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O nome de Manuel José já foi debatido inúmeras vezes ao longo dos anos, para o cargo de seleccionador nacional. Sempre falado, nunca escolhido, por razões pouco ou nada assentes na sua capacidade técnica e de liderança ou experiência. Perante a vaga deixada pela saída de Paulo Bento, o antigo treinador do Sporting não expressa o seu desejo de assumir a função, mas a sua receptividade não é mistério algum.

 

Eis algumas das suas considerações de momento:

 

«É uma decisão que me surpreende muito, principalmente depois das declarações feitas no final do Portugal-Albânia, que fizeram crer que iria enfrentar esta vaga de contestação. Na altura, disse que não seria por uma derrota que iria sair e eu defendi-o. Confirmando-se que a decisão partiu dele, isso quer dizer que Bento não conseguiu lidar com a contestação. O mais sensato teria sido deixar o cargo após o Mundial do Brasil e estranho o timing da decisão. Uma vitória frente à Dinamarca teria dissipado as críticas.»

 

«O divórcio entre Paulo Bento e a opinião pública é fácol de explicar: Scolari aglutinou os portugueses en torno da Selecção. Queiroz começou a distanciar e Paulo Bento, com o seu ar austero, pouco comunicativo, acabou por afastar os adeptos. Cada um tem a sua forma de ser, mas o facto é que nunca foi uma figura simpática. Quando se ganha, ninguém repara nisso, mas nos maus momentos ninguém perdoa.»

 

«Já não crio expecttivas. Tenho oito títulos continentais em África, mas cá é como se tivesse ganho oito campeonatos de matraquilhos. As pessoas na rua dizem-me que eu devo ser seleccionador, mas no meu caso não é o povo quem mais ordena...»

 

publicado às 05:06

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2 comentários

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De Manuel José a 12.09.2014 às 11:37

Já sei que muitos vão contrapor o facto de ser ainda um jovem, mas aos 41 anos não o é tanto, e na minha opinião ninguém hoje tem uma leitura do futebol português tão saudável e comprovadamente proveitosa como ele: Rui Jorge. Lembro que os seus critérios de selecção, quando não tinha ninguém "à vista", assentaram na ampliar do espectro habitual de observação. Em termos práticos, rompeu com a primazia dos jogadores dos três grandes e dos precocemente emigrados para tubarões europeus e passou a incluir nas chamadas atletas do Padroense, do Carcavelinhos e, para usar uma expressão do supracitado Manuel José, do Tira o Dedo do Croquete. A partir daí, inventou um futuro para o futebol português. E, pouco a pouco, foi fazendo dele presente. Com o lastro de experiência e conhecimento que tem desde esse raiz, não vejo ninguém em Portugal mais capaz de cobrir o tal propósito "estruturante" que a FPF quer assegurar na escolha do novo seleccionador. Lembro outra coisa: Bölöni falava muito de Rui Jorge como o jogador mais inteligente que teve e dizia dele que às vezes até o chateava de tanto lhe perguntar (e discutir com ele) os fundamentos deste ou daquele exercício, deste ou daquele movimento, desta ou daquela táctica. Rui Jorge já provou ter uma ideia para o futebol português. Só isso, digo-o com algum cinismo, claro, é um upgrade. William Carvalho, não o esqueçamos, "deve-se" a Rui Jorge. "Infelizmente", André Martins também, mas não há bela sem senão... Falando a sério: se hoje olhamos para os miúdos e é por isso que podemos olhar para a futuro, os louros devem ser dados a Rui Jorge. Talvez com Rui Jorge possamos ter um presente. Manuel José, Jesualdo Ferreira ou Fernando Santos pouco trariam de novo em termos de rumo, de ideário, de filosofia. Vítor Pereira também não, por razões que têm a ver com o facto de, além da metodologia de treino e da motivação (que me parece baseada numa psicologia algo simplista), poucas qualidades ter até agora demonstrado. Peseiro faz as equipas dele praticar bom futebol, é verdade, mas nem sempre as torna regulares, sólidas, consistentes, eficazes, e como líder (até Rochemback o mandou olimpicamente "tomar no cu" à vista de todos nós) deixa muito a desejar. Enfim... Rui Jorge é a minha escolha.
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De Marcos Cruz a 12.09.2014 às 11:38

Peço desculpa... Vejam lá: assinei como Manuel José mas... sou eu!

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