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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Não deixa de ser curioso que já publiquei várias crónicas de Mariana Cabral, jornal Expresso, sem nunca me aperceber que a jornalista é também treinadora de futebol e que, em facto, liderou a equipa feminina de juniores do Sporting ao título nacional na época passada.
Em reconhecimento deste feito, Mariana Cabral recebeu um voto de congratulação do Grupo Parlamentar da Região Autónoma dos Açores, aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa do arquipélago. A homenagem surge após a jovem técnica de 29 anos conquistar o título com o registo de 20 vitórias em 20 jogos.
Natural do Pico da Pedra, Açores, residente no continente desde os 18 anos, não esquece a sua terra natal:
"É obviamente um grande orgulho para mim porque grande parte da minha vida tem sido feita fora dos Açores e saber que, mesmo estando cá desde a faculdade, ou seja desde os 18, as pessoas lá ainda seguem o meu trabalho é sempre muito bom e recompensante".
Vou lá regularmente e tenho notado que, desde que treino no Clube, têm existido mais conversas sobre isso. Querem saber como estão a correr as coisas. O Sporting CP deu um grande impulso ao futebol feminino em Portugal e as pessoas notaram isso, o que é muito bom para mim também. Apesar de ter saído da ilha, a ilha está sempre cá dentro".

Além de treinadora das sub-19 verdes e brancas, Mariana Cabral é também jornalista no Expresso - actividade na qual foi distinguida no ano passado ao receber o prémio de Revelação Imprensa Escrita, atribuído pelo CNID - e diz que, apesar de nem sempre ser fácil conciliar as duas áreas, tem sido um caminho proveitoso, dado o gosto por ambas. "Não é fácil, mas como se diz quando se corre por gosto não se cansa. Tem sido assim. Tento sempre conciliar estas duas grandes paixões, sobretudo o futebol, que é também aquilo sobre o que escrevo mais".
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