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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

O futebol português vai fora do caminho para se descredibilizar a si próprio, muito pela superintendência carnavalesca dos órgãos federativos, cuja visão do jogo e respectivas regras é vergada a servir interesses obscuros.
O mais recente vergonhoso episódio recai sobre a despenalização de Rúben Dias, anulando o castigo de dois jogos que lhe tinha sido imposto pela agressão a Gelson Martins no dérbi, permitindo-lhe, portanto, ir a jogo amanhã frente ao Moreirense, na última jornada do Campeonato Nacional 2017/18.
O castigo foi revogado depois da audição do árbitro e video-árbitro, sobretudo este, que não consideraram ter havido agressão de Rúben Dias a Gelson. Logo, o lance não passou despercebido durante a partida, tendo havido uma decisão da equipa de arbitragem que não houve agressão.
Ora levando em consideração particularmente o depoimento do VAR - Hugo Miguel - que deixou bem claro que para ele o lance que levou Ruben Dias a atingir Gelson Martins com o cotovelo foi um lance normal de jogo, que não merecia sequer cartão vermelho, o Conselho de Disciplina da FPF concordou com a argumentação do Benfica, de que não havia agressão, e retirou os dois jogos de suspensão ao jogador.
Esta vergonhosa decisão vai muito além de mera incompetência, e exige uma investigação face à evidência à vista de todo o Mundo. Mas, pelos vistos, o que realmente aconteceu, não aconteceu, segundo quem tem autoridade para perverter a veracidade dos factos.
Comentário de Nuno Saraiva no Facebook:
"Este é, de facto, um país sui generis. Já tivemos exames feitos ao domingo e agora temos a despenalização do Rúben Dias decidida ao sábado. Enfim, se era para isto, escusavam de ter ouvido os árbitros todos. Bastava lerem o Rola no jornal do Benfica que ia dar no mesmo. O Conselho de Disciplina consegue fazer aquilo que até os cartilheiros tiveram vergonha de tentar perante a evidência das imagens televisivas. Depois queixem-se!".
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