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Manuel Cajuda põe os pontos nos iis

Rui Gomes, em 07.10.14

 

 

Adorei ler (ouvir) a entrevista de Manuel Cajuda a Bola Branca da Rádio Renascença, pelas verdades que disse e, também, lamentavelmente, por algumas tristezas que revelou sobre o estado do futebol português, em geral, e do que ocorre em torno da Selecção Nacional, em particular.

 

Eis algumas das suas afirmações mais interessantes:

 

«Fernando Santos é a escolha certa, mas não compreendo como se renova um contrato com um treinador para o despedir dois meses depois. É, provavelmente, sinal de que alguém não sabe o que está a fazer.»

 

«No futebol português há excessivas mesas redondas com demasiadas pessoas quadradas à sua volta.»

 

«Pelos jogos que vi, Portugal foi a pior selecção do Mundial. A conclusão a que se chegou é patética, no mínimo. Até o Paulo Bento estranhou a conclusão de que só o médico era responsável e acho que, desta situação, o Paulo Bento foi vítima.»

 

«Desta vez não fui abordado, como foi o caso depois da saída de Carlos Queiroz. Mantenho a esperança de um dia assumir o cargo de seleccionador, mas neste momento essa situação não é relevante.»

 

«Recordo a conversa que tive com um vice-presidente da Federação, quando fui hipótese para suceder a Carlos Queiroz. Nessa altura percebi a realidade. Perguntou-me se eu conhecia alguém importante no Espírito Santo, depois perguntou-me se eu era amigo de um determinado empresário e se tinha alguma coisa com uma marca de equipamentos. Disseram-me logo que em princípio não seria o seleccionador nacional.»

 

Lamento que Manuel Cajuda não tenha revelado o nome do referido vice-presidente, apenas e tão só para se ficar a conhecer melhor mais um, entre muitos, dos personagens que flutuam no futebol português. Mas não deixa de ser triste - para ser simpático - que os critérios (naquela ocasião pelo menos) para escolher o líder da equipa das quinas, envolvam a exigência de conhecimentos na Banca, no mundo empresarial e até no comercial.

 

Entre tanto, é difícil não chegar à conclusão que o futebol, por si, e a representação de uma Nação, não são considerações preeminentes.

 

publicado às 23:18

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5 comentários

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De Octavio a 08.10.2014 às 09:43

Quer dizer, então eles quiseram saber do banco onde o Cajuda teria conta para conseguirem sempre fazer o pagamento por transferência directa (se fosse em outro poderia demorar mais de 1 dia a ter o dinheiro disponível), e isso é visto como mau?

Quiseram ajudar o Cajuda e ele viu tudo ao contrário.
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De Joao a 08.10.2014 às 15:29

Eu com franqueza nao acredito nessa historia do Vice Presidente da FPF.

E' demasiado facil contar uma historia dessa em que ele sabe que o ambiente e' propicio a que as pessoas acreditem nisso (ou lhes convenha acreditar). Nem ele diz quem era, nem obviamente, ninguem vai desmentir (que equivaleria a uma confirmacao), e coloca-se de novo no centro das atencoes e na posicao de coitadinho, que assim justifica a nao escolha para nada de relevante. Na verdade, ele passa sim a imagem de um cobarde, que esta a usar o contexto actual (crise do BES, desconfianca do publico em relacao a FPF e Jorge Mendes) para se auto-promover.

Para mim, a menos que ele apresente alguma prova ou nomes, para alem da sua palavra, isso e' mentira.
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De Rui Gomes a 08.10.2014 às 15:50

Caro João,

Não tenho conhecimento de causa, mas custa-me a acreditar que Cajuda fizesse uma afirmação tão grave publicamente, sem corresponder à verdade.

Nesse caso, a FPF devia surgir a refutar a história, porque não prestigia a Instituição.
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De Joao a 08.10.2014 às 16:51

A historia e' demasiado conveniente. Se esses criterios fossem tao importantes, a Federacao ja saberia as respostas a essas perguntas e nao as faria ao Cajuda.

Por vezes a mentira apanha-se pelo exagero de detalhes da historia.
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De Rui Gomes a 08.10.2014 às 16:53

Tudo é possível, claro, mas não estou absolutamente convencido.

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