparar os com comportamentos de quem vai assistir a um jogo de futebol do seu clube do coração, onde na maior parte do tempo o racional está dominado pelo emocional.
Vamos ter calma e proteger-nos porque ao fazê-lo estamos a proteger os outros.
Saúde!
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De Naçao Valente a 26.09.2020 às 12:48

Vigia,

Eu até compreendo a posição dos clubes. Precisam muito das receitas de bilheteira. Mas terão preparados para fazer cumprir as regras determinadas pelas autoridades sanitárias?

Essas autoridades são presas por ter cão e não ter. Se não autorizam, aqui d'el rei. Se autorizarem e correr mal, são condenados. Pode parecer, mas a questão não é fácil.
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De Greenlight a 26.09.2020 às 13:28

Nação Valente, mantenho tudo o que disse acerca da má gestão da pandemia por parte das autoridades portuguesas e poderia dizer muito mais, desde os transportes públicos até à vergonhosa supervisão dos lares para idosos. Mas tem razão, o Camarote Leonino não é um Forum de política e assim apenas acrescento que quanto às comparações com outros países, como no desporto, há que almejar a aproximação com os melhores e não olhar apenas para aqueles que fazem pior.
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De Anónimo a 26.09.2020 às 14:19

Não é política mas não deixa de dar uma ferroada às autoridades portuguesas!!!
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De Naçao Valente a 26.09.2020 às 15:02

Ferroadas muito venenosas, e com muito que se lhe diga.
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De Rui Gomes a 26.09.2020 às 16:03

Para a próxima vez identifique-se, se pretende ver o seu comentário publicado.
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De Naçao Valente a 26.09.2020 às 15:00

Sem querer prolongar uma discussão política sobre a competência ou incompetência do Governo, porque não é de facto o sitio apropriado, só quero acrescentar que somos cerca de dez milhões de cidadãos. Os governos não são responsáveis pelas condutas individuais ou particulares, muitas vezes irresponsáveis. Não são, nem podem ser omnipresentes. Se fosse o local apropriado também lhe respondia aos exemplos que apresenta, mas como não é não o vou fazer.
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De De Vigia a 26.09.2020 às 19:32

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De Leão do Norte a 26.09.2020 às 18:03

Um surto pandémico desta dimensão e imprevisibilidade é mesmo muito complicado e as decisões que se tomam nunca fáceis, nem respondem positivamente a todas as situações. Todas têm benefícios e prejuízos, mas a responsabilidade das autoridades é ponderar essas duas facetas e decidir por aquelas que apresentam um saldo maior de benefícios para a sociedade no seu global.
Temos de compreender esta situação, mesmo que por vezes algumas das decisões nos "apanhe" do lado dos prejuízos. Como disse o Nação Valente, estar no centro do furacão e lidar com ele é muito complicado, por mais que a quem está de fora pareça que muitas decisões sejam fáceis de tomar.

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