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A procuradora-geral adjunta Maria José Morgado, no programa Grande Entrevista da RTP, diz que o “caso Rui Pinto”, o jovem português que denunciou alegados esquemas de evasão fiscal no futebol cometidos em vários países, conhecido como Football Leaks, a impressiona:

 

“Não posso falar concretamente do caso, só em tese geral. Mas devo dizer que este caso impressiona-me muito pessoalmente, porque ouvi a pessoa de que estamos a falar a dizer frases sobre a corrupção no futebol muito semelhantes àquelas que eu disse numa entrevista em 2002, ao Adelino Gomes, e que está publicada na [revista] Pública.

 

Eu disse ao Adelino Gomes que o futebol era um mundo de branqueamento de dinheiros sujos, com promiscuidades políticas indesejáveis, alargadas e muito difíceis de combater. Fez-me impressão, porque passaram 17 anos e aparece uma pessoa a dizer aquilo que eu tinha dito. Porque agora parece que são todos paladinos contra a corrupção no futebol, contra as offshores. Toda a gente fala disso, já não vale a pena falar. Mas naquele tempo tive problemas sérios por ter falado disso.

 

Volvidos 17 anos, por aquilo que se sabe do Footbal Leaks (e não estou a falar de nenhum clube em concreto nem de nenhuma pessoa, mas de um fenómeno), aparentemente no mundo do futebol é-se imune a qualquer espécie de escrutínio.

 

Precisamos das pessoas que estão por dentro do extraordinário mundo do crime, dos criminosos que queiram colaborar connosco. E, em geral, nenhum criminoso colabora com a justiça por razões éticas, mas sim por razões interesseiras, individualistas. Mas isso é humano, normal. Tem de haver uma legalidade para essa compensação, através da delação (ou colaboração) premiada, se for para defender outros valores superiores e se for escrutinável.

 

Em todo o mundo há várias histórias de hackers que se transformam em hackers bons e colaboram com a justiça. Aquele que é hacker mau pode transformar-se num hacker bom e trabalhar para a polícia. Tem um know-how que muitas vezes a polícia não consegue ter por si só”.

 

publicado às 04:04

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8 comentários

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De LG a 26.04.2019 às 07:55

Fala bem. Estranho é não lutar por aquilo que refere, considerando que é a n. 2 do MP e foi durante muitos anos diretora da pgd lisboa
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De Rui Gomes a 26.04.2019 às 09:12

Bem... depois da grande luta com o Apito Dourado, não sei se estará disposta a assumir outra do género ou ainda maior.
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De Fernando Albuquerque a 26.04.2019 às 10:27

Rui Gomes

Gosto da Drª. Maria J. Morgado pela sua frontalidade, e penso ser uma pessoa sincera quando aborda estes assuntos complicados para o mero cidadão, que apenas acompanha estes casos na CS.
A verdade é que existem Países, que aproveitam estes indivíduos, devido à sua forma de "sacarem" confidencias de alegados esquemas, que a Justiça aproveita para castigar os prevaricadores.
Em Portugal não sabemos se este hacker , vai ser aproveitado para denunciar esses esquemas ou se vai ser julgado apenas como um cidadão que "roubou" e-mails e outros documentos a alguns clubes em Portugal.
Vamos aguardar, pois já notamos algumas pessoas que lutam por estas anomalias a estarem interessadas no futuro do Rui Pinto.

Abraço Fernando Albuquerque
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De João Gil a 26.04.2019 às 10:52

MJM é uma das muito poucas pessoas em Portugal - mesmo muito poucas - que dentro do sistema de justiça denunciou a necessidade de perseguir os criminosos de colarinho branco e combateu efectivamente a corrupção. Há gente que ou anda distraída ou só nasceu agora. Não é obviamente o caso de Maria José Morgado. Que o futebol é um mundo de corrupção e lavagem de dinheiro criminoso é uma evidência. Não é só em Portugal. É no mundo inteiro. Está enraizada nas federações dos países, está instalada na FIFA, na UEFA, manifesta-se nas atribuições dos campeonatos, atinge dirigentes de federações e confederações, manifesta-se nas transferências de jogadores, nas apostas desportivas, na atribuição dos campeonatos e provas internacionais, nas adjudicações de obras para estádios, atinge o poder político eleito, o poder judicial, tudo, mas mesmo tudo, o futebol contaminou. E foi assim porque a política deixou e se deixou capturar pelo fenómeno e pelo dinheiro que nele circula. Mesmo os que não são corruptos e procuram fazer as coisas de modo limpo e transparente - e serão muitos, ainda assim - têm de funcionar dentro de um sistema que está genericamente corrompido e que é de difícil, mas não impossível, regeneração.
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De Greenlight a 26.04.2019 às 11:29

Tenho "mixed feelings" em relação a Maria José Morgado. Tem o discurso articulado e procurou, sem grande sucesso, "fazer justiça" mas em Portugal isso é muito difícil, conforme é fácil comprovar, quando vemos "bandidos" à solta e a "botarem" discurso nas TVs. O "botar" não foi por acaso, pois o Brasil nesse aspecto, está mais avançado que nós, o ex-presidente já está na cadeia. Por outro lado, MJM também (à semelhança de outros juristas bem conhecidos) andou envolvida com movimentos patéticos de extrema esquerda, porventura por influência do marido, grande fiscalista e esquerdista radical, já desaparecido. Pode ter sido uma doença de juventude mas não é passado de que deva orgulhar-se.
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De João Eduardo a 26.04.2019 às 14:35

Não admite que possa ter sido ela a influenciar as ideias radicais do marido, na sua juventude?
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De João Carvalho a 26.04.2019 às 15:31

Este assunto não é um novo, é até bem conhecido, por isso guardei umas declarações muito interessantes de Filomena, ex-mulher de Pinto da Costa, ao CM.


A 23 de Maio de 2011 Filomena Pinto da Costa (ex-mulher do presidente portista) disse o seguinte ao Correio da Manhã:

«Tenho pena que os abutres que se têm vindo a aproveitar do meu clube, ao longo destes anos todos, irão continuar a encher os bolsos, com a venda dos passes dos jogadores, que agora valem muito mais. A todos conheço, um por um, há quase trinta anos! Como chegaram, como enriqueceram, e acreditem não é com trabalho árduo, infelizmente».

As declarações de Filomena e a queixa na Procuradoria são gravíssimas mas ninguém quer saber.

Tenho outras informações muito interessantes de quadros superiores que trabalharam em bancos, que eu guardo para mim.


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De altaia a 28.04.2019 às 00:03

Ainda vamos descobrir que se venderam e compraram campeonatos neste Pais

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