Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

O empate foi o resultado justo, se é que isso existe, para um clássico onde o que mais impressionou foi o medo cénico manifestado por Farioli e Rui Borges, ambos aterrorizados com a hipótese de perderem o jogo e com medo de serem felizes. Até ao golo do FC Porto, nascido de uma série de carambolas em que a destacar há o talento de Mora, pouco tinha acontecido. A partir daí o Sporting soltou-se, foi melhor e acabou por chegar ao golo da justiça com um penálti tão claro... como caído do céu. O clássico foi poucochinho.
O melhor foi deixar tudo em aberto e termos liga até ao fim. Espanta-me, contudo, Farioli e Borges terem escolhido encolher-se tanto. Uma opção que nos trouxe futebol medíocre e em que ambos foram incapazes de retirar o que melhor têm os plantéis que comandam. Que podem jogar tão mais do que isto. Medo de ganhar o clássico
O pior do clássico foi novamente o regresso ao passado a que vamos assistindo. O país viu todo os apanha-bolas a esconderem os cones e as bolas quando estava 1-0. Isto e as toalhas de Rui Silva não me merecem mais comentários. Sinto apenas vergonha alheia.
Amigo Nação Valente
O diretor do jornal Record faz uma análise, no essencial, justa do jogo. No entanto, penso que ele não avalia com rigor em que medida o Sporting conseguiu mais impor o seu jogo do que o Porto e a maior presença na grande área adversária. Sublinho também a reação leonina ao golo portista, os jogadores do Sporting não se enervaram, não tremeram, convictos de que conseguiriam empatar o jogo.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.